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Precisamos conversar sobre inovação social, cidadania e educação

Por Malu Fernandes, Colunista de Plurale

Em 2016 fui ao primeiro LivMundi, no Jardim Botânico e Gávea, festival que trata de vida sustentável em seus variados aspectos, prestigiar a organizadora Luciane Coutinho. Fiquei encantada com o que vi e ouvi. O evento chega à sua segunda edição nos dias 09 e 10 de junho, no Parque Lage, em meio à Semana do Meio Ambiente, e agora vem melhor ainda por que vem com os acréscimos do aprendizado que a idealizadora do evento está adquirindo no MBA em liderança criativa que está realizando na Berlin School. A responsabilidade também é maior porque o sucesso da primeira edição rendeu três premiações ao festival, sendo uma delas internacional – o Prêmio Lusófonos, na categoria Responsabilidade Social.

A Luciane é craque e escalou um time de primeira que entende tudo de sustentabilidade. O Ciclo de Debates contará novamente com mediação do geógrafo, professor da PUC-RIO e apresentador do programa da Globosat “Sobre Rochas”, Marcelo Motta, e da palestrante e consultora em economia colaborativa Ana Lavaquial. “O Festival é construído com com o intuito de promover a transformação da consciência individual, aspirando a transformação do nosso entorno. As atividades do LivMundi são todas gratuitas, para que todos possam participar. Acredito que essa consciência sustentável e cidadã é o caminho para a nossa mobilização e transformação social”, explica Luciane Coutinho, idealizadora do projeto.

Para Lavaquial, “o desafio da curadoria dos debates do LivMundi, que expande o conceito de sustentabilidade, é fazer uma alquimia de conhecimentos, experiências e personalidades para tratar temas tão importantes quanto inovação social, cidadania e educação de forma leve, mas relevante”, informa. “O que queremos é que as pessoas saiam motivadas pelos conteúdos, inspiradas pelas histórias e cientes de que, como cidadãos, somos todos agentes de transformação da cidade. E a cereja do bolo é viver tudo isso no Parque Lage, coração pulsante do Parque Nacional da Tijuca!”, acrescenta a curadora.

"Como transformar o mundo da moda?". Este é o tema da roda de conversa que a designer Vanessa Wagner, da Zoia, Mabel Dutra e Isabela Marotto vão comandar no domingo. Qual é o papel das marcas e consumidores nesse grande desafio? O evento contará com uma feira de moda ética e design com várias marcas, entre elas a minha, camisetas CL, com fotos do Rio em malha pet e edição limitada com imagens clicadas pela minha sócia, a fotógrafa Cristina Lacerda, embaixadora do Rio. “Se cada um de nós vestir a camisa do Rio tenho certeza de que reinventarmos nossa cidade”, comenta.

No entorno do palacete do Parque Lage haverá mais uma vez o encontro dos principais líderes da cidade na produção orgânica e local - a Junta Local e o Circuito de Feiras Orgânicas. Esta foi uma área que curti muito em 2016! Cheguem cedo porque há muita coisa gostosa para comer e beber. “O destino do seu lixo pode mudar o destino do planeta." É essa a premissa do Ciclo Orgânico, que dará uma oficina de Compostagem de Resíduos Orgânicos no LivMundi. É possível reduzir boa parte do lixo que produzimos transformando os resíduos orgânicos em adubo, que enriquece de nutrientes o solo e as plantas.

Sil Bahia estará na mesa “A Cidade que Faz”. Diretora de programas do Olabi, está à frente da PretaLab, uma iniciativa da organização focada em estimular mulheres negras e indígenas nas tecnologias. Sil é pesquisadora e mestre em Cultura e Territorialidades pela UFF e gosta de pensar a tecnologia para mobilizar e resolver problemas sociais. Imagine um lugar onde todos podem falar, ouvir e descobrir sinergias. Na roda de “Empatia e Ideias na Prática”, Isabella Chinelato Sacramento e Fausto Amadigi irão costurar as percepções e ideias despertadas pelo evento e conversar sobre como colocar as ideias em prática. O domingo de debates desta edição também contará com “A Cidade Afora”, mesa focada na articulação entre o nosso tecido urbano e rural. Sandra Lencioni, Jorge Mario Jáuregui e Pierre-André Martin irão colocar holofotes na forma de integrar nossas singularidades, debatendo sobre os limites entre metrópole e cidade e como potencializar as identidades dos territórios.

O LivMundi abordará a sustentabilidade através de um formato multidisciplinar que contempla debates, oficinas, sessões de cinema, feira e outras atrações. É necessario se inscrever previamente no site www.livmundi.com. O intuito é que cada indivíduo saia inspirado a fazer algo em relação aos seus semelhantes, ao seu habitat e, principalmente, em relação a um espaço que é compartilhado, compreendendo seu papel como cidadão, seus espaços, direitos e deveres. Serão sete mesas abordando diferentes segmentos, com os seguintes temas: os desafios do Rio de Janeiro, urbanismo, mobilização, cidadania, integração da cidade, educação e inovação social. Os debates contam com a participação de nomes como o urbanista Washington Fajardo, Marcia Hirota, da SOS Mata Atlântica e Murillo Sabino, co-fundador do Projeto RUAS. “Vou falar um pouco do modelo do RUAS, das conquistas e resultados e da exploração de uma nova tecnologia social que tem, pela primeira vez, falado em erradicar a situação de rua”, antecipa. O LivMundi tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, da Escola Parque e Rede Globo além de apoio do Parque Nacional da Tijuca e da Associação Amigos do Parque, que abriu as portas do Parque Lage para receber o festival. A primeira edição atraiu cerca de dez mil pessoas. Neste ano estarei lá para conferir tudo novamente.

(*) Malu Fernandes é membro da Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais, consultora de Comunicação, formada em Jornalismo e Direito.





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1 comentário | Comente

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Luciane Coutinho |
Malu, fico honrada e agradecida que tenha captado tão bem a alma do LivMundi! Uma delícia ler sua reportagem. Vamos juntos começar a transformar o mundo!