Atenção

Fechar

estante

O intérprete de borboletas

O intérprete de borboletas

Autor: Sérgio Abranches
Editora: Grupo Editorial Record
Publicação: 2022
Páginas: 240
Preço sugerido: R$ 49,40

O intérprete de borboletas, de Sérgio Abranches, é um romance com emoções à flor da pele e relações partidas pelas contradições do tempo em que vivemos.

O lançamento será no dia 21, às 19h, na Livraria da Travessa do Leblon

Em um tempo de emoções e afetos politizados, O intérprete de borboletas, novo romance de Sérgio Abranches, faz um retrato da polarização e da intolerância que se infiltraram nas relações sociais e familiares, e da aparente impossibilidade de se conciliar opiniões. O livro fala do tempo presente, onde misturam-se relações partidas e emoções à flor da pele, e é estruturado a partir de dois núcleos familiares. Um deles é formado por uma menina entrando na adolescência e tentando se encontrar; a mãe, recém-convertida à religião, que não entende a filha e tenta moldá-la a seus novos padrões de comportamento; e o pai, mais compreensivo, que busca ajudar a filha e impedir rupturas definitivas na relação entre elas. O outro é composto de dois irmãos que passaram a se odiar por divergências políticas.

Os dois núcleos se misturam e ganham companhia de outros personagens e cenas do dia a dia das grandes cidades brasileiras, que despertam ações e reações que também suscitam discussões e podem terminar em tragédia: o grafiteiro que tenta reafirmar sua arte, um casal lésbico que busca demonstrar seu amor, um estudante que pede socorro dentro da própria escola, um assalto que pode dar errado. Costurando toda a violência e polarização que tomaram conta do país está o personagem que dá título ao livro, um ex-preso político que hoje vive recolhido e isolado em um sítio, rodeado de borboletas, que busca resgatar a capacidade de se conviver com as diferenças.

Trecho do livro

“Solitárias, as pessoas se reúnem em grupos fechados, em casulos de intolerância, e os rumos do afeto se perdem na aridez e na desconfiança do outro. Os sentimentos ficam intoxicados, as mágoas se multiplicam, o afeto se desfaz no descaimento das memórias, no esquecimento das alegrias, no entorpecimento da estima, no fim da empatia, no incêndio voluntário e repetido das pontes, em portas batidas e trancadas. O outro é inimigo, e se o outro é meu extremo, eu sou o extremo do outro. Um define o outro pela negação. Tudo impede o retorno. O recomeço. Tudo parece fim.”

Sobre o autor

Sérgio Abranches nasceu em Curvelo (MG) e mora no Rio de Janeiro. É sociólogo, escritor e comentarista da rádio CBN na série Conversa de Política. É autor de No tempo dos governantes incidentais, Presidencialismo de coalizão: raízes e evolução do modelo político brasileiro (finalista do Prêmio Jabuti na categoria Ensaio/Humanidades), dos ensaios A era do imprevisto: a grande transição do século XXI (vencedor do Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil) e Copenhague antes e depois (Editora Record), do audiobook A vida por um fio e dos romances Que mistério tem Clarice? e O pelo negro do medo (Editora Record).





Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.