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RJ abre novos centros de atendimento a mulheres e à comunidade LGBT

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) do Rio de Janeiro inaugurou no último dia 8 de março, em Volta Redonda, sul fluminense, dois equipamentos que vão atender ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e a mulheres vítimas de violência.

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a Subsecretaria de Políticas para Mulheres da SEDHMI abriu a Casa Abrigo de Permanência Breve. Com endereço sigiloso, o local abrigará mulheres em situação de violência, acompanhadas ou não de seus filhos, que não corram risco iminente de morte. As vítimas poderão ficar no local por um período de até 15 dias e contarão com assistência jurídica e psicossocial.

Mulheres vítimas de violência podem fazer denúncias pelo Disque Mulher no telefone (21) 2332-8249. O canal é também um meio para as vítimas pedirem apoio. Ele funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

O secretário Átila Alexandre Nunes explicou que o diferencial desse trabalho é que ele é realizado em parceria, tendo em vista que a prefeitura de Volta Redonda, sozinha, teria dificuldades para manter a Casa Abrigo. “A gente buscou uma solução dentro da concepção de consórcio, mas de maneira mais informal, através de convênio entre municípios da região. Sete municípios vão participar do custeio dessa Casa Abrigo”, explicou o secretário.

A SEDHMI irá coordenar o espaço. “A ideia é que a gente possa, a partir daí, ter um equipamento que atenda toda região. É um modelo político, administrativo, com que a gente consegue dar um passo importantíssimo até para replicar ele em outros polos do estado”. A secretaria está em negociações com três cidades para implantação da Casa Abrigo, sendo uma delas na Baixada Fluminense. Nunes acredita que até duas novas casas de atendimento às mulheres vítimas de violência deverão ser inauguradas este ano, no estado.

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No Centro de Cidadania LGBT Sul Fluminense, criado por meio do programa Rio Sem Homofobia, a população vítima de violência e preconceito poderá obter atendimento jurídico, social e psicológico. O equipamento vai funcionar também como centro de mobilização em políticas públicas de combate à homofobia e à promoção da cidadania LGBT.

O equipamento vem atender a um pleito antigo dos moradores, informou Nunes. Ele lembrou que nos últimos dois anos, em função da crise financeira do estado, não ocorreu uma expansão do Programa Rio Sem Homofobia. “Nossa maior batalha foi para manter o programa aberto, com pagamento dos salários, que era o maior desafio e, agora, a gente está conseguindo atingir o ponto de virada, mantendo a rede existente e, também, pela primeira vez, volta a expandir o serviço por meio de parceria com a prefeitura local”. O secretário completou que a intenção é atender também o entorno da região.

Atualmente, o estado conta com um Centro de Cidadania LGBT na capital, que funciona na Central do Brasil; um em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro; em Nova Friburgo, região serrana; e em Caxias, Baixada Fluminense. O secretário informou que o órgão está em tratativas com outros municípios para ampliar o serviço por meio de parcerias com prefeituras, utilizando o modelo piloto de Volta Redonda.

O atendimento é feito ainda de forma remota, por meio do Serviço Disque Cidadania LGBT, no telefone 0800 0234 567, para atender cidades mais distantes. Ele destacou que esse equipamento “é de uma importância ímpar, tendo em vista a seriedade dos problemas que afetam a comunidade LGBT”. O volume de atendimentos acaba, segundo Nunes, se tornando um argumento adicional para que outras cidades se mobilizem e queiram seguir o mesmo caminho. “Eu vejo com muito otimismo que isso servirá como exemplo para outros municípios”. A unidade vai funcionar na Rua Antônio Barreiros 232, Bairro Nossa Senhora das Graças, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Edição: Amanda Cieglinski




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