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Corpos-sentidos (poesias)

Corpos-sentidos (poesias)

Autor: Helena Arruda
Publicação: 2021
Preço sugerido: R$ 40,00

“Em Corpos-sentidos, de Helena Arruda, prefiro identificar, para além das suas qualidades literárias, que são várias, que é um livro corajoso. E essa qualidade, a coragem de uma escritora, é uma das características que mais me interessam enquanto leitor. A poeta sabe (e nos ensina) que só é possível a plena existência em estado permanente de resistência, em suas palavras “a vida é mais que existência / a vida, meu amor, / é resistência”. Resistência (e coragem) em uma de suas formas mais difíceis, a da alteridade, de ouvir o outro, de dar espaço, voz, corpo ao outro, de ser, a própria poeta, um outro, uma outra. Não é um corpo sentindo, são corpos-sentidos, absorvidos, observados, ouvidos, tocados, tocantes.”

Eduardo Lacerda (editor da Patuá)

“O novo livro de poesias Corpos-sentidos começa com uma afirmação política, que diz, como preâmbulo o seguinte: ‘sou minhas outras que em mim habitam’. Não há como negar que aí se trata de uma espécie de slogan combativo, no sentido do que poderíamos chamar de ‘as vozes da resistência’, até porque o livro é dedicado a todos aqueles que continuam resistindo. Entre os resistentes, aparece a voz da mulher. Entre as mulheres, não de qualquer uma, mas daquela que busca a poesia: a voz de Helena Arruda, autora do livro. Se ela verdadeiramente procura pelo poema que precisa ser escrito, o dito slogan apresenta ainda um sentido mais elevado; se ela se entrega completamente ao poema, a palavra ‘resistência’ traz-nos outras significações. (...) Já no que diz respeito ao slogan, ele traz consigo o que de fato um poeta precisa para ser poeta, a saber, estar na possibilidade de deixar ser tomado, atravessado por outras vozes, por outros modos de ser, permitindo, com isso, que seus destinos se cumpram na poesia, independentemente de sua vontade. (...) Helena Arruda não apenas lança seu novo livro de poesias, mas com ele também nos convidada a lê-lo como iniciantes nessa arte que se admira com a realidade, por mais terrível que ela seja. Pois nela, bem no meio de toda desesperança, como uma pequena centelha, reside ainda o poema a ser escrito, o poema que salva, o poema que conduz o humano a assumir-se enquanto finito, mortal, em que no interior de tal assunção ele vai se constituindo como aquele que ele mesmo é, sendo.”

Affonso Henrique Vieira da Costa (Prof. Adjunto de Filosofia da UFRRJ)

Corpos-sentidos foi nascendo das dores agudas do mundo,

do eu.

De uma semente germinada no meu assoalho pélvico,

o corpo-livro foi brotando e se transformando em arbusto e

florescendo dentro de mim,

como forma de curar o corpo-outro,

porque a poeta nunca está só,

mas atravessada de acontecências no dentro-fora-dentro

[luta].

E a escrita é mesmo um perfume de lavanda que acalma o espírito

e lava o corpo-mutilado-desguarnecido-esmiuçado-remexido-regenerado.

O corpo-sentido.

Corpos em sua explosão cósmica:

corpos que se encontram e dialogam,

corpos que se matam e ressuscitam,

corpos-devires,

corpos-amáveis.

(Helena Arruda, Corpos-sentidos, Editora Patuá, 2020)

HELENA ARRUDA

Helena Arruda nasceu em Petrópolis, RJ. É mestra e doutora em Literatura Brasileira (UFRJ). Poeta, contista, ensaísta, pesquisadora e revisora, é autora dos livros Interditos (Batel, 2014) e Mulheres na ficção brasileira (Batel, 2016). Publicou também nas antologias: Elas escrevem; Moedas para um barqueiro (Andross, 2011); Por detrás da cortina; Amor sem fim (Beco dos Poetas, 2012); A literatura das mulheres da floresta (Scortecci, 2013); Hoje é dia de hoje em dia (Multifoco, 2013); Rio dos bons sinais (CMD, 2014); O protagonismo feminino (Scortecci, 2016); Escritor profissional (Oito e Meio, 2016); Mulherio das Letras (Costelas Felinas, 2017); Mulherio das Letras (Mariposa Cartonera, 2017); Tabu (Oito e Meio, 2017); Casa do Desejo (Patuá, 2018); Mulherio das Letras (Edição do Autor, 2018); Mulherio pela Paz (Edição do Autor, 2018); Ficção e travessias (7Letras, 2019); Ato Poético (Oficina, 2020); Ruínas (Patuá, 2020).





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