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PLURALE EM REVISTA/ EDIÇÃO 62 - Paul Allen: “Nenhuma independência nos torna mais livres do que a energética.” / Do Portal Vilaweb

coordenador do projeto Zero Carbon Britain (Carbono Zero Grã-Bretanha), que quer reduzir a zero as emissões no Reino Unido em 20 anos/ Originalmente publicado no Portal Catalão Vilaweb/ Tradução de Maurette Brandt

Reportagem: Oriol Bäbler

Fotos: Albert Salamé

Tradução: Maurette Brandt

Copyright: www.vilaweb.cat

Publicado com autorização do diário digital Vilaweb

Link da matéria original: https://www.vilaweb.cat/noticies/paul-allen-cap-independencia-et-fa-mes-lliure-que-lenergetica/

Paul Allen é um homem otimista e sorridente. Essas devem ser condições essenciais para alguém que deseja convulsionar o sistema. Sim, este homem afável, que cresceu em meio aos bosques do País de Gales, é um revolucionário. Sem boina e sem fuzil. Allen quer sacudir o Reino Unido – e mudar totalmente o seu modelo energético. Acredita que, em vinte anos, se forem conduzidas “ações firmes e diretas”, o país vai se livrar da dependência dos combustíveis fósseis e reduzirá a zero suas emissões de dióxido de carbono.

Otimista com certeza, mas talvez muito mais realista do que possa parecer. Allen reconhece que a ideia de carbono zero em 20 anos soa extravagante; pois bem, depois de décadas de estudos no Centro de Tecnologia Avançada (Center of Advanced Tecnology), onde ingressou em 1998, assegura que “temos as tecnologias e os meios suficientes” para levar a termo a transição energética.

O encontro com Allen acontece nos jardins do Palau (Palácio) Robert, onde participa do XX Forum de Energia Sustentável, em 27 de abril. Num intervalo entre conferências, encontramos tempo para sentar num banco e falar sobre o projeto que cordena, o Zero Carbon Britain (Carbono Zero Grã-Bretanha). As palmeiras, as cicas, as avencas e as acácias são de um verde fulgurante e nos olham com interesse. Allen mexe o chá, que toma com leite, e se prepara para as perguntas.

- Quem é Paul Allen e o que é o Centro de Tecnologia avançada de Gales (CAT)?

- Paul Allen sou eu (risos). Sou engenheiro elétrico, estudei e me formei em Liverpool, nos anos 1980. No início cheguei a fazer uma incursão na música, mas há uns trinta anos cheguei à conclusão que tinha de fazer alguma coisa na vida. Então ingressei no CAT, entidade que se dedica a estudar o modo como devem ser a vida e o desenvolvimento sustentáveis. Minha primeira tarefa foi trabalhar com placas de energia solar para hospitais que a Oxfam queria instalar em zonas de guerra. Mais tarde participei de outros projetos, até entrar de cabeça no Zero Carbon Britain.

- Em que consiste o projeto?

- O planeta vive uma situação de urgência – e temos de propor e realizar ações firmes e contundentes para atenuar os efeitos das mudanças climáticas. Nosso objetivo é chegar a um Reino Unido com carbono zero em 20 anos. Nos informes que divulgamos, temos demonstrado que isso é possível – e que não há necessidade de novas tecnologias ou inovações, pois hoje temos tudo que é necessário para tal. Em nosso primeiro informe, publicado em 2007, detalhamos toda a dimensão desse desafio e o ritmo no qual deveríamos avançar para reduzir as emissões a zero. Com isso conseguimos atrair a atenção dos políticos, mais concretamente os do Partido Liberal, o terceiro mais importante do país.

- E que resposta obtiveram da classe política?

- Apresentamos o informe ao Comitê de Mudanças Climáticas – que, pouco depois aprovaria a chamada Lei das Mudanças Climáticas, cujo texto deixava bem claro que o Reino Unido teria de reduzir as emissões de dióxido de carbono em 80% até 2050. Parece bom, não é? Pois os liberais, que nos convidaram para apresentar o projeto, venceram as eleições e chegaram ao governo em 2010, graças a uma coalizão com os conservadores.

- E então?

- Bem, eles se esqueceram completamente das mudanças climáticas. De qualquer maneira, a decepção serviu para perserverarmos no nosso objetivo.

- Vocês estão mesmo preparados para fazer esta transição?

- Sim, com toda certeza. Fizemos uma pesquisa muito detalhada. Analisamos todos os dados do Reino Unido com relação ao vento, ao sol, às marés etc., de hora em hora, por um período de dois anos. Com isso, tivemos condições de projetar todo o potencial energético disponível no país. Agora podemos dizer que a otimização das energias renováveis tem que caminhar de mãos dadas com um consumo de energia mais eficiente e sustentável. Não estamos falando aqui, de modo algum, de um consumo racionado; quero dizer, simplesmente, que temos de estar conscientes de que agora mesmo, neste instante, estamos desperdiçando muita energia em habitações com isolamento térmico deficiente, por exemplo. Acredito sinceramente que poderemos funcionar com 100% de energias renováveis em 20 anos.

- A produção de energias renováveis tem uma curva mais arriscada do que a de uma central termoelétrica. Como se pode garantir uma produção mínima?

- Não se pode controlar os fenômenos meteorológicos; portanto, temos de ter consciência de que teremos picos de produção – e, consequentemente, quedas de produção. Nas condições atuais, não geraremos energia suficiente em 80% do tempo. Por isso mesmo, é realmente importante saber utilizar o excedente dos picos de produção. Em geral, os excedentes podem ser armazenados; porém, no caso da energia, isso pressupõe um investimento monstruoso, o que neste momento torna essa armazenagem praticamente inviável. Para que seja possível superar as quedas na produção, nossa proposta é usar o excedente de energia para produzir gás ou diesel sintético. Dessa maneira podemos utilizar boa parte da infraestrutura energética já existente, com um mínimo de investimento.

- Mas se a transição é factível, por que não a fazem?

- Em nosso informe mais recente, identificamos barreiras que nos impedem de realizar essa transição e explicamos como podemos superá-las.

- E que barreiras são essas?

- Motivações pessoais, vínculos familiares, o trabalho, a pressão dos amigos, a lei, a cultura... há muitas “forças” que condicionam a nossa vida. E aqui surge também um conceito muito interessante, denominado carbon lock-in (blindagem de carbono). É o conjunto das inércias e reticências, no âmbito público e privado, que têm gerado um sistema baseado nas energias fósseis – e que impedem a penetração das energias renováveis. Durante mais de cem anos, os combustíveis fósseis evoluíram junto com a sociedade, a política, a lei, a economia, as infraestruturas... Os vínculos e a dependência são muito fortes, mas é preciso pensar em novas maneiras de criar relações em todos esses âmbitos. Em comunidades pequenas, temos conseguido demonstrar que isso é possível; agora chegou o momento de dar o passo em direção à grande escala. Enfim, de empreender uma mudança sistêmica.

- Uma revolução, você quer dizer.

- Pois sim, e nesse aspecto é preciso convencer a classe política. Ao mesmo tempo, não podemos ser ingênuos. No Reino Unido, o setor energético representa um lobby de mais ou menos quatro bilhões de libras, que pressiona os deputados para que atuem de acordo com os interesses das indústrias. É preciso haver mais transparência. Se um político se elege com financiamento da indústria, é preciso que se saiba.

- Transparência ou proibição?

- O ideal seria proibir, mas pelo menos temos de exigir que tudo venha a público. Assim os cidadãos, de posse de todas as informações, poderão discernir. Há países – como os nórdicos, mais recentemente – em que o controle é muito mais rígido que no Reino Unido.

- Porém há mais coisas que nos afetam, além dos grupos de pressão, não é?

- A comunicação, principalmente - ou seja, a maneira como a informação chega até nós. No Reino Unido, seis multimilionários controlam 80% do mercado midiático e da informação. Com certeza é um modelo muito difícil de se mudar, mas é preciso atuar para que se torne mais plural e mais acessível. E os cidadãos precisam ter esse espírito crítico para terem condições de raciocinar. Se você assiste à Sky News, precisa saber que a emissora é de propriedade da família Murdoch – e que os donos têm seus interesses. Os meios de comunicação online e as redes sociais têm um potencial enorme, que em parte pode nos ajudar a suplantar esse oligopólio da informação. Se quiser, posso dar um exemplo de como podemos ajudar as redes.

- Por favor.

- A Lego, que fabrica o famoso brinquedo de construção, comercializava, até pouco tempo, kits para montar postos de gasolina ou usinas petrolíferas com a logomarca da Shell. O Greenpeace fez um vídeo chamado “Nem tudo é fantástico” (Everything is NOT Awesome), que se tornou viral. Com isso, a Lego decidiu romper o acordo comercial com a Shell. Parece uma bobagem, mas há uma grande diferença entre a criança ter um brinquedo normal ou brinquedos patrocinados por uma empresa petrolífera

- E no âmbito social e cultural?

- Trata-se de uma mudança sistêmica. Temos de mudar tudo. Há trinta anos, a visão da sociedade sobre a paridade, sobre o movimento LGBT, sobre o racismo, era outra... Não havia a conscientização que existe hoje. Com as energias renováveis acontece o mesmo. Parece impossível uma mudança dessa magnitude, mas podemos fazê-la se conseguirmos “detonar” os nossos preconceitos. É preciso inovação e imaginação para impulsionar esta mudança, mas é imperioso, também, penetrar no universo midiático. Você pode ver os efeitos das mudanças climáticas em sua própria casa; no jardim, as árvores florescem antes do tempo. Ou a gente liga a televisão e o telejornal está noticiando um desastre natural. O que acontece? Muito pouco. O impacto midiático é mínimo. Essas coisas parecem não existir na hora que a gente senta para assistir séries e filmes. E este silêncio também transmite uma mensagem: se não temos que pensar, não faz diferença se agimos ou não. Por isso, é muito necessário que os artistas e os escritores se envolvam nesta luta. O tema tem que chegar à arte, às novelas, ao cinema. É fundamental oferecer também uma visão positiva de um futuro sem contaminação. Temos que sacudir os cidadãos da mesma forma que aconteceu quando a televisão mostrou o primeiro beijo inter-racial. E era um capítulo de Guerra nas Estrelas (risos)... Pode parecer algo insignificante agora, mas aquele beijo veio abrir portas para novas maneiras da gente se comportar e de pensar.

- Em seu informe, você menciona o conceito de multi-sloving. Que conceito é este?

- É algo muito simples. Queremos fazer uma grande mudança para salvar o clima, mas de quebra vamos solucionar outros problemas. Um ar mais limpo reduz as doenças pulmonares; trocar o carro pela bicicleta faz com que mais pessoas se mantenham em forma; o custo da saúde pública baixa, e assim por diante. Ao ativarmos a mudança, solucionamos um grande problema e ao mesmo tempo geramos outros tipos de benefícios. Acontece o seguinte: os acadêmicos tendem a trabalhar só com um tema de cada vez - ou o financiamento para a saúde ou o meio ambiente - mas trabalham focados apenas em projetos concretos. Precisamos que haja sinergias e ações multidisciplinares que tornem a mudança mais eficiente e mais rápida. E os municípios são os campos de prova perfeitos para isso.

- Até agora você comentou apenas as benesses da transição. Não haverá algum impacto econômico negativo?

- Existe um investimento econômico sim, mas não uma despesa ou um impacto negativo. Se equipamos uma casa com um isolamento térmico altamente eficiente, essa mesma casa vai durar mais 30 anos. Vai consumir menos energia, as contas serão mais baixas e, com o tempo, recuperamos o investimento. Acontece o mesmo com a saúde pública. Se investirmos em uma infraestrutura de qualidade, num transporte público potente, em conscientizar as pessoas sobre a necessidade de praticar esportes e comer corretamente etc., a conta da saúde vai diminuir assustadoramente. “Mas então não se fala mais em saúde?” É importante fazermos essa pergunta. Existe um informe elaborado pelos sindicatos da Grã-Bretanha, denominado “Um milhão de postos de trabalho pelo clima”. Calcula-se que, nos próximos 20 anos, conseguiremos fazer isolamento térmico em pelo menos 20 milhões de residências. Isso significa que vamos gerar um número elevadíssimo de postos de trabalho para operários, instaladores e fabricantes de placas solares e material isolante. Os combustíveis fósseis, esses sim é que geram impacto econômico.

- O que você quer dizer com isso?

- Por vezes, no final das contas, fica parecendo que existe um segredo, porque ninguém fala neste assunto. Os produtores de combustíveis fósseis cobram do consumidor um determinado valor, mas há muitos custos que ficam escondidos. Que custos são esses? Subsídios, despesas com a saúde e futuras adaptações provocadas pelas mudanças climáticas – por exemplo, pessoas que têm de imigrar em função da elevação do nível do mar. Qual é o custo real de queimar combustíveis dessa forma? Segundo um estudo do FMI – que, diga-se de passagem, não é exatamente um grupelho esquerdopata – o custo, em dinheiro público –está em torno de 600 bilhões de dólares, apenas com os subsídios. Mas se somarmos a isso as despesas com saúde e futuras adaptações, essa cifra sobe para 5,3 trilhões de dólares. É dinheiro que, hoje, não paga ninguém, mas é uma dívida que deixaremos para as gerações futuras. Os combustíveis de fontes renováveis são muito mais acessíveis.

- Se eu decidir me envolver nessa questão como cidadão, o que posso fazer para “descarbonizar” a minha vida?

- Você pode instalar placas para captação de energia solar no telhado de casa, revisar o isolamento térmico da residência e optar por adquirir energia de uma empresa elétrica verde, por exemplo. Além disso, a internet disponibiliza diversos calculadores de carbono que te permitem ter consciência do tamanho do impacto que o seu estilo de vida causa no meio ambiente. Você também pode ser mais proativo politicamente: escrever à prefeita de Barcelona ou aos deputados do parlamento, solicitando que se comprometam a fazer tudo que puderem para cumprir o Acordo de Paris. Pode ainda sugerir que sejam mais ambiciosos em seus esforços. Nós, no Ocidente, não costum\mos nos empenhar muito - e olha que não estamos exatamente morrendo de fome. Por exemplo, na semana passada, o governo britânico deu instruções ao Comitê de Mudanças Climáticas para que o objetivo de reduzir 80% por cento das emissões até 2050 seja alterado para 100%. E isso vai virar lei.

- Agora deixa eu bancar o pessimista: essa não seria a primeira lei a ser descumprida.

- A partir do momento em que o Comitê converte essa instrução em lei, o governo não tem mais remédio senão cumpri-la. A Suécia fez o mesmo movimento. E determinou o ano de 2045 como a data-limite para zerar as emissões. A questão é que os governos até podem renegar seus compromissos, mas os cidadãos podem destituir o executivo responsável e eleger outro. De todas as formas, Theresa May não só assumiu este compromisso para com a sociedade britânica; assumiu também perante os membros da Comunidade Britânica (Commonwealth), que reúne países que vêm sofrendo muito com os efeitos das mudanças climáticas. Portanto, não se trata simplesmente de descumprir uma lei.

- Por falar em romper compromissos, Donald Trump retirou os EUA do Acordo de Paris.

- Donald Trump é um político medíocre, mas há que se reconhecer uma coisa: é um catalisador. Se ele se retira do Acordo de Paris, imediatamente aparecem figuras de renome da sociedade norte-americana dispostas a cobrir o custo do descumprimento. Mas a coisa vai mais longe: Trump também conseguiu despertar, no âmbito municipal e no cidadão comum, uma vontade inaudita a favor do clima. Repare que esta não é apenas uma opinião minha. Christiana Figueres, a diplomata da ONU que está por trás do Acordo de Paris, escreveu uma carta a Trump que diz o seguinte: “Prezado Sr. Trump, muito obrigada por tudo que vem fazendo. O senhor fez mais do que ninguém para unir as nações do mundo em torno do Acordo de Paris. Fez mais do que qualquer outro ser humano.” A declaração de Marrakesh (2015), na qual quase 200 países se comprometem a levar avante o Acordo de Paris, é também, em parte, uma resposta ao presidente norte-americano. Trump é um personagem sinistro, mas que consegue aglutinar o resto das pessoas.

- Vamos voltar à Grã-Bretanha. Na sua opinião, o Brexit é uma vantagem ou um problema para o seu projeto?

- Neste momento é um problema. É uma distração enorme. Agora ficamos na dependência da negociação com a União Europeia. E não se pode fazer mais nada por enquanto. O Brexit está em toda parte. Por outro lado, pessoalmente acho que, quando se concorda em colocar em votação uma decisão tão importante para o futuro do país, e que terá efeitos intergeracionais, me parece que é preciso haver uma maioria bem expressiva para legitimá-la. No verão de 2016, o resultado da votação foi 52% a 48%. Maioria, sim, mas uma maioria muito frágil. Portanto, o Reino Unido estava – e continua – muito dividido com relação a ser ou não uma boa ideia sair da União Europeia. Enquanto essa discussão continua, não se pensa em nada realmente importante. É possível chegar a zero emissões como membro da UE ou isoladamente, mas neste momento há outras questões em pauta.

- Para terminar, o que um país pequeno como a Catalunha para se tornar sustentável?

- É necessário mapear a capacidade energética do país. Ver onde se pode aproveitar toda a força do vento, onde o sol é mais forte e em que parte da costa se pode capitalizar a força das ondas. Uma vez feito isso, vocês saberão qual é o potencial energético da Catalunha. Por outro lado, para conseguir chegar ao ponto de zerar as emissões, é preciso que o consumo seja mais inteligente e responsável. Temos de ter consciência de que o consumo atual não é normal. É mais abuso do que consumo. De fato, nossos estudos nos levam a concluir que a demanda energética do Reino Unido pode diminuir em uns 60%. Nesse quadro, é imprescindível que os políticos também se envolvam – e, para isso, é necessário que a sociedade esteja conscientizada e que pressione as pessoas que hoje ocupam os cargos eletivos. Além do mais, como o debate sobre a independência está em pauta, num contexto de mundo global e interdependente, é importante entender que a autonomia energética significa liberdade. Por exemplo: a dependência do gás russo, por parte de alguns países, os torna politicamente vulneráveis. Portanto, a independência tem muitas vertentes. Mas nenhuma nos torna mais livres do que a energética.

Conheça Paul Allen

Diplomado com louvor em Engenharia Eletrônica e Elétrica, Paul Allen é o coordenador do Projeto Zero Carbon Britain (Carbono Zero Grã-Bretanha) e Executivo de Relações Externas do Centro de Tecnologia Avançada (CAT) do País de Gales.

Colaborou no desenvolvimento e na produção de uma grande variedade de sistemas de energia renovável, além de ajudar a desenvolver a Dulas Ltd., empresa de engenharia derivada da CAT. Foi também membro do Conselho Consultivo de Ciências do País de Gales (2010), membro do Conselho do Fórum Internacional de Energia Sustentável (2008) e Comissário de Mudanças Climáticas do País de Gales (2007).

Conheça o portal digital VilaWeb

O Vilaweb é o portal de informações mais antigo no idioma catalão, criado e dirigido pelo jornalista Vicent Partal. É subvencionado pelo Governo Autônomo da Catalunha e promove a criação dos chamados “países catalães”.

Lançado originalmente em 1995, com o título “A Infopista”, começou com uma média de 100 acessos semanais e rapidamente alcançou 4 mil acessos, convertendo-se em estandarte do pancatalanismo na internet. Em 2004 conquistou o Prêmio Nacional de Jornalismo da Catalunha e, em 2014, ganhou uma versão em idioma inglês, coordenada por Liz Castro.





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