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PLURALE EM REVISTA - EDIÇÃO 62 - Liderando o Intangível nas Organizações

Por Fábio Rocha, Colunista de Plurale

As questões estratégicas e intangíveis de uma organização são os grandes ativos atuais e do futuro.

Organizações com grande longevidade, que saíram de grandes crises ou que tem perpetuado seus resultados são totalmente baseadas em elementos concretos ligados a capacidade de gerarem no ambiente organizacional: Propósito, Engajamento, Fortalecimento da Cultura Organizacional e Significado

A distância entre discurso e prática, valores e processos, estratégia e operação estão levando as empresas a grandes perdas, sejam elas, ligadas a seus resultados e produtividade, como também a climas organizacionais hipócritas ou hostis.

Verdade, transparência e compartilhamento de resultados não podem ser meros conceitos presentes em credos ou em políticas corporativas, precisam ser percebidos no cotidiano das organizações, nas suas tomadas de decisões e nas histórias vividas por cada colaborador.

Somado a isto temos as novas gerações cada vez mais insatisfeitas com as estruturas rígidas das organizações, com a predominância da hierarquia há uma organização viva, que gerem desafios e aprendizagem.

Planos de carreiras longos em uma mesma organização e a busca constante por realização, além das multicarreiras e das carreiras sem fronteiras estão cada dia mais presentes no mundo corporativo,

Apenas 13% dos profissionais no mundo estão comprometidos com seu emprego ou com sua organização, segundo pesquisa do Instituto Gallup, realizada em 142 países.

Segundo pesquisa da Deloitte, no Relatório Human Capital Trends em 2015, 9 em 10 executivos apontam cultura organizacional e engajamento como os principais desafios globais no mundo corporativo.

Se você como líder acredita que seu foco deve se limitar a elementos como estratégia, recursos, tecnologia, saiba que não é o mundo do tangível que pode perpetuar sua organização, que pode diferencia-la do seu concorrente.

E se você quer se concentrar na gestão dos ativos intangíveis, mas, não sabe como? Não tem métodos ou ferramentas para definir o marco zero destas temáticas na sua organização, por exemplo, qual é de fato a sua cultura referência (cultura desejada pela alta administração), o nível de engajamento dos seus colaboradores ou se está claro o proposito da sua organização?

E se você já se concentra na gestão dos ativos intangíveis, mas, não consegue mostrar que esta gestão tem contribuído de forma efetiva para os resultados da sua organização, não tem métricas ou indicadores que traduzam este resultado? Ou tem dúvidas de como estabelecer metas para uma transição da sua cultura organizacional?

Talvez o mundo corporativo ou o ferramental de gestão disponível não tenha respostas a todas estas questões, mas, sem dúvida, iniciamos uma nova era e o fortalecimento de novos paradigmas nos campos da identidade organizacional, da estratégia, da reputação e da gestão de pessoas. Uma era que começa a tangibilizar o intangível, a conectar o subjetivo, a alma, o DNA de uma organização a elementos como desempenho, performance, resultados, market-share.

E de quem é a responsabilidade de lidar com este cenário? E de quem é a responsabilidade de transformar este ambiente improdutivo em um ambiente propício? Quem pode de fato construir um ambiente colaborativo que fortaleça a cultura organizacional e crie organizações de sucesso? Quem pode gerar uma melhoria real de performance organizacional a partir de um maior grau de alinhamento das suas lideranças, gestores e colaboradores com a cultura referência?

Sem dúvida, apenas a alta administração, ou as chamadas Lideranças Estratégicas podem assumir esta missão. Lideranças Estratégicas aqui definidas como lideranças da alta Administração das organizações e/ou de níveis estratégicos das Organizações, como por exemplo, membros de Conselhos, Presidente, Vice-Presidente, Diretoria, Superintendências e demais lideres estratégicos de acordo com a hierarquia da organização.

Para tal, é necessário que estas lideranças coloquem nos seus radares que elementos como Propósito, Engajamento, Cultura Organizacional e Significado são variáveis estratégicas para a perpetuidade de uma organização e para a construção de uma base sólida geradora de resultados positivos permanentes.

Que estas lideranças tenham estratégias, ferramentas e competências para saberem como trabalhar de forma pragmática os elementos supracitados, sendo competentes para realizar um mapeamento do atua estágio das suas organizações nestes aspectos, saibam construir Planos de Ação para mudança deste cenário e maneiras de monitorar esta evolução.

Você já se perguntou se os programas e/ou atividades realizadas na sua empresa voltados a Lideranças Estratégicas trabalham estas questões ou dão suporte a estas lideranças de como gerenciar estes aspectos?

Você tem clareza de como estes aspectos intangíveis aqui citados são trabalhados em sua organização?

Seus líderes são competentes para transformar estes aspectos em ativos na sua organização?

Portanto, as organizações só tem um caminho, que é colocar no seu radar de prioridades a gestão dos sues ativos intangíveis e esta missão precisa de que suas lideranças estejam preparadas para este novo mundo corporativo, que sedes, tecnologia, sistemas são apenas commoditties e não diferenciais.

(*) Fábio Rocha é Colunista Colaborador de Plurale. É Especialista em Carreira, Consultor em Sustentabilidade, Professor, Coach e Diretor-Executivo da Damicos Consultoria em Liderança e Sustentabilidade

fabio@damicos.com.br





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