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Com as variações climáticas acentuadas, é esperado um número assustador de catástrofes ao redor do mundo. No Brasil, as chuvas já arrasaram famílias e comunidades inteiras nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pernambuco e São Paulo. Infelizmente, muitos setores da sociedade ainda não estão preparados para enfrentar a catástrofe e o que dela fica. Não é diferente quanto ao atendimento psicológico das vítimas deste tipo de tragédia.
Segundo a psicóloga Maria Cristina Milanez Werner, no Brasil a maior parte dos terapeutas opta pelo trabalho em consultórios e faltam profissionais para lidar no atendimento familiar em situação de emergência por catástrofes naturais.
"A maioria dos profissionais desta área foi treinada para atuar em situações de conforto e em setting adequados, como em os consultórios ou instituições. Mas precisamos saber como agir quando no momento de crise, uma vez que a intervenção psicológica ajuda a evitar futuros problemas como uso de álcool e droga, depressão e síndrome do pânico”.
Desabrigados do Morro do Bumba, em Niterói, receberam atendimento gratuito de terapeutas especializados no trabalho psicológico pós-catástrofes naturais. Agora, esse trabalho será mostrado no IX Congresso Brasileiro de Terapia Familiar, que será realizado nos dias 11 a 14 de agosto, em Búzios, com o objetivo de estimular a formação de novos profissionais com esta especialização.
