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Sustentabilidade nos negócios de joias é tema de seminário na Casa Firjan

Data: 22 de outubro

Com convidados nacionais e estrangeiros, encontro no dia 22/10 fala de desenvolvimento sustentável do setor, marca lançamento da Cartilha de Integridade e revela vencedores do concurso Joias não viram lixo, que desafiou designers a transformarem antigas joias de família.

“Sustentabilidade nos negócios de gemas, joias e bijuterias - uma agenda para o século XXI”. Este é o tema do VI Seminário Atualização Tecnológica e o Setor de Joias e Bijuterias, que acontece na terça, 22/10, na Casa Firjan, reunindo empresas e entidades representativas do setor. Na ocasião, será apresentada a Cartilha de Integridade do Setor de Joias, Gemas e Bijuterias, elaborada pela Gerência de Compliance da Firjan. Também vão ser conhecidos os vencedores do concurso Joias não viram lixo, que desafiou designers a transformarem antigas joias de família. O Seminário é promovido pela Ajorio - Associação dos Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro, com apoio da Firjan e do IBGM - Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos.

A urgência detectada entre os empresários de se adequarem aos parâmetros globais de desenvolvimento foi determinante na escolha do tema. “As companhias estão tendo que rever suas práticas a fim de garantir sua própria sobrevivência. A medida em que os recursos do planeta se esgotam, todo o processo de produção está em xeque. E o consumidor está atento a este movimento, fiscalizando a origem dos produtos e selecionando empresas éticas. O mundo está avançando e o Brasil precisa acompanhar esta evolução”, diz a presidente da Ajorio, Carla Pinheiro, que abre o evento ao lado da presidente do IBGM, Roseli Duque.

A palestra de abertura será feita pelo italiano Gaetano Cavalieri, Presidente da CIBJO - World Jewellery Confederation, primeira organização da indústria de joias do mundo a ter status consultivo especial no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. Cavalieri faz um alerta importante: as portas estão se fechando no mundo para as empresas não sustentáveis. “O setor de joias e gemas não está imune aos impactos dos avanços tecnológicos e das transformações sociais e políticas no mundo. É fundamental entendermos isso, pois nossa capacidade de adaptação a estas mudanças será decisiva para decidir se, em um setor de empresas familiares como o nosso, a próxima geração permanecerá ou não nos negócios”, afirma ele.

Joias e desenvolvimento sustentável

“Pensamos este seminário para mostrar que existe todo um outro lado da indústria de joias e gemas, que está, sim, se adequando aos padrões de desenvolvimento sustentável mundial e que sempre teve uma preocupação com as questões ambientais. A fala do presidente da CIBJO, e sua presença na abertura do nosso seminário é emblemática neste sentido. Ela representa o direcionamento que está sendo dado às empresas filiadas e ao setor internacionalmente”, explica a presidente do Sistema Ajorio.

“Sustentabilidade, hoje, não é só uma questão ambiental. Envolve visões como uma conduta ética e transparente nos negócios, e conceitos como logística reversa, economia circular, solidária e regenerativa, entre outras ideias que estão norteando a conduta das companhias no mundo atual. A fim de trazer estes conceitos para os empresários, procurando contextualizar com a realidade do nosso setor e do País, é que elegemos a sustentabilidade como o tema deste ano do Seminário”, comenta a diretora-executiva da Ajorio, Angela Andrade.

A programação tem ainda o painel O outro lado da moeda, que mostra como empresas e instituições se mobilizam para garantir a sustentabilidade de seu negócio. Diretor da Umicore Brasil, Paulo Petean vai mostrar como a multinacional da Bélgica, que atua na área de metais e mineração, tornou-se reconhecida globalmente por desenvolver processos limpos de produção. O presidente da Belmont Esmeraldas, Marcelo Ribeiro, vai apresentar a mineradora de Itabira-MG, única fornecedora de esmeraldas “mine to market” do mercado, com tecnologia de rastreamento de gemas. Participam ainda deste painel, o presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro), Dirceu Frederico Sobrinho e o pesquisador do Centro de Estudos em Design de Gemas e Joias da UEMG, Adriano Mol.

Firjan faz guia de boas práticas para o setor

Além de incorporar tecnologia e aumentar o valor agregado dos produtos, o setor vem se preocupando cada vez mais com a sustentabilidade, que engloba não apenas a questão ambiental, mas conceitos como ética, integridade e valores sociais e trabalhistas. Esses assuntos são tratados na Cartilha de Integridade, elaborada pela Firjan. “Vamos apresentar um manual de boas práticas, uma espécie de passo a passo com orientações para que cada empresa crie seu próprio programa de integridade. Isto porque cada empresa é única, tem seu perfil e suas características. Mas é claro que existem regras básicas que podem orientar o setor, e que constam na cartilha”, explica a consultora de Compliance da Firjan, Ana Torres. O manual apresenta ainda um mapeamento de riscos a que todas as empresas estão sujeitas, em particular, as joalherias e como fazer o monitoramento do programa.

Os vencedores do concurso “Joias não viram lixo” serão conhecidos na cerimônia de encerramento do Seminário. Vinte designers aceitaram o desafio de transformar antigas joias de família, dando novo significado às joias em sua representação simbólica, ressaltando o lado afetivo do objeto. A ideia não era derreter o metal e fazer uma nova peça, mas preservar os aspectos originais, valorizando o trabalho dos antigos mestres ourives e cravadores. “Como costumo conceituar, as joias são dispositivos de memórias afetivas inorgânicas, que não podem ser descartadas. Não precisa ser apenas uma exploração da natureza, têm muito material já disponível para trabalhar. Na joalheria, nada é jogado fora, são materiais que não envelhecem e que podem ser transformados. A economia circular sempre esteve no DNA da joia”, comenta Regina Machado, curadora do concurso.

Os números do setor no Rio de Janeiro

O segmento de joias e bijuterias no Rio de Janeiro gera mais de 16 mil empregos em 3.105 empresas. O estado é o principal centro exportador do país. De acordo com dados do Portal do Empreendedor do Sebrae, entre 2017 e 2018 houve aumento expressivo de microempreendedores pelo setor de joias e bijuterias no Brasil e, mais ainda, no Rio de Janeiro. Enquanto o crescimento de registro de MEI – Microempreendedor Individual, no país, foi de 6%, nno Rio de Janeiro, o aumento foi de 45%, saltando de 5.217 registros de MEI em 2017 para 9.281 em 2018. “Nosso setor está sendo arejado com gente nova e esse é um dado importante”, afirma Angela Andrade.

Sobre o Sistema Ajorio

O Sistema AJORIO é formado pela AJORIO - Associação dos Joalheiros e Relojoeiros do Estado do Rio, SINCAJOR - Sindicato do Comércio Atacadista de Joias e Relógios do Município do Rio de Janeiro, SNCAPP - Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Pedras Preciosas, SINCOJOIAS - Sindicato do Comércio Varejista de Joias do Município do Rio de Janeiro, e SINDIJOIAS - Sindicato das Indústrias da Joalheria e Lapidação de Pedras Preciosas do Estado do Rio de Janeiro. Em conjunto, as cinco entidades trabalham para o fortalecimento do setor.

SERVIÇO
O que?
VI Seminário Atualização Tecnológica e o Setor de Joias e Bijuterias: Sustentabilidade nos Negócios de Gemas, Joias e Bijuterias - Uma Agenda para o Século XXI
Quando?
Terça-feira, 22/10, das 9h às 18h
Onde? Casa Firjan, Rua Guilhermina Guinle, 211, Botafogo

Inscrições e programação completa: www.ajorio.com.br


Casa Firjan, um legado para o Rio

Inaugurada em agosto de 2018, a Casa Firjan é um hub de inovação e empreendedorismo dedicado a criar propostas e soluções para os desafios da nova economia em uma sociedade em constante transformação. Aberta e gratuita à visitação, integra uma programação diversa que contempla debates, oficinas, cursos, atividades educativas e culturais.

Em um terreno de 10 mil m², na rua Guilhermina Guinle, em Botafogo, a Casa Firjan abriga um prédio de inovação, de arquitetura contemporânea e premiada, e um patrimônio histórico restaurado, que inclui uma casa principal e duas casas geminadas construídas no início do século XX.