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Pelo Brasil

Ex-secretário de Alckmin será o ministro do Meio Ambiente. Nomeação repercute.

Publicado em 09/12/2018 - 15:14

Por Luiza Damé - Repórter da Agência Brasil Brasília


O presidente eleito Jair Bolsonaro definiu hoje (9) o último integrante da Esplanada dos Ministérios, que terá 22 pastas. Em comunicado nas suas redes sociais, Bolsonaro informou que o advogado e administrador Ricardo de Aquino Salles será o ministro do Meio Ambiente. "Comunico a indicação do sr. Ricardo de Aquino Salles para estar à frente do futuro Ministério do Meio Ambiente", escreveu no Twitter.

Ricardo Salles
Ricardo Salles é anunciado para comandar o Ministério do Meio Ambiente do futuro governo - Secretaria de meio ambiente São Paulo/Divulgação

Salles é vinculado ao ex-governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, derrotado nas eleições presidenciais deste ano. Entre 2013 e 2014, foi secretário particular de Alckmin. De 2016 a 2017, Salles foi secretário de Meio Ambiente de São Paulo.

Em 2006 participou da fundação do Movimento Endireita Brasil (MEB), juntamente com quatro amigos. A entidade ficou conhecida por criar o Dia da Liberdade de Impostos em São Paulo, em 2010, evento que ocorre no mês de maio.

O futuro ministro é formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cursou pós-graduação nas universidades de Coimbra e de Lisboa, além de ter especialização em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas. Em 2012, juntamente com o advogado Guilherme Campos Abdalla, pediu o impeachment do ministro Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, por crime de responsabilidade, no julgamento da ação penal do mensalão.

Repercussão

O anúncio do nome do novo Ministro teve impacto entre representantes do segmento. "Pretendemos levar ao novo ministro Ricardo Aquino Salles as propostas do CEBDS que demonstram o potencial de alavancar investimentos da ordem de R$ 1 trilhão até 2030 e a geração de milhares de empregos, a partir do cumprimento das metas do Brasil no Acordo de Paris. O país dispõe de condições ímpares para tornar-se líder global em negócios sustentáveis. A começar pelo potencial de ampliação da nossa matriz energética com fontes renováveis, como biomassa, eólica e solar, com benefícios para toda a sociedade", disse Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) .

Em nota, a Ong Greenpeace também se pocionou. A nota destaca que Salles já enfrentou processos, em 2017, quando se tornou réu em uma ação civil pública do Ministério Público Estadual sob a acusação de participar de alteração ilegal do zoneamento do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê para favorecer empresas ligadas à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

"Jair Bolsonaro já deixou claro que deseja reduzir o Ministério do Meio Ambiente a uma espécie de subsede do Ministério da Agricultura. A escolha do novo ministro segue esta lógica. A principal função do novo ministro será a promoção de uma verdadeira agenda antiambiental, colocando em prática medidas que vão resultar na explosão do desmatamento na Amazônia e na diminuição do combate ao crime ambiental. O que já está ruim, pode piorar", afirma Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.





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