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Megaflorestas apresenta as cinco florestas que podem salvar o planeta

Megaflorestas apresenta as cinco florestas que podem salvar o planeta

Publicação: 2023

O futuro do planeta depende de cinco megaflorestas. E a Amazônia é uma delas. O alerta está em Megaflorestas – Preservar o que temos para salvar o planeta, do economista John W. Reid e do biólogo Thomas E. Lovejoy. O livro será lançado no Brasil pela Editora Voo, na terça-feira, dia 28/11, às 18h30, na Livraria da Vila, no Iguatemi Brasília. No dia seguinte, 29/11, será a vez do lançamento no Rio de Janeiro, em evento aberto no restaurante Brota, em Botafogo, a partir das 19h30.

John Reid estará no Brasil para falar sobre a construção da obra – lançada em inglês com o título Ever green – Saving big forests to save the planet – e os desafios climáticos globais durante os dois lançamentos, que serão realizados às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas da ONU (COP 28), marcada para o início de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “A crise climática saiu do reino da teoria e especulação. Ela está aqui”, declara.

Megaflorestas traz o prefácio da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. “Este livro é um alimento para a esperança. Ele é fruto de uma comunhão de vidas, ideais e compromissos”, escreve a ministra. “No decorrer da leitura, depois de mapear, situar e conceituar as megaflorestas, Reid e Lovejoy passam a tratar do que podemos chamar de construção econômica da emergência climática e o papel central das megaflorestas no processamento de seu elemento central, o gás carbônico”.

No livro, os autores destacam a série de políticas públicas que foram implementadas no Brasil desde os anos 2000. “Vejo com muita esperança a atual retomada desse inspirador compromisso ambiental pela sociedade brasileira”, escreve Reid. Segundo a jornalista Sônia Bridi, que assina a quarta capa do livro, Reid e Lovejoy nos levam para dentro das megaflorestas que ainda restam no planeta. “Sem elas, a Terra não tem chances de enfrentar a crise climática e a extinção em massa. Preserválas é mais que garantir a biodiversidade, é salvar a nós mesmos”, afirma a jornalista.

O texto dos autores em forma de diário de campo torna a narrativa leve e conduz o leitor para dentro das florestas que são um verdadeiro “alvoroço de vida”. Detalhes encantadores da natureza não escapam aos olhos atentos dos pesquisadores. Da cor da água de um riacho ao formato da cauda de um pássaro, Reid e Lovejoy tornam a leitura cativante na entrada de cada capítulo, para então seguirem na explicação sobre a importância de preservar tudo que tem ali, essencial na remoção do carbono da atmosfera.

As megaflorestas têm paisagens florestais intactas, livres de estradas, linhas de energia, minas, cidades e grandes fazendas, com rios, lagos, pântanos e picos de montanhas. “São as terras mais selvagens e biologicamente diversas do planeta”, afirmam. No mundo, segundo eles, há lampejos de progressos em todas as frentes, mas ainda não é suficiente. É preciso salvar as florestas, preservar a biodiversidade e as milhares de culturas que ali habitam. Afinal, os povos indígenas são, segundo os autores, os grupos que mais conhecem as matas, parceiros na preservação da natureza, e a gestão indígena de territórios ancestrais é uma forma viável e ética de salvar as megaflorestas.

Além da Amazônia, que cobre quase toda a região em que o continente sul-americano parece protuberante, Megaflorestas trata das florestas de Taiga, que se estende desde o Oceano Pacífico por toda a Rússia e pelo extremo norte da Europa; a boreal norte-americana, que vai da costa do mar de Bering, no Alasca, até o litoral atlântico do Canadá; a floresta do Congo, que ocupa áreas em seis países na zona equatorial e úmida da África; e a floresta da ilha de Nova Guiné, cujo tamanho é o dobro do território da Califórnia.

Sobre os autores:

JOHN W. REID é economista e trabalha a favor das florestas desde 1991. Fundou o Conservation Strategy Fund, organização que já trabalhou com os governos do Brasil, Indonésia, Peru, Uganda e outros países e instituições globais. A prática aplicada de “economia da conservação” valeu ao CSF o Prêmio MacArthur 2012 para Instituições Criativas e Eficazes. Atuou mais recentemente na Nia Tero, organização que apoia a gestão indígena de ecossistemas vitais. Seus artigos sobre natureza e economia já foram publicados no New York Times, na Scientific American, na Conservation Biology e outras. John possui mestrado em políticas públicas pela Universidade de Harvard.

THOMAS E. LOVEJOY encontrou-se pela primeira vez com uma grande floresta em junho de 1965, quando chegou a Belém, no Brasil. Ali, abandonou o sonho de fazer doutorado no leste da África para estar na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. Seu papel na conservação sempre foi pioneiro. Em 1980, cunhou o termo “diversidade biológica” e realizou uma projeção inédita de extinções globais. Desenvolveu os programas de troca de “dívida por natureza” e liderou o Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais, experimento com mais de 40 anos sobre a fragmentação de florestas. É considerado o fundador do campo da biologia da mudança climática. Até sua morte, em dezembro de 2021, atuou como membro sênior da Fundação das Nações Unidas e professor na George Mason University.

Megaflorestas – Preservar o que temos para salvar o planeta Título original: Ever green – Saving big forests to save the planet

Tradução: João Paulo Pimentel

1ª. ed., 2023 336 páginas

Lançamentos:

Dia: 28/11 (terça-feira) Hora: 18h30 Local: Livraria da Vila – Iguatemi Brasília St. de Habitações Individuais Norte CA 4 - Lago Norte, Brasília

Dia: 29/11 (quarta-feira) Hora: 19h30 Local: Restaurante Brota Rua Conde de Irajá, 98 - Botafogo, Rio de Janeiro

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