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Prêmio Jovem Cientista 2018: Inovações para conservação da natureza e transformação social

Anúncio foi feito na sede do CNPq nesta terça-feira, 30. Os estudantes premiados criaram projetos como embalagem biodegradável feita de casca de maracujá; aparelho de comunicação para pessoas surdocegas e estudo sobre manejo de peixe que garante renda anual a comunidades da Amazônia

Por Ana Carolina Maia, de Plurale (*)

De Brasília

No dia 30 de outubro, em Brasília (DF), foram anunciados os ganhadores do Prêmio Jovem Cientista (PJC) edição 2018 na sede do CNPq. Com o tema “Inovações para a conservação da natureza e transformação social". Estudantes de instituições de ensino do Rio Grande do Sul, Alagoas e Pernambuco estão entre os ganhadores. Voltado para estudantes e pesquisadores que buscam soluções inovadoras para transformar projetos em realidade o prêmio já mudou a vida de muita gente.

A solenidade de abertura contou com a participação do repórter do Fantástico, da Rede Globo, Álvaro Pereira Júnior, que apresentou o evento. Os pesquisadores premiados criaram projetos como embalagem biodegradável feito da casca do maracujá; estudo sobre manejo de pirarucu que garante renda as comunidades ribeirinhas da Amazônia; e uma análise sobre a importância das Unidades de Conservação na rotina de diferentes grupos sociais em Recife.

O PJC é uma iniciativa do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, da Fundação Roberto Marinho, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Banco do Brasil e apoio da Embaixada do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte do Brasil. Lançado em 1981, o Prêmio Jovem Cientista tem como objetivo revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em jovens pesquisadores.

Em sua 29º edição, o prêmio propôs linhas de pesquisas que abordassem temas como a agricultura familiar, restauração florestal, tecnologias de gestão, economia criativa, mudanças climáticas, inclusão digital. Além de reforçar a importância da busca por inovações para a conservação dos recursos naturais e consolidar as transformações sociais

Mais de 1.500 trabalhos foram inscritos, estudantes e pesquisadores de todo o país participaram da seleção. Todo o material encaminhado para a banca avaliadora do CNPq foi detalhadamente analisado até chegar ao resultado final: três finalistas.

Ganhadores
O primeiro lugar no Ensino Médio foi para a estudante gaúcha Juliana Davoglio Estradioto, do Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul (IFRS), que criou um filme plástico biodegradável, através da casca do maracujá, que em vinte dias se decompõe. O material é capaz de substituir as embalagens de mudas de plantas, que geram uma grande quantidade de lixo na agricultura.

O primeiro lugar na categoria Ensino Superior, ficou com o estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Célio Henrique Rocha Moura pesquisou a importância da mata de Dois Irmãos e a do Engenho Uchôa na rotina de diferentes grupos sociais do Recife. A partir daí, desenvolveu instrumentos de proteção e gestão de áreas de conservação.

O Doutor João Vitor Campos e Silva, paulista que mora em Maceió levou o primeiro lugar na categoria Mestre e Doutor, com o trabalho realizado na Amazônia em parceria com as populações ribeirinhas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no estado do Amazonas. O projeto recupera populações de pirarucu, maior peixe de escamas do mundo, de alto valor comercial. O estudo mostra os benefícios econômicos de áreas protegidas.

Prêmios
Na categoria Mestre e Doutor, os vencedores recebem R$35 mil (1º lugar); R$25 mil (2º lugar) e R$18 mil (3º lugar). Para estudantes do Ensino Superior, os valores são de R$18 mil (1º lugar), R$15 mil (2º lugar) e R$12 mil (3º lugar). Estudantes do Ensino Médio em 1º, 2º e 3º lugares recebem um laptop. A entrega das premiações será em dezembro, em solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília.

O Prêmio Jovem Cientista completou 29 anos e se tornou um dos mais respeitados do país. Em quase três décadas, premiou e concedeu bolsas de estudo para mais de 200 pesquisadores e reconheceu o trabalho inovador de 23 instituições de ensino.

Relevância Nacional

O Prêmio Jovem Cientista é a mais importante iniciativa do CNPq no que diz respeito a valorização e divulgação da ciência para a sociedade brasileira. Motiva os estudantes e prepara jovens cientistas e possibilita uma ampla divulgação para a sociedade as pesquisas que estão sendo desenvolvidas no país.

Durante o evento, o presidente do CNPq, Mário Neto Borges destacou a importância de incentivar os jovens pesquisadores e a ciência brasileira investindo mais no país e lembrou ainda que o Brasil investe apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em ciência, tecnologia e informação. “As grandes nações investem 3%, 4%. Nós precisamos chegar a pelo menos 2% do PIB nos próximos quatro anos, precisamos de investimentos robustos”, afirmou.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, apoiadora do PJC, esteve na premiação e destacou que esse tipo de iniciativa é uma oportunidade excelente para aproximar os jovens de temas como meio ambiente e sustentabilidade e fazer com que mais pesquisas e trabalhos sejam desenvolvidos nessa área. Criar práticas sustentáveis para o futuro é o caminho.

A Diretora-Executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes, em entrevista à Plurale destacou a importância de se apoiar a pesquisa: “País nenhum consegue se desenvolver se não produzir pesquisa”, afirmou.

O que pensam os vencedores

Juliana Estradioto: A jovem prodígio de apenas 18 anos, explicou que o projeto de pesquisa dela nasceu a partir de um problema muito recorrente no município em que mora, Osório, no litoral gaúcho: “O excesso de restos orgânicos gerados pelo cultivo do maracujá-amarelo, causando acúmulo de lixo e contaminação do solo. O maracujá, depois de processado, gera 60% de resíduo, que são as cascas. Elas são descartadas no meio ambiente, por isso comecei a estudar para buscar uma solução para esse problema ambiental da minha região”, lembra.

A estudante comemorou bastante o resultado do prêmio e disse que agora as meninas que pensam em fazer ciência podem se inspirar nela, “Precisamos mudar isso, já que temos poucas mulheres como referência na ciência. Lugar de mulher é na pesquisa e na ciência também”, destacou.

Célio Henrique: Ele contou que ficou bastante emocionado e honrado por ter vencido em primeiro lugar na categoria nível superior. Prestes a concluir a graduação em Arquitetura e Urbanismo, o estudante comemora o fato de poder levar pro Brasil o nome do nordeste, em especial a cidade em que mora, Recife: “Muito feliz em mostrar que nós estamos conseguindo desenvolver, e muito bem, pesquisas científicas, cada vez mais”.

João Vítor Campos: Um dos capítulos da tese de Doutorado rendeu o prêmio lugar na categoria Mestre e Doutor. Devido à alta complexidade do tema e o que ele representa para a Amazônia, o pirarucu motivou o pesquisador a trabalhar de forma detalhada o assunto. Importante para muitos ribeirinhos, o peixe originário da bacia Amazônica está em extinção, as populações dessa espécie foram reduzidas de forma drástica devido a sobrepesca

Em seu trabalho, o pesquisador investigou um modelo de conservação que recupera o pirarucu, o maior peixe de escamas do mundo e que possui alto valor comercial. A pesca e comércio desse animal só realizada com autorização do IBAMA e os mesmos devem ser criados em viveiros, o que muito ajuda na conservação dessa espécie.

João observou que esse tipo de manejo é uma grande ferramenta de conservação da biodiversidade. “Ser premiado significa também receber reconhecimento de um trabalho bastante árduo que as comunidades tradicionais estão fazendo na Amazônia”, analisou.

CONHEÇA OS VENCEDORES

João Vitor Campos e Silva, da Universidade Federal de Alagoas, conquistou o primeiro lugar na categoria Mestre e Doutor com a pesquisa "O gigante das várzeas: o manejo do pirarucu como modelo de conservação da biodiversidade e transformação social na Amazônia". Devido à alta intensidade de exploração, o piracuru, espécie de peixe com grande importância cultural, ecológica e econômica na Amazônia, sofreu forte declínio populacional, chegando a ser extinto em várias localidades. Em sua pesquisa, João Vitor Campos e Silva investigou um modelo de conservação na Amazônia que recupera populações de pirarucu, maior peixe de escamas do mundo, com alto valor comercial e cultural. "Os lagos protegidos têm funcionado como uma espécie de poupança bancária, na qual as comunidades podem se planejar para explorar uma boa renda todo ano (o valor potencial pode chegar a quase R$30 mil por ano), o que contribuiu para melhorar as comunidades e a qualidade de vida da região", conclui.

Na categoria Ensino Superior, a primeira colocação ficou com o estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco Célio Henrique Rocha Moura, que apresentou o projeto "Os valores naturais das Unidades de Conservação do Recife: Mata de Dois Irmãos e Mata do Engenho Uchôa". O estudo avalia a conservação da natureza em Recife, entendendo-a como um bem de toda a população, partindo da identificação dos valores atribuídos pelos mais diversos grupos sociais para desenvolver instrumentos de gestão e proteção. "Concluímos que a identificação desses valores é a etapa inicial para a gestão da conservação do meio ambiente. A compreensão do ponto de vista da população vem a estreitar as relações das instituições gestoras com a comunidade", diz Célio.

A gaúcha Juliana Davoglio Estradioto, do Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul, campus Osório, conquistou o primeiro lugar da categoria Ensino Médio. Seu projeto, "Desenvolvimento de um filme plástico biodegradável a partir do resíduo agroindustrial do maracujá", teve duas motivações: o excesso de restos orgânicos gerados pelo cultivo do maracujá-amarelo, causando acúmulo de lixo e contaminação do solo, água e lençol freático; e o impacto da produção mundial de plásticos no ambiente – estudos estimam que em 2050 haverá, em peso, mais plástico do que peixes nos oceanos. "Conversei com minha professora orientadora sobre meu interesse em trabalhar com os agricultores familiares da minha região, já que meu pai é engenheiro agrônomo. O maracujá, depois de processado, gera 60% de resíduo, que são as cascas. Elas são descartadas no meio ambiente, por isso comecei a estudar para buscar uma solução para esse problema ambiental da minha região", explica Juliana. Com a aplicação do método "casting", de criação de embalagens comestíveis, a estudante conseguiu reutilizar o resíduo do maracujá.

O Mérito Científico, categoria que reconhece cientistas com atuação de destaque em áreas relativas ao tema, foi conquistado por Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca, do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável, em Belém (PA). A professora e pesquisadora Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca é referência nas pesquisas com abelhas nativas, sendo coautora da Declaração de São Paulo para os Polinizadores, que originou a Iniciativa Internacional de Uso Sustentável e Conservação dos Polinizadores, além de ter participado de ONGs, associações e comissões estaduais e federais para a conservação e defesa do meio ambiente. "O prêmio dá importância para um tema presente no nosso dia a dia, pois trata da biodiversidade e inovação. Dediquei anos de estudo à Ciência e, por isso, conquistar esse prêmio é uma experiência única", comemora Vera.

Já a categoria Mérito Institucional premiou duas instituições, dos ensinos Médio e Superior, que inscreveram o maior número de trabalhos qualificados com mérito científico para o prêmio. A Escola Técnica Polivalente de Americana, em Americana (SP), ficou em primeiro lugar na categoria Ensino Médio. "O grande desafio é estimular e incentivar o aluno a caminhar e concluir as etapas propostas, sem deixar de mostrar que as dificuldades existem. É fundamental o incentivo da coordenação e da equipe gestora da escola", explica a diretora da escola, Mary Damiani. Já a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) conquistou a primeira posição no Ensino Superior. "O prêmio é um reconhecimento a todo o trabalho que a instituição vem fazendo através das pesquisas de seus alunos e professores. Acredito que a Ciência é importante nos âmbitos sociais e humanos, trabalhando para melhorar a qualidade de vida das pessoas", fala Jane Tatikan, vice-reitora.

OS PRÊMIOS

Na categoria Mestre e Doutor, os vencedores recebem R$ 35 mil (1º lugar); R$25 mil (2º lugar) e R$18 mil (3º lugar) e uma viagem ao Reino Unido para a visita "Science Tour in the UK", onde os jovens vencedores terão a oportunidade de fazer uma imersão ao sistema de ciência e inovação britânico, a ser organizada pela Embaixada Britânica.

Para estudantes do Ensino Superior, os valores são de R$18 mil (1º lugar), R$15 mil (2º lugar) e R$12 mil (3º lugar). Estudantes do Ensino Médio em 1º, 2º e 3º lugares recebem um laptop. No Mérito Institucional, serão pagos R$40 mil para cada uma das duas instituições que tiverem o maior número de trabalhos qualificados. O pesquisador indicado para o Mérito Científico receberá R$40 mil. Além da premiação relacionada, todos os agraciados recebem bolsas de estudo do CNPq, nas modalidades de iniciação científica até o pós-doutorado.

CONHEÇA TODOS OS VENCEDORES DA 29 EDIÇÃO DO PRÊMIO JOVEM CIENTISTA:

Mestre e Doutor

1º lugar

João Vitor Campos e Silva

Instituição de vínculo: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Instituição de desenvolvimento da pesquisa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Maceió - AL

O gigante das várzeas: O manejo do pirarucu como modelo de conservação da biodiversidade e transformação social na Amazônia.

O uso sustentável de recursos naturais é um grande desafio. Em sua pesquisa, João Vitor Campos e Silva investigou um modelo de conservação na Amazônia que recupera populações de pirarucu, maior peixe de escamas do mundo, com alto valor comercial e cultural. Segundo o estudo, lagos protegidos têm funcionado como uma espécie de poupança bancária, na qual as comunidades podem se planejar para explorar uma boa quantia econômica todo ano – valor médio anual de quase R$30 mil (dado em potencial), que contribuiu para melhorar as comunidades e qualidade de vida da região.

2º lugar

Carolina Levis

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)

Manaus – AM

Domesticação da floresta amazônica: um legado dos povos do passado e do presente para a humanidade

Evidências de atividades humanas milenares foram encontradas em áreas consideradas intocadas da Floresta Amazônica. A pesquisa de Carolina Levis revelou a persistência de um patrimônio natural-cultural na maior floresta tropical do Brasil, e também destacou a importância do manejo indígena passado para o sustento dos povos atuais. Um patrimônio a ser conservado.

3º lugar

Gelson Vanderlei Weschenfelder

Universidade La Salle (UNILASALLE)

Canoas - RS

Os super-heróis das histórias em quadrinhos como recursos para a promoção de resiliência para crianças e adolescentes em situação de risco

Crianças e adolescentes em situação de orfandade, abandono e abuso inspiraram a pesquisa desenvolvida pelo educador Gelson Weschenfelder. O estudo investigou a percepção dos leitores de histórias em quadrinhos sobre os riscos psicossociais dos super-heróis como recurso inspirador e gerador de resiliência nos programas de intervenção para crianças e adolescentes.

Ensino Superior

1º lugar

Célio Henrique Rocha Moura

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Recife – PE

Os valores naturais das unidades de conservação do Recife: mata de Dois Irmãos e mata do Engenho Uchôa

A globalização e o crescente desenvolvimento urbano das cidades têm contribuído para a degradação ambiental. Em sua pesquisa, o estudante Célio Moura analisou a conservação da natureza na cidade entendendo-a como um bem patrimonial de toda a população, partindo da identificação dos valores atribuídos pelos mais diversos grupos sociais e, com isso, desenvolver instrumentos de gestão para a sua proteção e salvaguarda.

2º lugar

2º Lugar Ensino Superior - Rafaella Santos RêdaRafaella Santos Rêda

Instituição de vínculo: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Instituição de desenvolvimento da pesquisa: Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

Belo Horizonte – MG

Dispositivo de comunicação para surdocegos através da emissão e recepção de sinais sensíveis ao toque

A surdocegueira é uma múltipla deficiência sensorial relativa à perda da visão e audição. A doença pode acometer pessoas em diferentes fases da vida, com graus e causas distintas. Em sua pesquisa, a estudante de Design Rafaella Rêda dedicou-se a projetar um dispositivo capaz de auxiliar a comunicação de pessoas com surdocegueira através de sinais sensíveis ao toque.

3º lugar

Jeferson Almeida de Oliveira

Universidade Federal do Pará (UFPA)

Belém - PA

Sobreposição de Parque Estadual a Assentamento Agroextrativista na Amazônia Brasileira

A busca por mecanismos que protejam o meio ambiente e suas espécies é uma luta mundial. Em sua pesquisa, Jeferson de Oliveira analisou a relação entre a proteção ambiental e o respeito aos direitos à terra das populações tradicionais da Amazônia. O estudo concluiu que a irregularidade fundiária existente na Amazônia, onde há grandes áreas de terras ocupadas por populações tradicionais, contribui para a violação de direitos. Entre as questões, a falta de comunicação entre órgão ambiental estadual e fundiário potencializa as implicações sociais e relativiza a autonomia dessas populações tradicionais.

Ensino Médio

1º lugar

1º Lugar Ensino Médio - Juliana Davoglio EstradiotoJuliana Davoglio Estradioto

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS)

Osório – RS

Desenvolvimento de um filme plástico biodegradável a partir do resíduo agroindustrial do maracujá

A partir da casca do maracujá, a estudante Juliana Davoglio Etradioto desenvolveu um filme plástico biodegradável (FPB) para substituir embalagens de mudas de plantas, que geram alta quantidade de resíduos na agricultura. A inovação reduz a poluição causada pelos sacos plásticos convencionais, se decompõe em 20 dias e não precisa ser retirada no momento do plantio.

2º lugar

2º Lugar Ensino Médio - Sandro Lúcio Nascimento RochaSandro Lúcio Nascimento

Colégio Estadual Norberto Fernades (CENF)

Caculé - BA

Captação e uso da água da chuva no ambiente escolar através de caixa feita a partir de garrafas pet e cimento ecológico da cinza da fibra do coco (Cocos nucifera), de Caculé/BA

Para economizar água potável, o estudante Sandro Lúcio Nascimento desenvolveu uma caixa sustentável de captação da água da chuva para a sua escola. O projeto teve como base a criação de um cimento ecológico feito a partir de fibras de coco e semelhante ao produto comercial e garrafas tipo PET no lugar de tijolos, evitando o descarte de resíduos plásticos na natureza.

3º lugar

Leonardo Silva de Oliveira

Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE)

Cedro - CE

AQUAMEAÇA: uma aplicação Android para identificação e monitoramento de ameaças a ecossistemas aquáticos

O estudante Leonardo Silva de Oliveira utilizou a tecnologia como ferramenta para preservação da natureza e educação ambiental da população. Ele criou um aplicativo de celular para monitoramento participativo dos ecossistemas aquáticos, que recebe informações dos usuários sobre ameaças aos rios e mares como descarte de lixo, despejo de esgoto ou pesca excessiva e ilegal.

Mérito Institucional

Ensino Médio

ETEC Polivalente de Americana- MÉRITO INSTITUCIONALEscola Técnica Polivalente de Americana

Americana - SP

Inaugurada em 1977, a Escola Técnica Polivalente de Americana (SP) oferece Ensino Médio integrado aos cursos técnicos, além de formação em diversas áreas do conhecimento, auxiliando seus estudantes na descoberta profissional e na inserção no mundo do trabalho. A instituição inscreveu o maior número de trabalhos com qualidade da 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista.

Ensino Superior

ufrgs-1Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Porto Alegre - RS

Com mais de 100 anos de serviços prestados à sociedade, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mantém cerca de mil grupos de pesquisa e mais de cinco mil projetos de produção científica em andamento. O Mérito Institucional Ensino Superior do Prêmio Jovem Cientista reconhece o trabalho acadêmico de mestres, doutores e estudantes vinculados à instituição.

Mérito Científico

Mérito Científico - Vera Lúcia Imperatriz FonsecaVera Lúcia Imperatriz-Fonseca

Belém - PA

A professora e pesquisadora Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca é referência nas pesquisas com abelhas nativas, sendo coautora da Declaração de São Paulo para os Polinizadores, que originou a Iniciativa Internacional de Uso Sustentável e Conservação dos Polinizadores. Participou de ONGs, associações e comissões estaduais e federais para a conservação e defesa do meio ambiente.

SOBRE O PRÊMIO JOVEM CIENTISTA

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)/ Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil.

Quatro categorias são premiadas: Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior, Estudante do Ensino Médio e Mérito Institucional. Há ainda um prêmio de Mérito Científico para um pesquisador doutor que, em sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição. Já na categoria Mérito Institucional são premiadas as duas instituições – uma do ensino médio e outra do ensino superior – às quais estiver vinculado o maior número de trabalhos qualificados.

Instituído em 1981, Prêmio Jovem Cientista já reconheceu mais de 194 estudantes e pesquisadores; 23 instituições de ensino superior e médio com o mérito institucional e sete pesquisadores doutores com mérito científico. Entre os assuntos abordados em edições anteriores estão "Oceanos: fonte de alimentos"; "Sangue: fluido da vida"; "Energia e Meio Ambiente"; "Cidades Sustentáveis"; "Inovação Tecnológica nos Esportes"; "Água: desafios da sociedade" e "Segurança alimentar e nutricional".

Saiba mais sobre o prêmio no site jovemcientista.cnpq.br e nas redes sociais, Twitter (@jovemcientista) e Facebook (@premiojovemcientista).

SOBRE O CNPQ

Criado em 1951, o CNPq é a agência federal de fomento à ciência, tecnologia e inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Atua na formulação de políticas públicas que contribuem para o avanço das fronteiras do conhecimento, o desenvolvimento sustentável e a soberania nacional e, por meio de chamadas públicas, concede bolsas e financia projetos de pesquisa em todo o país. Anualmente, são concedidas cerca de 80 mil bolsas nas mais diversas modalidades, da iniciação científica à produtividade em pesquisa, no Brasil e no exterior.

SOBRE A FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO

A convicção de que a comunicação pode ser instrumento para transformação social motivou Roberto Marinho a criar, em 1977, a Fundação Roberto Marinho. Entre os projetos desenvolvidos, está o Telecurso – tecnologia educacional reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e adotada como política pública em estados e municípios, utilizado para a aceleração da aprendizagem nos ensinos Fundamental e Médio; na Educação de Jovens e Adultos (EJA); como alternativa ao ensino regular em cidades e comunidades geograficamente dispersas e como reforço escolar em todas as idades. Entre os projetos também estão o Aprendiz Legal, programa de educação profissional que garante o acesso de jovens de 14 a 24 anos ao primeiro emprego, cria condições para que permaneçam na escola, avancem nos estudos e também combate o trabalho infantil; os museus da Língua Portuguesa e do Futebol (SP), MAR - Museu de Arte do Rio, Museu do Amanhã e Museu da Imagem e do Som (este, em construção, no RJ), Paço do Frevo (PE) e Casa da Cultura de Paraty (RJ); e o Futura, projeto social de comunicação, com programação que alia entretenimento e conhecimento útil para a vida com ações de mobilização social. O Futura Está disponível, gratuitamente, na TV e na web (Futuraplay.org).

SOBRE O BANCO DO BRASIL

A missão do Banco do Brasil é ser um banco rentável e competitivo, atuando com espírito público em cada uma de suas ações, junto a clientes, acionistas e toda sociedade. Nossa visão é a de ser o banco mais confiável e relevante para a vida dos clientes, funcionários e para o desenvolvimento do Brasil. O Banco do Brasil tem como Valores o Espírito público. Consideramos simultaneamente o todo e a parte em cada uma de nossas ações para dimensionar riscos, gerar resultados e criar valor. A Ética é inspiração e condição de nosso comportamento pessoal e institucional. Acreditamos no Potencial humano de todas as pessoas e na capacidade de um se realizar e contribuir para a evolução da sociedade. Buscamos a Eficiência otimizando permanentemente os recursos disponíveis para a criação de valor para todos os públicos de relacionamento; e a Inovação, cultivando uma cultura de inovação como garantia de nossa perenidade. Sempre atentos à Visão do cliente. Conhecemos os nossos clientes, as suas necessidades e expectativas e proporcionamos experiências legítimas Banco do Brasil que promovem relações de longo prazo e que reforçam a confiança na nossa marca.

SOBRE A FUNDAÇÃO GRUPO BOTICÁRIO DE PROTEÇÃO À NATUREZA

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

SOBRE A EMBAIXADA DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E IRLANDA DO NORTE

A missão diplomática britânica no Brasil, por meio do Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação, tem a honra de ser uma parceira da 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista. O Ano é uma iniciativa conjunta liderada pelos governos do Brasil e do Reino Unido. Inicialmente discutido entre o então Ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, e o Ministro de Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes, em agosto de 2017, em Londres, o Ano foi oficialmente lançado em 27 de março de 2018 em Brasília, numa cerimônia no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). As atividades do Ano ocorrerão entre março de 2018 e abril de 2019 sob uma plataforma que promove oportunidades para cientistas, empreendedores e empresas brasileiras e britânicas para que trabalhem juntos frente aos principais desafios globais em quatro áreas prioritárias: clima & biodiversidade; agricultura sustentável, saúde & ciências da vida; e energia.

A jornalista viajou a convite do Prêmio Jovem Cientista







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