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Plurale em revista - Edição 63 - Provence - O paraíso é aqui

Texto e fotos - Maria Helena Malta, Especial para Plurale

Da Provence, França

Somente foto de Campo de Lavanda de Adriana Boscov/ Provence

Reza a lenda que a região da Provence nasceu dos caprichos amorosos de uma princesa grega de rara beleza. No século VI a.C., quando os navegadores chegavam à França pelas águas transparentes do Mediterrâneo, ela deu uma grande festa para arranjar um noivo e acabou escolhendo um nobre guerreiro de outra tribo.

Àquela altura, todos os gregos já estavam apaixonados pela terra de colinas verdes e, assim, ao noivo foi dada a incumbência de escolher o local para fundar a cidade que chamou de Massalia e depois seria Marseille (ou Marselha), hoje a porta de entrada da região.

Muitos anos depois de momentos de paz e de guerra, destruição e reconstrução, a Revolução Francesa causaria grande comoção e divisão entre os provençais: alguns ergueram guilhotinas para os “inimigos” e, em 1792, rumaram em direção a Paris em grupos de voluntários, entoando a sua Marsseillaise, composta por Claude Joseph Rouget, que se tornaria o hino oficial da França. Já em 1942, durante a II Guerra Mundial, a Provence, embora fosse considerada zona livre, foi violentamente bombardeada pelos alemães.

Celeiro e exílio

de artistas

do mundo inteiro

Hoje, as ruínas do tempo e das guerras misturam-se na paisagem. A luz exuberante do sol realça o colorido de pedras, montanhas e casas, algumas sobreviventes do período anterior à era cristã, em meio a espaços onde a natureza selvagem convive com imensos campos verdes e ondulantes, salpicados aqui e ali de vinhedos, pomares e vilarejos que sobem pelas colinas em volteios alegres e às vezes ofegantes: esta é a simples e, ao mesmo tempo grandiosa beleza da Provence.

Os casarões, alguns transformados em lojas de grife, misturam o velho e o contemporâneo, incluindo detalhes rústicos e sofisticados, sem jamais afetar a construção original e sempre convivendo com arcos, abóbodas e outras ruínas históricas, sobretudo as românicas e as celtas.

Não por acaso o pintor Paul Cèzanne, nascido na região, morou a maior parte de seu tempo no Jas de Bouffan, propriedade do século XVIII, adquirida por seu pai em 1859. Dali, a um quilômetro e meio da cidade de Aix-en-Provence, o artista que inspiraria vários modernistas retirou das matas, pinheiros, oliveiras, ciprestes, frutos e rostos a inspiração para o trabalho de toda uma vida.

Mas Cèzanne não foi o único. O escritor Émile Zola, autor de J’Accuse e amigo de longa data, vinha sempre de Paris para apreciar a natureza e regalar-se com a boa comida de madame Brémond, a governanta do Jas, como nos contam Jean Bernard Naudin, Gilles Plazy e Jacqueline Saulnier em Le goût de la Provence.

Outros artistas que se renderam aos encantos da região foram os pintores Matisse e Picasso, e escritores como Hemingway, Nietsche, Colette, Scott Fitzgerald (autor de The great Gatsby, entre outros) e sua mulher, Zelda. Nos turbulentos anos 20, o casal ergueu uma casa na Côte d’Azur, já nos limites da Provence, que se transformaria no palco de algumas das grandes festas dos americanos sediados em Paris. Foi lá, inspirado pela beleza natural da Riviera Francesa, que Fitzgerald escreveu Suave é a noite.

Um vento

furioso que tem

nome de poeta

O calor é forte no meio da tarde, sobretudo quando se caminha pela mata ou pelas estradas de terra. Mas o Mistral __ aquele mesmo vento que no inverno arranca telhas e janelas sem dó __ volta na primavera-verão completamente transformado, como num passe de mágica, em brisa que ameniza o poderoso efeito do sol. Outro mistério é o nome do vento, que alguns explicam como uma homenagem ao poeta Frédéric Mistral. Mas não há qualquer registro oficial a respeito disso.

A região da Provence, quase sempre seca _ são apenas 22 dias de chuva por ano __ é, de fato, um paraíso incrustado no Sul da França. Não por acaso, em 1987, o inglês Peter Mayle trocou o estressante mundo dos negócios londrinos pela paz de um casarào em Mènerbes, onde morreu no início desde ano, depois de fazer sucesso com suas histórias e deixar para o mundo mais de dez livros sobre a região paradisíaca do Sul da França __ entre eles, Bonjour, Provence e Um ano na Provence, este último transformado em filme por Ridley Scott, com o título de Um ano bom, com Russel Crowe e Marion Cotillard nos papéis principais.

A fama dos livros de Mayle transformou a região num formigueiro de turistas, sobretudo nas férias escolares de julho, o que aponta para a necessidade de chegar um pouco antes ou um pouco depois. Mas nunca no inverno rigoroso, quando a Provence praticamente fecha todas as suas portas. Basta dizer que há casas construídas sem janelas nas laterais que recebem o furioso Mistral. O viajante deve escolher uma agência confiável e comprar com antecedência todos os passeios com guias experientes, além de traslados e passagens de avião. A menos que prefira alugar um carro, o que lhe dará mais conforto e independência. Na chegada, confirme novamente todos os tours combinados, pois há empresas inidôneas que trocam suas escolhas na última hora.

A primeira parada é Paris, onde se faz a conexão para Marseille. De lá, basta alugar um carro ou pegar o trem até a cidade escolhida para a hospedagem. Que seja interessante para andar a pé nos dias livres de passeios e que seja bem servida de lojas, boulangeries, pâtisseries, livrarias e restaurantes com a típica comida provençal. A menos, claro, que só se busque sombra e água fresca numa pousada de luxo e, nesse caso, vilarejos no alto das colinas, como a pequenina cidade de Gordes, com casas de pedras brancas, são boas opções, de onde sempre se pode sair para um passeio de bicicleta __ aliás um esporte muito apreciado no país, cujo campeonato anual, o Tour de France, é conhecido no mundo inteiro.

Uma dica: não deixe de provar o Nougat (torrone) da região e leve sempre na bolsa ou mantenha no frigobar do hotel algumas caixas de Calissons, uma delícia provençal de amêndoas, que também é encontrada em pâtisseries, algumas vezes em formato de sobremesa, bem maior do que a bala. Segundo a lenda, o Calisson foi feito pela primeira vez para o casamento do rei René com a rainha Joana.

Escolha as cidades “grandes”

para se hospedar

Entre as cidades mais fáceis e agradáveis para o visitante montar um centro de operações, estão Avignon, às margens do Ródano, que é talvez a mais central, e Aix-en-Provence, uma das mais bonitas. Avignon, a mais de 600 quilômetros de Paris, guarda até hoje o imponente Palácio dos Papas, por cujo trono passaram nada menos de sete pontífices, durante a fase em que a cidade foi o centro do mundo cristão, cultural e artístico. O palácio só foi fechado no período da Revolução Francesa, quando o catolicismo foi abolido na França. Quase ao lado, fica o Hôtel de Ville (Prefeitura) e a Opèra, ambos diante da Place de L’Horloge, que mantém um antigo e bem conservado carrossel e o simpático Hôtel de L’Horloge, construído no século XIX e onde é possível contar com a simpatia de Madame Marion e Monsieur Lei. Também perto dali morou o poeta italiano Petrarca, que viveu uma platônica paixão por Laura, a grande inspiradora de sua obra.

Paralela à praça, mas escondida pelas edificações, vê-se a ponte sobre o rio Ródano, da qual só restam quatro imensos arcos dos 22 construídos em 1171. Naquela altura da margem, é possível ver a primeira floração das famosas lavandas, ainda em maio. Vale registrar que a chamada lavandine, que se espalha por toda a região, sobretudo nas partes mais baixas, é a menos procurada; já a delicada lavanda das altas colinas, apelidada de lavander, é a mais valorizada, porque seu perfume é mais forte e entra na fabricação de cosméticos.

Ainda na praça principal de Avignon, no restaurante Lou Mistrau, os preços são bons e a dica é pegar um lugar na varanda e desfrutar do maravilhoso escargot na casca, com molho de manteiga e ervas, sem falar de outras iguarias, enquanto se observa o movimento. O local é sempre festivo durante a noite, sobretudo a partir da primavera, quando a luz maravilhosa do dia não se vai antes das 21h ou 22h. A dona do restaurante, que pode ser chamada de Madame Lou, já morou no Brasil e está sempre pronta para um papo divertido com seus fregueses.

Os rostos de Cèzanne

e os girassóis

de Van Gogh

Assim como Aix-en-Provence é dona de uma profusão de fontes belíssimas, lojas, bons restaurantes e mansões de luxo, sobretudo na avenida conhecida como Cours Mirabeau, todas as outras cidades e vilarejos escondem surpresas com marcas de outrora, prontas para serem descobertas. Que o diga Cèzanne, o pintor andarilho, que amava gravar em suas telas as rochas antigas, alamedas de castanheiros e o rosto rude e belo dos camponeses. Estes, aliás, pareciam mais próximos do que qualquer autoridade local e até mesmo que sua mulher, Hortense (que posara para ele na juventude), e o filho Paul, que moravam em Paris e Cèzanne visitava de vez em quando.

Desde que houvesse um prato simples, como “batatas ao azeite” ou uma “macarronada ao molho de cordeiro” e, claro, todos os seus pincéis, ele sabia que teria pela frente um dia feliz. Afinal de contas, a montanha de Sainte Victoire estava sempre ali, mutante em suas cores, dependendo da hora do dia, pronta para ser pintada e protegê-lo.

Outra presença forte até os dias de hoje é a do pintor Vincent Van Gogh, um holandês radicado na França, que logo trocaria Paris, onde vivia com o irmão mais próximo, Theo, pelos vilarejos da Provence, no fim do século XIX. Ele era grande amigo de Gauguin, entre outros pintores que seriam famosos anos depois, mas, antes de descobrir a Provence, era obcecado pela pintura do Japão. “É quase uma religião o que esses japoneses nos ensinam, vivendo na natureza como se eles mesmos fossem flores”.

No Sul do país, Van Gogh morou em Arles, que ainda guarda museus e ruínas importantes, como a Arena de touros e as Termas de Constantino, e Saint-Remy, onde ainda são encontrados os restos da cidade de Glanum, saqueada em 480 d.C. Foi nesta última, entre uma e outra de suas crises de depressão, que ele pintou cerca de 100 obras belíssimas, como Girassóis e Retrato do Dr. Paul Gachet, médico que o tratou inúmeras vezes. Nos arredores, o viajante encontra o hospital em que o artista ficou internado, hoje transformado no Espaço Van Gogh, que, além de um pequeno museu, tem obras do pintor espalhadas ao ar livre, no meio do bosque __ entre elas Les Alpilles aux oliviers e Pins sur um ciel du soir.

Como ressalta a artista plástica Regina Helena Conde, Vincent Van Gogh era obcecado pela luz do Japão, que se adivinhava, segundo ele, pela clareza das obras que vinham de lá. O crítico Derek Fell, autor de Van Gogh’s women, afirma que ele ficou encantado com a luz da Provence, pois já não precisava sonhar com a viagem cara e, portanto, impossível, ao Oriente. Ainda segundo Fell, Vincent comentou com seu irmão, Theo: “Acredito que, se olharmos a natureza sob um céu mais brilhante, teremos uma ideia mais verdadeira da maneira de sentir e pintar dos japoneses”.

Mas a vida na Provence, embora tenha rendido tantas obras, teve tragédias e turbulências __ inclusive a briga com Gauguin, que passou várias temporadas com o amigo, a crise que o fez cortar um pedaço da própria orelha, a internação no Hôpital Saint-Paul, em Saint-Remy, e o suicídio, em 1890, em Auvers Sur Oise. Segundo Derek Fell, ele ainda se sentia um fardo para o irmão Theo, que sustentava boa parte da família.

Um jogo

de luz e sobras

dentro das rochas

Depois de lembrar Van Gogh, é preciso andar um pouquinho até os arredores de Les Baux-de-Perovence, para fazer uma bela foto dos vilarejos que se debruçam no extasiante Val d’Enfer (Vale do Inferno), com destaque para a abandonada cidadela de Les Baux, seu velho castelo e várias casas em ruínas, sem contar os bruxos, gnomos e fantasmas, presentes em todas as lendas locais. Sobrou muito pouco da destruição ordenada em 1632 por Luís XIII, ao ser informado de que o vilarejo se tornara uma fortaleza dos protestantes.

Um pouco mais à frente, é hora de vestir um casaco e assistir ao espetáculo Carrières de Lumières __ um inesquecível jogo de luzes e sombras projetado num espaço fechado dentro das rochas frias do local. A impressão é de que se está diante de um resumo surrealista da História do Mundo através da Arte, na qual não costumam faltar as aldeias de Pieter Bruegel e alguns monstrinhos deliciosos de Hieronymus Bosch, só para citar algumas imagens. É importante saber que as projeções nem sempre são as mesmas. Do lado de fora, vale notar a grande quantidade de pedras e rochas de calcário.

A qualquer hora, mesmo depois do almoço, numa pracinha qualquer, o sol de quase verão castiga, mas nem assim se deixa de ver grupos de senhores e senhoras francesas jogando o popular Boule: são três bolas para cada time e uma bolinha diferente, colorida, que deve ser alvejada. Simples assim. Horas depois, com a desculpa de que está mais fresco, eles são capazes de sair dali e brindar com um (ou mais) copinho de pastis, a cachaça local, que tem um leve sabor de aniz.

Em todos os roteiros de passeios, há visitas a grandes vinhedos da região, como o Châteauneuf-du-Pape, com sede no castelo construído por João XXII no século XIV. Situado na cidade que leva seu nome, o Châteauneuf du Pape produz 13 cepas diversas no Vale do Rhône. Mas é importante não esquecer que alguns dos melhores vinhos vêm dos vinhedos de cidades pequenas, cuja última novidade é um rosé muito apropriado para o verão, que não lembra nem de perto o vinho de mesmo nome que evitamos aqui. Sua cor é mais clara, lembra um pêssego quase pálido, e o gosto é suave. Não é gasoso e deve ser tomado bem gelado.

O teatro clássico

e a fonte

dos mistérios

Não muito longe, é possível alcançar a cidade de Orange, importante por seu acervo histórico, com destaque para o antigo teatro clássico em reconstrução, que é considerado o mais bem preservado do mundo e um verdadeiro monumento à Antiguidade. Somente a parede traseira que sobe do palco mede 103 metros de comprimento por 37m de altura. Fundada pelo Imperador Augusto, Orange foi assaltada por várias tribos até que, nos idos do ano de 87 a.C. as tropas romanas vieram em socorro, atravessaram Aix-en-Provence e desceram do alto do monte que receberia o nome de Sainte Victoire justamente por este feito heróico.

Hoje, mesmo fechando para obras de vez em quando, o teatro já reuniu milhares de espectadores, inclusive, como ocorreu há pouco tempo, para uma apresentação sobre a vida de Sarah Bernhardt, conhecida mundialmente como “a divina Sarah”. Ela esteve em Hamlet no cinema, mas seu papel mais festejado foi o da peça A dama das Camélias.

Num outro dia ensolarado, o viajante pode conhecer a região do Luberon, que mistura espaços de natureza selvagem com lindíssimas aldeias. O destaque é a Fontaine de Vaucluse, o vilarejo de cujas rochas emergem as águas esverdeadas e transparentes do rio Sorgue. É um mistério jamais resolvido: até hoje especialistas tentam descobrir sua profundidade e não encontram respostas.

Mas antes de chegar à fonte, o visitante pode apreciar a cidadezinha alegre, com bares e restaurantes que o rio, em certo momento, divide em duas partes. É só caminhar por um dos lados e acompanhar o baile das águas, seus murmúrios ou sua forte correnteza, que jorra até 90 mil litros por segundo e, em certo momento, faz girar a imensa turbina de madeira de uma antiga fábrica de papel artesanal. Nas laterais do rio, há lojas com motivos provençais, restaurantes debruçados na água, hotéis e museus __ inclusive um sobre o poeta Petrarca e outro dedicado à Resistência Francesa, com fotos comoventes da Segunda Guerra Mundial. Na chegada à fonte, outra surpresa: o verde-esmeralda das águas fica mais profundo e vai se tornando azul-turquesa a partir do anoitecer.

Não muito longe dali, vale conhecer duas pequenas cidades do Vale do Luberon: a já citada Gordes, cujas casas de pedras brancas ficam no alto da colina, e Roussillon, também construída em torno de um monte, com todas as casas em tons de ocre ou laranja, já que são fabricadas pela matéria retirada da terra. Um colorido maravilhoso. Ao Sul de Gordes, há também cabanas em formato de colmeias com pedras sobrepostas que, segundo alguns, seriam do período neolítico.

Roussillon é ocre

e tem um rosé

maravilhoso!

É de Roussillon um dos melhores vinhos da categoria rosé que encontramos na Provence. Sim, aquele rosé! É leve, não é gasoso, tem uma cor lindíssima e deve ser tomado bem gelado. Perfeito para o calor da fase primavera-verão. Vale provar uma taça, mesmo na hora do almoço, que aliás pode ser feito em variados restaurantes, como o simpático e tranquilo Le Comptoir des Arts, que tem a vantagem de nunca estar repleto de turistas. É interessante observar e até conversar com os franceses, quase todos saboreando suas férias de verão nas maravilhosas casas encontradas pelo caminho.

Saindo de Roussillon e pegando a estrada para o lado norte do Luberon, vale parar no estacionamento que fica na entrada do vilarejo de Bonnieux, plantado em uma das menores colinas da região com muralhas que datam do século XII. Todas as ruas são ladeiras (aqui, mais íngremes do que em Roussillon), mas há tantas coisas lindas para olhar, que nem se sente o esforço de subir. Uma senhora simpática, numa loja de antiguidades, conta histórias do cachorro que ela usa até na caça às trufas. “Os porcos ainda são utilizados, mas são danadinhos: comem a trufa rapidamente, antes que você consiga pegar”, reclama.

Perto dali, passamos por outro trecho de Saint-Remy-de-Provence, onde Van Gogh morou por uns tempos e foi internado. A cidadezinha, muito bonita, guarda até hoje uma lembrança importante de outra celebridade: a casa em que nasceu Michel de Nostradame, o Nostradamus __ astrólogo e médico de Charles IX __ que também praticava a alquimia e causou furor ao publicar suas primeiras profecias em 1555, no volume “Centuries astrologiques”.

Depois de Bonnieux vem Lacoste, outra linda cidade de casas de pedras, que também sobem em torno de uma colina. Tem um certo ar de fortaleza e lembra __ ainda mais __ as guerras antigas, quando as montanhas eram valorizadas, por darem proteção contra os inimigos.

O castelo do marquês

e as enseadas

da pequena Cassis

Na saída, a estrada chega a um espaço alto, aberto e árido, e uma surpresa: o Castelo do Marquês de Sade (ou Donatien Alphonse François de Sade), aristocrata francês e “escritor libertino” que foi várias vezes trancafiado na Prisão da Bastilha. O castelo está parcialmente destruído pelo abandono e fechado para visitação. Em torno, há esculturas contemporâneas, sem qualquer assinatura. O boato que corre na Provence é que um artista não identificado teria comprado a casa, mas ainda não começou a recuperá-la.

Por fim, para os que gostam do mar, vale a pena pegar um tour para Cassis, pequeno porto pesqueiro a vinte quilômetros de Marselha, e aventurar-se num passeio de barco pelo oceano de um límpido azul, salpicado de calanques, que são lindas enseadas com laterais escarpadas formadas por estratos de calcários.

Na volta, há vários cafés ao longo do ancoradouro, onde é possível relaxar com uma bela vista, que inclui não apenas o mar, mas o vaivém de pescadores e artistas de rua. Pode-se pedir uma boa cerveja, um cálice de vinho branco da região ou, quem sabe, aquele rosé supergelado que vem dos vinhedos de Roussillon. Depois, só resta brindar: Salut!





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