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PLURALE EM REVISTA, EDIÇÃO 55/ Líder executor

Por Fábio Rocha, Colunista de Plurale

“O sucesso não é medido por aquilo que uma pessoa alcança, mas pela oposição que encontrou e pela coragem com a qual manteve sua luta contra as adversidades, certo grau de oposição é importante para um homem. As pipas sobem contra e não com o vento.”

Fazer acontecer, essa atitude deve ser o ponto de partida para se discutir sobre as posturas e hábitos de um líder. Afinal, ele busca atingir sempre os melhores resultados. Para que isso ocorra, um líder precisa de uma equipe comprometida, afinada e principalmente motivada, pois sozinho não será capaz de resolver todos os problemas e realizar as inúmeras tarefas do dia-a-dia.
Muitas lideranças e organizações ainda não entenderam que os resultados originam-se dos times e não dos líderes. E os líderes competentes sabem liderar os seus times,formam bons times, desenvolvem seus times, tornam seus times realmente integrados, sinérgicos e com propósito.
Nas áreas operacionais os profissionais geralmente têm um perfil técnico ou especialista em seu segmento, mas nem sempre tem as habilidades necessárias para dar o máximo como líder executor. A relação de curto prazo e resultados é bastante intensa.

A Liderança não é uma competência isolada. Ela envolve e requer uma série de competências que a tornam efetiva. Ser um líder eficaz exige que ajude outros a liderar, e a medida de seu sucesso está relacionada com a sua capacidade de fazer com que os outros façam o trabalho certo da maneira certa.
Envolvidos na rotina diária do trabalho muitas vezes o líder esquece-se de detalhes importantes que podem influenciar no comportamento de sua equipe, como a valorização do trabalho, envolvimento profissional e principalmente a consciência de que tratar com pessoas requer um investimento maior no processo de humanização do ser humano, o que implica em aperfeiçoar as suas aptidões por meio da interação com o seu meio envolvente. Para cumprir essa tarefa, os líderes devem se utilizar de recursos e instrumentos como forma de auxílio a sua prática diária.
O líder deve analisar e avaliar suas atitudes, buscando uma postura que ajude sua equipe a se desenvolver, alinhando suas necessidades pessoais e valores aos da empresa, fazendo com que a produtividade cresça e o objetivo final seja atingido com êxito. Sua capacidade de atingir resultados requer um bom nível de habilidades com pessoas.
O sucesso de curto prazo pode ser o motor que impulsionará a empresa para frente até chegar ao ponto que permita que a estratégia se concretize. A capacidade de executar desenvolve disciplinas que permitem que o líder produza as habilidades certas e promova o conhecimento institucional. A execução sem uma estratégia pode ser cega, mas a estratégia sem execução é esperança infundada.
Os líderes que executam conectam o presente e o futuro, concentram-se em estabelecer um vínculo entre o curto e o longo prazo, administram o tempo, engajam os demais e garantem que assumirão o dever de prestar contas e as consequências de cumprir as metas dentro do prazo.
Esses líderes aceitam responsabilidade pelo que precisa ser feito, fazem o que precisam fazer e desenvolvem um histórico convincente de conquista de resultados. Cumpre as promessas feitas às várias partes interessadas no negócio”.
Saber para onde vai e chegar lá são dois desafios diferentes e o líder executor deverá saber aonde quer chegar, o que deve fazer e realizar bem aquilo que deve ser feito.
Mas como alcançar resultados satisfatórios, numa realidade onde o que um líder promete deve estar alinhado com o que alcança?

Há, entre outros, comportamentos essenciais que tornam o líder mais eficaz na entrega dos resultados:
1. Conhecimento da sua equipe e da sua empresa Segundo Dave Ulrich em seu livro Código da Liderança “O líder de sucesso é aquele que é capaz de transformar aspirações estratégicas em ações, desejos em resultados e o futuro desejado em realidade presente”. Partilhar com a equipe a visão do negócio e dar significado ao que cada um faz contribui para o engajamento/comprometimento com os objetivos organizacionais. Muitos líderes não conhecem sua organização de forma abrangente, e como consequência seu pessoal também. Os líderes, muitas vezes, não estão onde a ação está. O líder deve ser parte integrante da equipe, parceiro, precisa conhecer as metas pessoais dos seus liderados e alinhá-las com as metas corporativas, para assim alcançar um objetivo comum.

2. Autoconhecimento É elementar que para conhecer o outro é preciso, primeiramente, se conhecer. “Conhece-te a ti mesmo” a célebre frase atribuída a Tales de Mileto e adotada por Sócrates como princípio e fim da sabedoria humana, continua presente até a contemporaneidade. Esse pensamento deve ser aplicado na vida pessoal e em grandes corporações. Hoje, um grande número de líderes, com todos os requisitos e elementos para ter sucesso, não conseguem dominar a disciplina da execução. Apesar de terem capacidade, formação e talento, não demonstram controle emocional para lidar com a realidade do negócio e da organização ou para fazer avaliações francas das pessoas que lideram. Essa firmeza emocional tem como principal fonte o autoconhecimento. Quando o líder se conhece ele aceita e lida com seus pontos mais frágeis, consegue ser firme e justo com as pessoas que não estão desempenhando bem suas funções e compreende a ambiguidade inerente às organizações que se movem rapidamente e são cada vez mais complexas.

3. Definição de Metas Claras e Objetivas As pesquisas sobre comportamento humano reconhecem e dão cada vez mais importância às práticas de planejamento e estabelecimento de metas como fatores de desenvolvimento pessoal. Dentro do universo corporativo é possível constatar que metas pré-estabelecidas sob domínio e conhecimento dos colaboradores influenciam a motivação pessoal. Nada mais confortável para quem executa do que saber o que fazer, por que fazer e o resultado do seu fazer no todo organizacional.

4. Habilidade de Comunicação e Influência O líder deve inspirar outros para juntar-se a ele na consecução dos objetivos organizacionais e no cumprimento de suas tarefas. A comunicação está diretamente ligada à liderança e a gestão organizacional, pois sua funcionalidade tem aderência à competência interpessoal. Por meio do processo comunicativo, os líderes influenciam os colaboradores na realização de suas tarefas além de se comprometerem na consecução dos objetivos e metas traçadas. Neste sentido, a comunicação é uma ferramenta estratégica para o exercício da liderança. Se o líder não possui uma comunicação eficaz, assertiva ficará difícil exercer seu papel. Se observarmos os problemas de muitas organizações vamos certamente esbarrar na ineficácia da comunicação por parte de suas lideranças.


Muitas organizações acreditam “ingenuamente” que “Se o profissional é um excelente técnico, então, será um ótimo líder”. É preciso que as organizações reconheçam que esta transição pode levar tempo e pode exigir preparação adequada. E quando estes profissionais não conseguem fazer esta alternação por conta própria, é comum que as organizações ignorem o fato de que também não deram o apoio e o suporte necessário para que estes líderes alcancem sucesso nesta nova empreitada.
Então precisamos ter programas de formação de lideranças estruturados para estimular os líderes das nossas organizações a desenvolverem competências de liderança que contribuam para a melhoria da performance individual e do desempenho organizacional.
Toda liderança precisa desenvolver as competências do Líder Executor, o foco na entrega e nos resultados é fundamental para o exercício da liderança.
Se pensarmos especificamente nas lideranças intermediárias as competências do Líder Executor são ainda mais fundamentais, considerando que os mesmos devem estar dedicados a transformar a visão, missão e diretrizes estratégicas de uma organização em ações concretas no campo tático-operacional.
As lideranças intermediárias de uma organização são lideranças do nível táticooperacional e/ou líderes que estão entre as lideranças estratégicas e os demais níveis da organização (Gerentes, Coordenadores, Chefias, Supervisores, etc.).
O líder executor sem dúvida é um dos perfis comportamentais mais adequados para as lideranças intermediárias.

A maior parte das organizações ainda não capacita de forma adequada seus líderes intermediário, porque não compreende bem as dificuldades enfrentadas por quem assume este cargo de gestão. Neste sentido necessário se faz ter programas voltados para a formação de lideranças intermediárias, para estimular estes líderes a desenvolverem competências de liderança que contribuam para a melhoria do desempenho individual e organizacional.

Você já se perguntou se os programas e/ou atividades realizadas na sua empresa voltadas para as Lideranças Intermediárias trabalham estas questões ou dão suporte a estas lideranças de como gerenciar estes aspectos?

Você tem clareza de como o exercício de liderança com foco em resultados aqui citados são trabalhados em sua organização?

Seus líderes intermediários são competentes para liderar com foco nas metas, resultados, eficácia?





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