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Livro - "Orquestra Societária - a origem"

Livro -

Autor: Maria Aparecida Hess Loures Paranhos e Mônica Mansur Brandão
Editora: Editora Sucesso
Publicação: 2019

O livro “Orquestra Societária – a origem”, das autoras Maria Aparecida Hess Loures Paranhos e Mônica Mansur Brandão, foi lançado pela Editora Sucesso (SP), no final de 2018, e apresenta uma visão das empresas e de outras organizações da economia inspirada nas orquestras musicais do mundo real. Nessa visão, os dirigentes organizacionais são os grandes maestros que coordenam o modelo de gestão organizacional, além de dimensões fundamentais de uma organização, como estratégia, estrutura, processos e tecnologia, pessoas e cultura e sistema de recompensas.

As autoras definem “Orquestra Societária” como sendo a organização comprometida, de fato, com a ética e as boas prática de governança corporativa e de sustentabilidade, em completa harmonia com a sua estratégia. Tal utopia é possível? Sim, é possível persegui-la e obter resultados sustentáveis – dizem as autoras –, se os sócios e dirigentes da organização tiverem vontade política de adotar o que elas chamam de “Modelo de Gestão Sustentável” (MGS), um conjunto de princípios, valores e crenças, transpostos a práticas de administração amplamente respeitadas e aceitas pelos públicos organizacionais, fortemente embasadas em alinhamento e gestão de riscos.

Por que vale a pena administrar por meio de um MGS? Ocorre que ao atuar baseada em um modelo de gestão sustentável, a organização, além de produzir resultados econômico-financeiros, o fará buscando alinhamento – no sentido de harmonia – entre sócios, dirigentes e outros públicos, e atentando para que os riscos externos e internos não comprometam o futuro. Assim, se produzirá uma “Sinfonia Corporativa”, expressão criada pelas autoras para se referir a resultados que vão além do econômico-financeiro, sendo alcançados com maiores níveis de harmonia e segurança, o que torna a organização mais robusta e garante aos sócios e aos demais stakeholders a otimização de seus resultados.

Na visão das autoras, o MGS é a chave de sucesso do desempenho dos maestros organizacionais. Suas funções abrangem bem mais do que o clássico ciclo PDCA (Plan, Do, Control, Act) associado aos modelos de gestão das organizações. No MGS, há outras quatro funções fundamentais circundando o PDCA, nem sempre percebidas: Direcionar (a arquitetura, isto é, o desenho ou projeto da organização), Energizar (as pessoas), Ser Sustentável (nas dimensões econômica, social e ambiental) e Conectar (estratégia, estrutura, processos e tecnologi, pessoas e cultura e o sistema de recompensas – dimensões da arquitetura organizacional). São funções identificadas por Cida Hess, uma das autoras, na dissertação de mestrado “Um estudo sobre a relevância do Modelo de Gestão à materialização da estratégia em resultados sustentáveis” (PUC São Paulo, dez/2017).

“Orquestra Societária – a origem” é o primeiro livro conjunto de Cida Hess e Mônica Brandão, autoras de outras obras no campo da administração e do conhecimento. Executivas e professoras, elas assinam, desde março de 2014, a coluna “Orquestra Societária” na Revista RI – Relações com Investidores. Prefaciado por Lélio Lauretti, uma das principais referências em ética e governança corporativa do Brasil, o livro abrange uma introdução com os conceitos fundamentais ao seu entendimento, 11 capítulos sobre aspectos gerais e alinhamento entre sócios, entre estes e a Alta Administração e entre integrantes desta última (correspondentes a artigos publicados na Revista RI), além de suas reflexões finais. A obra foi lançada nas versões impressa – para um grupo de dirigentes corporativos e profissionais dos mercados financeiro e de capitais –, e digital, via livraria Amazon. Quem tiver uma assinatura do Kindle Unlimited poderá acessar seu conteúdo sem ônus adicional.