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BIENALSUR - Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul

Data: De setembro a dezembro

Foi divulgada, no último dia 10 de maio, a segunda lista de artistas selecionados para a Bienalsur – Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul, que irá apresentar – a partir de setembro – mostras simultâneas em diversos espaços culturais e urbanos de vários países. Até o momento, 121 artistas foram selecionados, somando 14 brasileiros. Nomes como Regina Silveira, Eduardo Srur, Shirley Paes Leme e Elisa Bracher vão representar a arte brasileira em um intercâmbio cultural, levando suas obras para países da América do Sul, Europa e Ásia. O Brasil vai receber, em museus e universidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Pernambuco, artistas do Madagascar, Argentina, Espanha e França. O que os une? Pensar a arte como forma de conexão com os outros
e com o mundo. Do Irã à França, do Brasil à Polônia, a pauta desses artistas é o futuro. Do planeta, das relações, dos icebergs, das comunidades, do ecossistema, da vida.

Como a arte sul-americana é capaz de dialogar, alertar, ajudar, interferir, mudar o rumo do planeta? Essa é uma das questões que a Bienalsur pretende discutir, de setembro a dezembro de 2017, nos principais museus, centros culturais e universidades do mundo. Desde 2015, mais de 2.500 artistas e curadores de 78 países apresentaram propostas para participar desse modelo inédito de bienal, que trabalha com o conceito de processo em construção junto a artistas, curadores, colecionadores, universidades, críticos, jornalistas e público em geral. Do início das discussões até o final de abril último foram realizadas
12 “jornadas de diálogo” em cinco países, com a participação de grupos de intelectuais e gestores culturais. É a primeira vez na história das bienais que vários países são promotores de uma iniciativa.

A Bienalsur deseja promover a responsabilidade social através da arte e da cultura.
É multidisciplinar, e tem como objetivo criar uma rede de universidades e instituições culturais para que produzam não somente mostras, mas também material de reflexão sobre o presente e futuro da criação artística. A FGV Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul estão integradas à bienal. Organizada a partir da Universidade Nacional Tres de Febrero (UNTREF), em Buenos Aires, a BIENALSUR é dirigida por Anibal Jozami, reitor da Universidade e fundador do Museo de la Inmigración y el Centro de Arte Contemporáneo, o MUNTREF. Diana Wechsler, professora titular de Artes da Universidade de Buenos Aires, diretora de arte e cultura da UNTREF e subdiretora do MUNTREF, também participa da coordenação do projeto. Tadeu Chiarelli, Christian Boltanski, Ticio Escobar, Fernando Farina, Estrella de Diego são assessores da coordenação.

Projetos

Para selecionar os trabalhos que farão parte da BIENALSUR foram lançados dois concursos internacionais para projetos curatoriais e propostas de artistas, de caráter livre, com o objetivo de estimular a formulação de propostas que não poderiam ser executadas fora dos marcos excepcionais de uma bienal. A chamada para apresentação dos projetos foi fechada em 30 de setembro de 2016, com a marca de 2.543 projetos (300 brasileiros) de 78 países.

Dezenas de cidades irão exibir os trabalhos. No Brasil, lugares como a Pinacoteca de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, São Paulo, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e a Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, vão abrigar obras de artistas estrangeiros. Quem estiver num espaço brasileiro, poderá ver ao vivo o que acontece num espaço em Bogotá ou em Caracas, por exemplo. E qualquer pessoa poderá ter acesso aos trabalhos exibidos pelo mundo. Os organizadores pretendem incorporar a tecnologia da "Realidade Aumentada" através dos celulares. Uma espécie de "Pokémon Go", mas da arte sul-americana.

Em Buenos Aires, a BIENALSUR terá como sedes principais o Centro Cultural Kirchner, que conta com 110 mil m², o emblemático edifício do Hotel de Inmigrantes, o MUNTREF (da rede de museus da UNTREF) e o Museo Nacional de Bellas Artes (MNBA). A BIENALSUR também trabalha em colaboração com as cidades de Tucumán, Córdoba, San Juan, Montevidéu, Assunção, Bogotá, Lima, São Paulo, Santiago do Chile, Valparaíso, Rio de Janeiro, Quito, Cali, e Caracas. Dado o seu caráter internacional, foram convidados a participar os centros da arte contemporânea de outras latitudes como as cidades de Berlim, Cotonou, Sydney, Madrid, Paris e Genebra, por exemplo.





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