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“Projeto MUCIH - Música nas Cidades Históricas” - Três dias de música gratuita em Petrópolis

Data: De 26 a 28 de novembro

Depois do sucesso nas cidades mineiras de Ouro Preto e Mariana, o “Projeto MUCIH - Música nas Cidades Históricas” estará em Petrópolis nos dias 26, 27 e 28 de novembro, de sexta a domingo, levando o melhor da cena instrumental brasileira à cidade serrana.

Entre os artistas, estão ícones como o bandolinista e compositor Hamilton de Holanda, o maestro, pianista, compositor e arranjador Gilson Peranzzetta, os violonistas Turíbio Santos e Marcel Powell, os Duo Santoro e Tocata, e grupos como o Quinteto Villa Lobos, integrado por cinco instrumentistas de sopro, o Quadro Cervantes, o mais conhecido conjunto de música antiga do Brasil, a Camerata Oboé Rio de Janeiro e o Coral das Meninas dos Canarinhos de Petrópolis.

A música vai passear pelos Lundus, Chorinho, Modinhas Coloniais e Imperiais, visitando a obra de autores como Padre Jose Mauricio, Marcos Portugal, Pedro I, Chiquinha Gonzaga, Xisto Bahia, Villa-Lobos e Pixinguinha, chegando até à versão contemporânea, passando por Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Baden Powell e Tom Jobim, entre outros ícones.

Patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e idealizado pelo produtor Leonardo Conde, da Duo Produções, o evento tem como objetivo realizar uma série de shows de música instrumental, passando pela música dos períodos Colonial e Imperial, e chegando à Contemporânea, resgatando e revitalizando um imenso patrimônio imaterial brasileiro.

O “Projeto MUCIH” será realizado de forma híbrida, com público parcial e transmissão de vídeos, obedecendo todos os protocolos de segurança da Covid-19, determinados pela Prefeitura de Petrópolis e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Projeto promove, ainda, oficinas com artistas conceituados, e todas as atrações são franqueadas ao público.

Eis os dois locais de apresentação: Casa de Petrópolis - Instituto de Cultura (Av. Ipiranga, 716 – Centro) e Paróquia do Sagrado Coração de Jesus (Rua Montecaseros, 95 – Centro). Retirada de senha uma hora antes do espetáculo.

Os ingressos/senhas dos recitais que acontecerão na Casa de Petrópolis poderão ser reservados através do e-mail culturacasadepetropolis@gmail.com ou pelo WhatsApp (24) 99231-9476 e retirados na bilheteria, até 20 minutos antes do inicio do recital.

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Acompanhe a programação pelo site https://mucih.com.br

Dia 26 de novembro, sexta-feira:

16h - Quadro Cervantes: Casa de Petrópolis - Instituto de Cultura

Criado em 1974, tem sua trajetória ligada ao desenvolvimento do movimento de música antiga no Brasil. O repertório inclui desde o período medieval europeu até o cancioneiro nacional dos séculos XIX-XX. Empregando cópias fiéis de instrumentos antigos, nos seus recitais podem ser ouvidos diversos instrumentos das famílias de canto, sopro, percussão, cordas dedilhadas e friccionadas. Realizou centenas de recitais, cinco gravações e diversas apresentações internacionais. Em 1998, fez a primeira turnê do Projeto Sonora Brasil do SESC Nacional, bem como em 2018, celebrando os vinte anos da série. Integrantes: Mário Orlando (UFF): viola da gamba, percussão, flautas doce e contratenor; Nicolas de Souza Barros (UNIRIO): alaúde e vihuela, violão e viola caipira, guitarras renascentista e barroca; e artista convidado: Alberto Pacheco (UFRJ): tenor. No programa, a Coletânea “As Modinhas do Brasil”, incluindo compositores como o Pe. José Maurício Nunes Garcia, Dom Pedro I e Fernando Sor.

17h30 - Duo Santoro: Casa de Petrópolis - Instituto de Cultura

Desde a sua estreia, em 1990, o Duo formado pelos violoncelistas Paulo e Ricardo Santoro é o único em atividade permanente no Brasil. Seus recitais incluem um leque eclético de estilos, que vai do erudito ao popular. Os dois violoncelistas são Mestres pela UFRJ e pela UNIRIO e pertencem aos quadros da Orquestra Sinfônica Brasileira e da Orquestra Sinfônica da UFRJ. No repertório do “Projeto MUCIH”, o duo irá apresentar “Modinha”, de Francisco Mignone, três composições de Villa-Lobos, além de músicas de Tom Jobin (“Luiza”), Ernesto Nazareth (“Brejeiro”), Waldir Azevedo (“Brasileirinho”), Chiquinha Gonzaga (“Lua Branca” e Gaúcho”) e Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (“Asa Branca” e “Baião”). Além de uma composição inédita de Ernst Mahle, suíço de nascimento e brasileiro naturalizado, que faz a estreia mundial nos concertos do Duo Santoro.

19h - Turíbio Santos: Casa de Petrópolis - Instituto de Cultura

Maranhense, foi atraído para o violão graças ao pai, seresteiro e amador de óperas. Aos 18 anos, apresentado a Arminda Villa-Lobos em 1961, por Herminio Bello de Carvalho, é por ela convidado a gravar a integral dos Doze Estudos do compositor para o recém fundado Museu Villa-Lobos, instituição que Turíbio dirigiu, mais tarde, durante 24 anos. Tem uma consagrada carreira internacional, com excelentes críticas do New York Times, Times de Londres, Le Figaro, e revistas especializadas. Entre discos e CDs, gravou mais de setenta, e recebeu o grau de oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul e da Legion d’Honneur. Nesta apresentação, em Petrópolis, estão incluídas composições próprias, como “Gonçalves Dias” e “Frevo dos Escravos”, além de sucessos de Luiz Gonzaga, João Pernambuco, Chiquinha Gonzaga, prelúdios de J.S. Bach e VillaLobos.

Dia 27 de novembro, sábado:

11h - Camerata Oboé Rio de Janeiro: Casa de Petrópolis - Instituto de Cultura

O Projeto surgiu de uma transição da Camerata Assis Brasil, dando continuidade ao trabalho realizado pelo músico Diogo Perdigão e o pianista João Carlos Assis Brasil, e que, ao longo de 11 anos, totalizou a 300 apresentações. Com a morte de João Carlos, em setembro último, o grupo passou a se chamar Camerata Oboé Rio de Janeiro. A atual formação inclui oboé, corne inglês, oboé barítino, violão/guitarra/banjo, tuba, baterista/percussão, contrabaixo acústico/elétrico, e é integrada por instrumentistas que já tocaram juntos nos últimos tempos. O espetáculo será uma grande homenagem a João Carlos Assis Brasil, considerado um dos maiores pianistas brasileiros.

16h - Nicolas de Souza Barros: Casa de Petrópolis - Instituto de Cultura

Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Doutor em Música (UNIRIO - 2008) e um dos mais conceituados especialistas do país em instrumentos eruditos de cordas dedilhadas, tais como violões de seis e oito cordas, alaúdes diversos, vihuela e guitarra barroca, Nicolas já se apresentou em diversos países europeus, latinos e norte-americanos, assim como nos principais centros brasileiros. Desde 2001, é o diretor Artístico da Associação de Violão do Rio (AV-Rio). Integra o conjunto de música antiga Quadro Cervantes e o Duo Folia , este último com o violoncelista David Chew. Já trabalhou como músico convidado e arranjador em várias minisséries da TV GLOBO, destacando-se ”A Muralha”.

17h30 - Quinteto Villa-Lobos (recital e palestra): Casa de Petrópolis – Instituto de Cultura

Fundado em 1962, desde então esmera-se na divulgação da música de câmara brasileira, ao mesmo tempo em que amplia seu repertório por vários gêneros, conferindo competência e popularidade às suas apresentações em espaços públicos e em escolas da rede de ensino. Atualmente, é formado por Rubem Schuenck, flauta; Luis Carlos Justi, oboé; Paulo Sergio Santos, clarineta; Philip Doyle, trompa; Aloysio Fagerlande, fagote. Em sua discografia, destacam-se inúmeros CDs, entre os quais, “Quintetos de Sopro Brasileiros” 1926-1974, agraciado com o Prêmio BR-Rival em 2008, e “Rasgando Seda”, com obras de Guinga, indicado ao Grammy Latino, em 2011. Fez apresentações em Portugal, Alemanha, México e Colômba, entre outros países. Em 2018, no Palácio do Itamaraty, o grupo foi agraciado pelo Ministro das Relações Exteriores, com a Comenda da Ordem de Rio Branco.

20h30 - Hamilton de Holanda: Casa de Petrópolis – Instituto de Cultura

Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos para descrever este improvisador e compositor multipremiado que inspira audiências em todo o mundo. Vindo de uma família musical, seu primeiro instrumento, aos quatro anos de idade, foi a Melódica. Dois anos depois (1982), começou sua carreira profissional, aos seis anos de idade, como um prodígio do bandolim em um programa de TV nacional (Fantástico) com uma audiência de milhões de pessoas. Hoje, como compositor, improvisador, líder de banda, a música deste educador transcende os gêneros e encanta o público. Hamilton foi um dos fundadores da primeira Escola de Choro no mundo (Brasília, 1997) e idealizou a petição ao Congresso Nacional para conceder ao Choro um Dia Nacional. Já dividiu o palco ou gravou com Wynton Marsalis, Chick Corea, The Dave Mathews Band, Paulinho da Costa, Chucho Valdes, Egberto Gismonti, Ivan Lins, Milton Nascimento, Joshua Redman, Hermeto Pascoal, Gilberto Gil, Richard Galliano e John Paul Jones , Bela Fleck, Stefano Bollani, entre muitos outros.

Dia 28 de novembro, domingo:

10h - Coral das Meninas dos Canarinhos de Petrópolis: Paróquia do Sagrado Coração de Jesus

Fundado em 1988 por Frei José Luiz Prim, o Coral é mantido pelo Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis. Atualmente, 56 meninas compõem o coro que tem em seu repertório música sacra, folclórica e popular. Já realizou turnês em diversas regiões do país e em Portugal, durante as comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil. As turnês artísticas se tornam fundamentais na formação dessas jovens. Além de levar sua música, as meninas são incentivadas a conhecer a cultura dos locais visitados. Em 2014, elas gravaram o primeiro CD, com três canções inéditas. Durante as mais de três décadas de existência, apenas três maestros estiveram à frente do Coral: a professora Silvia Muniz, o maestro Gilberto Bittencourt e, desde 1998, o maestro Marcelo Vizani.

11h30 - Duo Tocata: Casa de Petrópolis - Instituto Cultural

O Duo formado por João Fernando (bandolim) e João Pedro Gomes (violão de 7 cordas) apresenta o espetáculo "Choro Canção”. No repertório, releituras instrumentais para grandes canções da Música Popular Brasileira, entrecortadas por versões de choros de compositores consagrados. Uma viagem pela obra de Pixinguinha, Chico Buarque, Djavan, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, Gilberto Gil e Jacob do Bandolim. João Fernando é compositor, arranjador, produtor, professor, e também integrante do grupo Casuarina, com o qual já lançou inúmeros CDs e excursionou pelo exterior. João Pedro Gomes toca violão desde os 15 anos e dedica grande parte da sua carreira ao ensino de música brasileira a jovens e adolescentes das escolas públicas de Petrópolis. Já se apresentou ao lado de grandes violonistas como Marcello Gonçalves, Marcel Powell e Paulão 7 cordas. Suas influências passam por nomes como Marco Pereira, Baden Powell e Raphael Rabello.

16h - Gilson Peranzzetta e Marcel Powell: Casa de Petrópolis - Instituto Cultural

Um encontro de gerações e talentos que une o encantamento e a exuberância do piano do Maestro Peranzzetta ao arrebatamento e impetuosidade do violão de Marcel Powell. Em suas apresentações, fazem solos, tocam juntos trocando funções e sensações, buscando novas dinâmicas, novas sonoridades. Vencedor de cinco Prêmios da Música Brasileira, Peranzzetta é um dos nomes brasileiros de maior reconhecimento no Brasil e no exterior. Com sessenta anos de carreira, acumula cinco Prêmios da Música Brasileira, dentre outras premiações: melhor arranjador, melhor compositor e melhor intérprete. Marcel nasceu em Paris, e é músico profissional desde os nove anos, tendo como professor seu pai um dos ícones da música brasileira e mestre do violão brasileiro, Baden Powell. Em 2006, venceu, no mesmo ano, o Prêmio Rival Petrobrás de “melhor instrumental solo”, sendo também indicado ao Prêmio Tim como artista Revelação do ano com o Disco ‘’Aperto de mão’’. No repertório do “Projeto MUCIH”, composições de Baden Powell, Tom Jobim, Carlor Lyra, Garoto, entre outros.

“PROJETO MUCIH – MÚSICA NAS CIDADES HISTÓRICAS”

PETRÓPOLIS - 26, 27 e 28 de novembro de 2021 - sexta a domingo

Entrada franca

Classificação indicativa: livre

Concepção e coordenação do projeto: Leonardo Conde

Patrocínio: Instituto Cultural Vale





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