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Robotização avança. Seremos reis ou escravos?

Por Nícia Ribas, de Plurale

De São Paulo

Ao lançar o Manifesto por um novo pacto digital, em outubro, o presidente da Telefônica Brasil/Vivo, Eduardo Navarro, anunciou para a imprensa, funcionários, parceiros e convidados de empresas de diferentes segmentos, que lotaram o Teatro Vivo, em São Paulo, novidades alvissareiras para um futuro muito próximo. Ele alertou para o avanço acelerado da tecnologia digital, que está causando mudanças profundas na sociedade: “A mudança de época que estamos vivendo só é comparável à Queda de Constantinopla, em 1453, um marco do fim da Idade Média e o início da Idade Moderna; e à Revolução Industrial, que no século XVIII levou à substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela motriz.”

Segundo Navarro, a sociedade passa por importante mudança de comportamento dos consumidores e dos cidadãos: “Tudo o que aprendemos até agora está sendo questionado e nossa única certeza é que esse processo é irreversível.” Ele fez a plateia refletir sobre o que ocorreria caso a Internet caísse: “Ficaríamos sem energia, hospitais, caixas eletrônicos, aviação, entrega de encomendas, etc.. Porém, o mais grave é o risco cibernético. Tudo o que as máquinas serão capazes de fazer extrapola nossa capacidade de imaginação.”

Em 2025, metade dos trabalhos feitos pelos homens poderão ser feitos por robôs. As máquinas terão habilidades idênticas ou até mais precisas do que as desenvolvidas pelo homem. Limpeza de piscinas e de casas, agendamentos, atendimento ao cliente são apenas alguns exemplos. Qualquer tarefa repetitiva será feita por máquinas. Isso poderá ser auspicioso para a qualidade de vida do trabalhador, que se dedicará a atividades mais gratificantes, ou devastador, se vier a causar mais desemprego e miséria.

Debate

Martha Gabriel, pensadora do mundo digital com best sellers publicados; Ronaldo Lemos, advogado especializado na área de direito de privacidade e o COO (Chief Operating Officer) da Telefônica Christian Gebara, com a mediação do jornalista Pedro Dória, debateram a questão do avanço (ou ameaça) da tecnologia digital. “Aqueles longos contratos que os clientes tem que ler e assinar ao optar por qualquer serviço já podem ser lidos e simplificados pela Inteligência Artificial. Será que os robôs vão dominar o mundo?”, provocou Dória. “Seremos reis ou escravos?”

Ronaldo Lemos trouxe para o debate as questões da privacidade das pessoas e das notícias enganosas (fake news), tão em voga às vésperas das eleições: “Imaginem fake news feitas por Inteligência Artificial”.

Há pessoas que não querem falar com máquinas quando ligam para uma operadora de serviços, mas só existe essa opção. Martha disse que as gravações estão cada vez mais semelhantes ao atendimento humano: “As máquinas até engasgam para parecer mais natural.”

O COO da Vivo, Gebara, lembrou que antes de tudo será preciso ter mais pessoas ligadas no Vivo 3G e no 4G. “Isso depende do poder econômico das pessoas”. Informou que 90% da população brasileira já está incluída, mas que o País, com seus cinco mil municípios, está atrasado. “Não queremos ser só conexão, podemos fazer parcerias e adotar outros modelos de negócios”. Desde o advento do Whats App, as operadores sofreram perda de receita com voz, mas compensaram com a oferta de dados e outros serviços. Um agravante no Brasil é a taxação alta para serviços de telecomunicações: 45%, o dobro do resto do mundo.

Com o Manifesto por um novo pacto digital, a Vivo está contribuindo para colocar o tema em pauta. “Os governos futuros terão que lidar com esta realidade, pois todo estado vai virar plataforma digital, como já ocorre na China e na Estônia, por exemplo”, disse. E concluiu Gebara: “a tecnologia será ferramenta para o desenvolvimento e a Telefônica terá papel central num mundo digital mais inclusivo e mais justo.”

Educação

Políticas públicas para garantir aos cidadãos viver no novo ambiente digital, deverão ser adotadas pelos governos. A robotização e a inteligência artificial podem facilitar a vida das pessoas em curto espaço de tempo, com muitas funções sendo automatizadas. Os jovens brasileiros devem ser preparados para adquirir novos conhecimentos e exercer novas atividades., garantindo direitos do cidadão em uma era de grandes transformações.

Segurança & Privacidade

Confiança e transparência são pontos importantes para impulsionar mudanças sociais positivas em áreas como saúde, educação, transporte e outros. Para isso, é essencial que os usuários tenham conhecimento e controle sobre seus dados e possam decidir como e quando serão utilizados. A empresa defende o uso responsável da inteligência artificial e dos algoritmos, pautados em princípios éticos e que as plataformas globais tenham um comportamento responsável. Estas mudanças devem estar acompanhadas de políticas públicas eficientes que garantam a privacidade dos dados e reestabeleçam a confiança digital. O executivo espanhol responsável pelo projeto no exterior, Enrique Medina informou que o Pacto foi lançado na Espanha, depois na Colômbia e agora no Brasil.

Vivo dá show e acerta 'na mosca'

“Os dados são o petróleo da nova economia e as redes de telecomunicações são os canos”, explica o jovem vice-presidente de Inovação e Estratégia Digital da Vivo, Ricardo Sanfelice, ao grupo de jornalistas que visita o Digital Labs, no sexto andar do majestoso edifício da Empresa no centro de São Paulo. Desde 2016 ele e seus colaboradores trabalham para inovar nas áreas de vendas, atendimento e relacionamento com o consumidor. Atualmente organizam para digitalizar mais de 80 produtos não tradicionais e já aceleraram quase 70 startups, Entre seus parceiros estão gigantes mundiais como a Amazon Prime.

Ao todo são 600 cabeças criativas pensando juntas sob orientação do chefe Ricardo, o oposto dos antigos diretores engessados em seus ternos e gravatas de seda. De manhã, quando chegam para trabalhar em suas roupas confortáveis, acomodam as mochilas em lockers e reúnem-se em grupos de cinco para reuniões em pé de até 15 minutos, quando decidem “o que vamos fazer hoje”. Assim resolvem problemas ou desenvolvem projetos no prazo máximo de um mês. Wayra, aura, main set, algoritmos são termos corriqueiros entre eles.

O ambiente de trabalho também mudou. Em vez de salas com portas, um só espaço, com longas mesas dotadas de computadores modernos e pequenas equipes de trabalho, mais parecendo turmas de estudantes do ensino médio. Videogames, mesas de sinuca, espaço para meditação, área do café e uma horta estão ali para desestressar, mas às vezes também servem para discutir ideias e resolver problemas em pequenos grupos. Nas paredes, gráficos, anotações, fórmulas, lista de tarefas e a missão, que agora chamam de

DNA Vivo:

Confiável – prometeu, cumpriu.

Fácil – tirou de letra

Encantador – deu show

Eficiente – acertou na mosca

(*) A repórter viajou a SP a convite da Vivo.





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