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Domínio

Domínio

Autor: Matthew Scully
Editora: Civilização Brasileira | Grupo Editorial Record
Publicação: 2018
Páginas: 546
Preço sugerido: R$ 79,90

O jornalista Matthew Scully é vegetariano há 25 anos e no livro“Domínio”, que chega às livrarias em abril pela Civilização Brasileira, narra algumas das lições que aprendeu ao longo desse tempo no que diz respeito às relações entre seres humanos e animais. Em mais de 500 páginas, e sob o subtítulo “O poder do ser humano, o sofrimento dos animais e um pedido de misericórdia”, o autor faz um apelo ao leitor ao explicar as razões pelas quais é preciso tratar os animais com mais consideração e sem crueldade.

Os argumentos de Scully são essencialmente morais – e ele defende que perde-se um tanto da nossa humanidade ao não tratar os bichos com o devido respeito. Mas ele também recheia seu apelo com informações, dados e pesquisas. Para ilustrar seu discurso, ele descreve, por exemplo, o funcionamento dos “ranchos de safári”, locais onde animais são criados apenas para serem caçados – e onde paga-se muito dinheiro por essa “diversão”. Scully narra também o teor de uma das conferências anuais da Comissão Baleeira Internacional, cujo foco está em desenvolver métodos mais letais de obter “recursos marinhos vivos”.

Os trechos mais impressionantes, no entanto, são os que ele relata o cotidiano das fazendas industriais. Ali, os animais são tratados como meros produtos e podem passar a vida inteira em condições precárias de encarceramento, sem jamais chegar a ver a luz do sol ou ter contato com um ser humano. Tão assustadoras quando as descrições são algumas das declarações de administradores deste tipo de negócio, citadas pelo autor. Eles argumentam, inclusive, que os animais gostam do confinamento e que têm uma vida melhor do que se estivessem ao ar livre.

Scully cita ainda as pesquisas que detectaram emoções e temperamento em animais – como, por exemplo, as da celebrada pesquisadora Temple Grandin, cuja vida foi até transformada em minissérie – ; e as fazendas menores e orgânicas, que operam de forma mais humana em relação aos bichos.





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