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3º Encontro de Mulheres do Mercado de Seguros reúne executivas do setor

Da esq para a dir: Lana Carvalho, Diretora da Ômer Corretora; Maria Helena Monteiro, Diretora de ensino técnico da Escola Nacional de Seguros; Sonia Marra, Assessora da Presidência do CVG-RJ e integrante da Comissão da Mulher do CCS-RJ; Fátima Cristina Monteiro, Diretora da Flanci Corretora de Seguros; Maria Beatriz Negrini, Presidente do Grupo Negrini e Solange Beatriz Palheiro Mendes, Presidente da FenaSaúde.

Por Sônia Araripe, Edtora de Plurale

Um mercado que antes era predominantemente masculino tem se transformado bastante. Refletindo uma tendência da economia brasileira - e global - com mais mulheres formando a força de trabalho, o mercado segurador nacional tem, atualmente, 57% de mulheres em seus postos. Este número foi apresentado hoje na 3ª edição do Encontro de Mulheres do Mercado Segurador, realizado no Dia Internacional da Mulher, promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ) e pela Comissão da Mulher do Clube de Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), que contou com a presença de cinco relevantes lideranças de peso do setor e cerca de 100 convidados.

As executivas Solange Beatriz Palheiro Mendes, Presidente da FenaSaúde; Maria Helena Monteiro, Diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros; Maria Beatriz Negrini, Presidente do Grupo Negrini; Fátima Cristina Monteiro, Diretora da Flanci Corretora de Seguros e Lana Carvalho, Diretora da Ômer Corretora, compartilharam suas trajetórias profissionais com os participantes do evento, que marcou o Dia Internacional da Mulher.

Mulheres como chefes de família - Maria Helena Monteiro, da Escola Nacional de Seguros, apresentou resultados de estudo divulgado hoje, com base em dados da PNAD/IBGE, sobre quantas brasileiras são chefes de família. De acordo com este estudo, realizado pelo demógrafo José Eustáquio Alves, entre 2001 e 2015, o total de famílias no País cresceu 39%, chegando a 71,3 milhões. Nesse período, o número de famílias chefiadas por homens subiu apenas 13%, somando 42,4 milhões. Já os núcleos familiares chefiados por mulheres dobraram em termos absolutos, passando de 14,1 milhões para 28,9 milhões. Esse aumento ocorreu no Brasil como um todo, em todas as regiões, nas áreas rurais e urbanas, para todos os tipos de família, e em todas as faixas de renda e educação.

"A presença feminina na liderança de lares é muito forte mesmo", destacou Maria Helena, frisando a força das mulheres também na escolha do futuro presidente em outubro deste ano. Em 2000, as mulheres já superavam os homens em 500 mil eleitoras. Nas últimas eleições, em 2016, o superávit feminino no eleitorado já estava em 6,8 milhões de pessoas aptas a votar.

Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Fenasaúde, ressalvou que nunca gostou muito "do sectarismo de dividir mulheres e homens." Mas destacou que datas como o Dia Internacional da Mulher ajudam a refletir sobre o cenário atual. Solange contou que jamais se imaginou diferente na vida profissional por ser mulher e enumerou princípios importantes para trabalhadores homens e mulheres. "Estes são princípios unversais, para homens e mulheres, como ter autoconfiança, coragem, estabelecer e cumprir metas." Mas destacou algumas virtudes principalmente das mulheres, como "conseguir lidar simultaneamente com vários assuntos e ainda saber ouvir bem." A executiva relembrou ainda a época em que foi mãe e precisou tomar uma decisão difícil para dar conta da dupla jornada. “Nunca cogitei abrir mão da minha carreira”, disse.

Data simbólica - Em sua abordagem, Maria Beatriz Negrini destacou que esta data “simboliza a vitória da luta de todas as mulheres por igualdade e por valorização”. Lembrou que as conquistas agora se fazem pela “imposição do talento e pela capacidade de liderança e participação ativa em todas as atividades da sociedade”.

Sobre o papel da mulher do novo milênio, a dirigente revelou que “ela caracteriza-se como um ser humano inteligente, forte e capaz, que, ao lado de seus companheiros constrói suas famílias, empresas e os empreendimentos que impactam a todos simultaneamente, tornando-os capazes de viver com conforto e felicidade”. “Nasci em uma família e integrantes da magistratura paulista. Meu pai e avô materno foram desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, tendo sido meu avô presidente do Tribunal Regional Eleitoral”, relatou a executiva.

Ainda muito jovem, aos 20 anos, Maria Beatriz, foi convidada pelo advogado criminalista Pedro Paulo Negrini a integrar os quadros do escritório Negrini Advogados Associados, uma organização jurídica que viria a dar suporte e a integrar um elenco de empresas do futuro Grupo Negrini. Trata-se de organização especializada na defesa de empresas contra a criminalidade, em especial, os crimes inteligentes e fraudes contra as organizações. Comandou a área administrativa e, posteriormente, a financeira. Há três anos é CEO do Grupo.

Relatos pessoais e profissionais no segmento de seguros de Fátima Cristina Monteiro e Lana Carvalho emocionaram o público. "Minha mãe me dizia: não deixe o seu trabalho por causa de um marido porque ele não vai te conseguir outro emprego." E Fátima contou que levava o filho, então com 11 anos, para o trabalho no começo da profissão, mostrando, orgulhosa, a cria no auditório, profissional já trabalhando como corretor de seguros. Mas foi, sem dúvida, o relato da Tenente-Coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Clarisse Antunes Barros, que mais atraiu a atenção dos convidados. "Nunca me coloquei na condição de mulher. Sou mais uma na Corporação e procuro desempenhar meu trabalho com dedicação", relatou. A Tenente-Coronel tem 27 anos na carreira de policial militar e é chefe do Grupamento Aéreo da PM no Rio, comandando 210 policiais para uma frota de oito helicópteros.

O evento foi muito elogiado e aplaudido. “Buscamos inspirar a contribuição feminina na liderança e no desenvolvimento do mercado segurador”, disse a assessora da presidência do CVG-RJ e integrante da Comissão da Mulher do CCS-RJ, Sonia Marra, responsável pela programação. Em um momento em que a liderança de mulheres em governos e grandes empresas pelo mundo ganha destaque, as instituições se unem para discutir a atuação feminina e suas perspectivas para o futuro do mercado segurador.

O presidente do CVG-RJ, Carlos Ivo Gonçalves, fez questão de agradecer, ao final do evento, a colaboração de todas as profissionais que apoiaram sua organização - a começar pela assessora da presidência do Clube e integrante da Comissão da Mulher do CCS-RJ, Sonia Marra, idealizadora do evento. A corretora e administradora propôs aos presentes uma reflexão sobre a grande importância da presença da mulher em todos os níveis de hierarquia do setor. Jayme Torres, presidente do CCS-RJ, sorteou para as participantes do evento quatro massagens terapêuticas.

Sobre o CVG-RJ |

O Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro surgiu há 51 anos com o objetivo de estimular o crescimento dos Seguros de Pessoas no Brasil. Hoje, o Clube reúne 26 empresas beneméritas (são empresas do mercado, que colaboram para que o CVG-RJ desenvolva as suas atividades), entre seguradoras, corretoras, consultorias e assessorias de seguro. Ao todo, são mais de 700 associados, que participam de suas atividades. Nos cursos de capacitação profissional, foram capacitados milhares de alunos, que hoje desempenham funções importantes nas empresas do mercado. A diretoria 2017/2019 é composta por Carlos Ivo Gonçalves, presidente; Leila Nogueira, vice-presidente e primeira mulher a assumir um cargo de direção na entidade; Delmar Pereira, diretor tesoureiro; e Alexandre Henry, diretor social.





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