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Lucia Murat é a cineasta homenageada da edição 2021 do Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual

Data: Entre os dias 06 e 17 de outubro

A cineasta Lucia Murat será a homenageada na terceira edição do Cabíria Festival - Mulheres & Audiovisual, dedicado à celebração do protagonismo de mulheres e da diversidade nas telas e atrás das câmeras. Pelo segundo ano, o evento gratuito será online e realizado entre os dias 06 e 17 de outubro. Exibição de filmes, painéis, debates, masterclass e oficinas são as atividades previstas.

Incansável e comprometida com as questões éticas e da memória política e social da América Latina, Lucia é personagem fundamental da história do cinema brasileiro, é inspiração para diferentes gerações de profissionais do audiovisual. Trinta e dois anos separam seu primeiro longa “Que bom te ver viva” (1989), do décimo terceiro trabalho “Ana.Sem título”, recém-lançado.

A diretora, que reúne uma filmografia de 13 longas entre ficção e documentário, terá quatro de seus trabalhos exibidos na Mostra Homenagem Lucia Murat. São eles: “Que bom te ver viva” (1989), “Maré a nossa história de amor” (2007), “A memória que me contam” (2012) e “Em três atos” (2015). Também haverá uma sessão especial, em parceria com o Telecine Play, de “Ana.Sem título”, seu longa mais recente, e um debate com a cineasta, dia 17, às 19h, mediado pela jornalista Flávia Guerra.

Selecionadas pela comissão de curadoria, “as obras articulam as intenções de diálogo e de investigação do festival, da valorização da memória à urgente revisão de processos históricos, e sublinham a inventividade das narrativas audiovisuais como vetor de inspiração e transformação'', afirma a curadora Thamires Vieira.

A curadora Julia Katharine ressalta que “são filmes que iluminam a multifacetada autoria da cineasta, entre a ficção e o documentário, e permeiam protagonistas mulheres de diferentes gerações, territórios e desejos.”

Já para Yolanda Barroso, também curadora, “a história política do país e do cinema brasileiro se fundem na obra da cineasta, que é ao mesmo tempo autora e personagem, mesmo que não de forma explícita.”

CINEASTA LUCIA MURAT

Carioca, a diretora trabalhou como jornalista nos principais veículos do país na segunda metade dos anos 70. Foi editora-chefe do jornal da TV Manchete e diretora de programas de documentários na TVE. Seu primeiro longa-metragem, o semi-documentário “Que bom te ver viva” (1989), estreou internacionalmente no Festival de Toronto e revelou uma cineasta dedicada a temas políticos e femininos. Nele, depoimentos de mulheres torturadas durante a ditadura militar se intercalam com cenas ficcionais protagonizadas por Irene Ravache. Entre muitos prêmios, o longa foi escolhido melhor filme do Júri Oficial, do Júri Popular e da Crítica no Festival de Brasília de 1989. Voltou a trabalhar em televisão dirigindo os programas “Testemunho” e “O caso eu conto como o caso foi”.

A preocupação política retorna a sua produção audiovisual no longa “Doces poderes” (1995), desta vez sob o ponto de vista do marketing das campanhas eleitorais. O filme estreou no Festival de Sundance e, em seguida, foi exibido no Festival de Berlim. Em 2000 lançou “Brava gente brasileira”, sobre a relação entre colonizadores e indígenas no interior do Brasil.

Em 2004 lançou “Quase dois irmãos” - um drama político sobre o conflito entre a classe média e a favela - que lhe rendeu diversos prêmios, entre eles os de melhor direção e melhor filme latino-americano pela Fipresci no Festival do Rio 2004, e melhor filme no Festival de Mar Del Plata 2005. No Festival do Rio de 2005 estreou o documentário “O olhar estrangeiro” e, na edição de 2007, “Maré, nossa história de amor”, uma coprodução Brasil-França, também exibido no Festival de Berlim.

Em 2010 filmou o documentário/ensaio “Uma longa viagem”, o grande vencedor do Festival de Gramado, e em 2013, lançou “A memória que me contam”, ganhador do prêmio da crítica internacional no Festival Internacional de Moscou. Em 2015 estreou no festival É tudo verdade o documentário “A nação que não esperou por Deus” e, no mesmo ano, “Em três atos”, coprodução francesa com textos de Simone de Beauvoir no Festival do Rio. Em 2017 ganhou no Festival do Rio os prêmios de melhor direção e melhor atriz para o filme “Praça Paris”, que recebeu mais sete prêmios internacionais, inclusive o de melhor filme da crítica internacional (Fipresci). Em 2021 apresentou ao público “Ana.Sem título”, filmado em Cuba, México, Chile, Argentina e Brasil.

SOBRE O CABÍRIA FESTIVAL - MULHERES & AUDIOVISUAL

O Cabíria Festival - Mulheres & Audiovisual, tem foco na difusão de obras realizadas por mulheres e mobiliza uma rede de cineastas e produtores de conteúdos em geral, para somar ao debate e ações em prol à igualdade de gênero e diversidade no audiovisual. O evento é uma expansão do Cabíria Prêmio de Roteiro, que desde 2015 contribui para a visibilidade de roteiristas mulheres. Em sua programação, gratuita, o festival promove mostra de filmes e encontros, com convidadas nacionais e internacionais, formados por debates, masterclass, estudos de caso, mesas, painéis e oficinas, além do Cabíria LAB, ambiente de desenvolvimento de roteiros e impulsionamento de talentos femininos do audiovisual. Um grande encontro entre público, cadeia produtiva e cineastas para promover maior representatividade e diversidade nas telas e atrás das câmeras. O festival, realizado pela Laranjeiras Filmes e Ipê Rosa Produções, conta com o patrocínio da Spcine e o apoio da Embaixada da França, Goethe Institut Rio de Janeiro, Instituto Alana, Projeto Paradiso, Telecine, Videocamp, Mubi, Selo ELAS, Canal Brasil, ABRA, Globo, Imprensa Mahon, Canal Curta, entre outros.

LARANJEIRAS FILMES

Foco na produção criativa de conteúdos originais e projetos audiovisuais que conciliem excelência estética, impacto social e potencial de comunicação. Com sede no Rio de Janeiro, aberta para o mundo, a produtora, sob as perspectivas de renovação de processos produtivos e no impulsionamento de novas vozes, se organiza em dois núcleos: a Laranjeiras Filmes atende demandas de perfil executivo, consultivo e gerencial de projetos, enquanto o selo Fruto Conteúdo é direcionado para o desenvolvimento criativo e estratégico de conteúdos para todas as mídias e telas. Acredita nos potenciais transformadores da soma de experiências plurais e do trabalho colaborativo para a realização de projetos relevantes, diversos e inspiradores. www.laranjeirasfilmes.com





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