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Guanabara espelho do Rio

Guanabara espelho do Rio

Publicação: 2016

Por Fábio Lau (imagens divulgação e Facebook) / Portal Conexão Jornalismo

Custódio Coimbra e Cristina Chacel - companheiros de livro e vida
Custódio Coimbra e Cristina Chacel - companheiros de livro e vida

Uma obra sobre a Baía de Guanabara - que é banguela como diz Caetano e divinamente insuportável como atestou o Conde de Gabineau no século XIX. Mas ela nasce do punho e das lentes de dois cariocas que, apaixonados entre si, declaram amor a um terceiro: O Rio e seu principal portão de entrada pelo mar. Lançado pela Editora FGV, "Guanabara Espelho do Rio" é obra de Cristina Chacel e do marido e fotógrafo Custódio Coimbra - dois nomes consolidados da imprensa carioca.
Cristina Chacel concedeu três respostas a três perguntas de Conexão Jornalismo.




Conexão Jornalismo - Como é escrever a quatro mãos com o marido?

Cristina Chacel - É um privilégio viver com um artista e um desafio emprestar palavras ao que, por princípio, é inenarrável. É o encontro do espanto com o que vem depois, o conhecimento, a tessitura de duas linguagens. A partir disto, o dia-a- dia é profano: debates e embates sem fim, que acabam chegando a um lugar nosso. Temos a sorte de um grande amor.


CJ -O tema Guanabara se deu por paixão dos dois pela região mais bela e inóspita
(entenda-se inóspita para quem vive dentro d'água) do Rio? Ou por qual motivo?

Cristina Chacel - Somos os dois cariocas da gema e a cidade sempre foi o território onde aconteceu e acontece o nosso encontro. Somos cariocas do samba e do botequim e somos jornalistas que corremos chão, zanzamos na rua. A Baía de Guanabara nos atravessa. Custodio a fotografa há 20 anos. Este livro é um livro que vem de longe e desde longe eu acompanho com a minha experiência de cidade, que é a de pensar o espaço público, criticar a gestão político-administrativa, amar a possibilidade de desfrutá-la como cidadã. Ele faz o mesmo com suas fotos. Só que suas fotos transbordam. Dizem o indizível.

CJ - Qual o significado de fazer uma obra que contempla sua cidade, sua beleza, usando para isso a melhor ferramenta acessível ao casal: a palavra e a imagem?

Cristina Chacel - Acho que o significado é o de devotar-se, de entregar o que cada um tem de melhor para esta cidade que a gente ama. A Baía de Guanabara é um ambiente extraordinário, que tem um valor de gênese para os cariocas e para o Brasil, assim eu entendo. E quando a gente chega perto, pra olhar de pertinho, o que vemos um escândalo. O cúmulo este território de tamanha centralidade social e grandeza ambiental ser esculhambado por interesses políticos e econômicos comezinhos e inconfessáveis. Mais importante que falarmos sobre nós, é falarmos sobre a baía. Engana-se quem pensa que a conhece. A Guanabara é inesgotável. É obra pra uma vida inteira.






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