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A voz forte de grupo de jovens de comunidades do Rio de Janeiro

Trinta e sete jovens de cinco projetos e instituições apoiados pelo Instituto NET Claro Embratel no Rio de Janeiro foram convidados a falar sobre os maiores problemas que enfrentam no dia-a-dia, com base nos ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - da ONU

Por Sônia Araripe, Editora de Plurale

Fotos de Rodrigo Gorosito/ Divulgação

Eles são jovens de comunidades do Rio de Janeiro e, ao contrário de muitos, não se calaram ou ficaram apenas nas mídias sociais. Trinta e sete adolescentes de cinco projetos e instituições apoiados pelo Instituto NET Claro Embratel no Rio de Janeiro foram convidados a falar sobre os maiores problemas que enfrentam no dia-a-dia, com base nos ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - da ONU. Temas que atingem não só a eles como a milhões de jovens na mesma situação de risco no Rio, como segurança, racismo, baixo acesso à educação e cultura e desigualdades.

A iniciativa promovida pelo Instituto faz parte do evento “Diálogos Gigantes – Ideias que transformam”, que foi realizado na última quarta-feira (27/2), no Theatro NET Rio, e contou com as presenças de representantes da ONU, da Unicef e de várias ONGs. A facilitadora da conversa em uma noite inspiradora foi a jornalista Astrid Fontenelle, que comanda o programa “Saia Justa” no Canal GNT. “Dar voz aos jovens e trazê-los para o centro da discussão é de extrema relevância para que eles contribuam com o futuro do país. A construção do manifesto vai ao encontro do compromisso que o Instituto NET Claro Embratel carrega em seu DNA para superar as barreiras geográficas e sociais por meio da educação, inclusão e tecnologia, promovendo uma sociedade mais justa, com maior acesso ao conhecimento e mais conectada”, comentou Daniely Gomiero, vice-presidente de Projetos do Instituto NET Claro Embratel e diretora de Responsabilidade Social e Comunicação da Claro Brasil.

Daniely Gomiero, vice-presidente de Projetos do Instituto NET Claro Embratel e diretora de Responsabilidade Social e Comunicação da Claro Brasil - “Dar voz aos jovens e trazê-los para o centro da discussão é de extrema relevância para que eles contribuam com o futuro do país."

Os três manifestos apresentados trazem temas muito próximos da realidade destes e de tantos outros meninos e meninas em periferias – no Rio e em outras cidades brasileiras. Como parte do processo de criação dos manifestos, os jovens participaram, na véspera do dia do evento, de uma imersão, com o apoio de facilitadores. Por meio de metodologia específica, eles foram incentivados a considerar diferentes abordagens para o conteúdo das declarações apresentadas durante o Diálogos Gigantes. O clima informal era quase de “jogo de futebol”, uma algazarra produtiva e alegre, como costumam ser os encontros de jovens. A votação dos três manifestos já está aberta no site do Instituto NET Claro Embratel.

Os jovens que desenvolveram os manifestos participam de programas como o Dupla Escola - que oferece formação técnica profissionalizante em telecomunicações com modelo integrado ao ensino médio; Ação Social Pela Música - voltado à inclusão social por meio do ensino da música clássica para crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social; Campus Mobile - concurso de ideias e soluções mobile para melhorias da sociedade; e da parceria com o Unicef para redução do número de jovens em situação de distorção idade-série nas escolas.

O vice-presidente administrativo e financeiro do Instituto NET Claro Embratel, Luiz Bressan, cumprimenta os novos técnicos em Telecomunicações.

Também foi dia de formatura. O vice-presidente administrativo e financeiro do Instituto NET Claro Embratel, Luiz Bressan, cumprimentou os formandos do programa Dupla Escola – iniciativa que oferece ensino médio integrado ao curso técnico-profissionalizante em Telecomunicações.

A jornalista Astrid Fontenelle foi a moderadora do evento "Diálogos Gigantes", que também contou com a participação de Gustavo Barreto, da ONU Brasil.

Gustavo Barreto, do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, destacou o alinhamento dos manifestos preparados pelos estudantes com os 17 ODS. “Um de nossos lemas é não deixar ninguém para trás. E vocês estão preocupados com isso”, disse, ao participar da roda de diálogo do evento. A apresentadora Astrid Fontenelle contou ser filha de professora de escola pública em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, e ter crescido vendo a mãe empenhada em mutirões com pais de alunos para tentar melhorar a realidade da escola. “Não há outro caminho. Só a educação nos salvará”, frisou. A jornalista destacou que estava revoltada com recentes casos de racismo, como do jovem negro morto em rede de supermercados por segurança ou de trabalhador, também negro, detido por outro segurança em banco em Salvador. “Sou mãe de filho negro, baiano, adotado. Não é este o Brasil que tanto lutamos. Onde perdemos a compaixão pelo outro?”.

Protagonistas (da esquerda para a direita) - Olavo, Karim, Luma, Guilherme e Gelson.

Mas foram os jovens, sem dúvida, as “estrelas” da noite. Com falas emocionantes e histórias incríveis. Como a de Gelson Henrique Silva da Silva, 20 anos, morador de Jardim Damasco, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

Gelson Henrique Silva da Silva, 20 anos, morador de comunidade em Campo Grande (Zona Oeste do Rio) - Não queremos ser apenas mais um número nas estatísticas que matam jovens negros e favelados. Queremos ter voz e construir as nossas narrativas.”

Articulado, desenvolto, Gelson brinca que é um “Silva” em dose dupla porque o pai e a mãe carregam o mesmo sobrenome da maioria de tantos outros Silvas por este Brasil. Sem dúvida, é um protagonista o menino alegre, de sorriso fácil, que passou no Vestibular para Ciências Sociais, na Universidade Federal Rural. “Não queremos ser apenas mais um número nas estatísticas que matam jovens negros e favelados. Queremos ter voz e construir as nossas narrativas”, disse à Plurale, o estudante.

Luma Moura, 22 anos, moradora de São Gonçalo, criou protótipo de aplicativo para celular com o objetivo que a população denuncie lixões clandestinos e ainda aprendam como reciclar.

Do outro lado do Grande Rio, ganhou voz a jovem Luma Moura, 22 anos, moradora de São Gonçalo. “Temos que ajudar a construir o futuro de todos nós”, afirmou. Para Plurale, ela contou que estuda Engenharia de Produção na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, e desenvolveu protótipo de um aplicativo para colaborar na questão do lixo de seu município. “Há vários lixões clandestinos a céu aberto e as pessoas não sabem também como descartar corretamente o seu lixo. Quero apoio para que o nosso app possa ajudar milhares de moradores da nossa região.”

Olavo John, 18 anos, de Inhaúma, já toca violino graças ao projeto Ação Social pela Música do Brasil e sonha em seguir carreira.

Com nome e porte de músico, Olavo John, 18 anos, de Inhaúma, conta que foi indicado para dar voz aos jovens no evento vindo de programa o qual participa de música, o Ação Social pela Música do Brasil, apoiado pelo Instituto NET Claro Embratel. “Amo a música e acredito que este evento possa ser só o começo de um diálogo forte.” Outros dois jovens que formam o grupo protagonista são do mesmo projeto – o Dupla Escola – se formando em Técnicos em Telecomunicações em colégio público de Pedra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio, bem perto de onde a Claro Brasil tem centro de Telecomunicações.

“Os jovens não costumam ser ouvidos”, frisou Karim Silvano Elwasiaa, 17 anos, de Pedra de Guarativa (Zona Oeste do Rio)

“Os jovens não costumam ser ouvidos”, frisou Karim Silvano Elwasiaa, de família de origem árabe, 17 anos, de Pedra de Guaratiba, que estuda Design de Moda na PUC como bolsista e deseja se especializar em moda. Guilherme Santos da Costa, 18 anos , também é do mesmo bairro e planeja seguir na área de telecomunicações. Fez uma poesia em forma de rap que foi lida ao fim do evento. No encerramento, a Camerata Jovem do Rio de Janeiro, do programa Ação Social pela Música, fez uma apresentação com músicas clássicas e populares. A festa continuou com um show da cantora IZA, jovem revelação no cenário musical pop do país.

Guilherme Santos da Costa, 18 anos, também de Pedra de Guaratiba, formou-se em Técnico em Telecomunicações pelo Programa "Dupla Escola" e emocionou a todos ao ler poesia em forma de rap.

Eu sou a resistência do povo

Eu sou o pobre que caí, e levanta de novo

Eu sou o vira-lata que revira a luz

Eu sou a mãe que chora na fila do SUS

Eu sou a Mariele que ainda tá presente

Eu sou a revolução contra o presidente

Eu sou a educação na evolução

Eu sou a família pobre que não compra pão

Eu sou o vagabundo que quer o alimento

Eu sou o medo da facul quando tô dentro

Eu sou o medo da facul quando tô dentro,

Eu sou a criação do povo e o Brasil

Eu sou a dor da Glock e o ronco do fuzil

Eu sou o Brasileiro com a cabeça a mil

Sou filho da corrupção mas o que fugiu.

Para participar da votação e saber mais sobre os ODSs, clique aqui.

SOBRE O INSTITUTO NET CLARO EMBRATEL

A área de Responsabilidade Social do Grupo Claro Brasil, composta pelas marcas NET, Claro e Embratel, investe continuamente em ações relacionadas à Educação e à Cidadania, por meio do Instituto NET Claro Embratel, com o objetivo de atuar em frentes sociais que integram a tecnologia e a informação como fonte de desenvolvimento e conhecimento. Desta forma, realiza e apoia projetos como o Campus Mobile, o Educonex@o, o Programa Dupla Escola, entre outros. O Instituto NET Claro Embratel é qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça, e é reconhecido pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas (DPI/ONU) como uma organização não governamental corporativa que promove os ideais e princípios sustentados pela Carta das Nações Unidas. Além disso, através de sua Plataforma Institucional, as marcas NET, Claro e Embratel propõem a conexão entre as pessoas para a construção de um amanhã gigante. O movimento é parte de uma inciativa que aborda a gestão corporativa e manifesta o compromisso com a sociedade. Entre as iniciativas estão os Theatros NET São Paulo e Rio de Janeiro, Estação NET Cinema, NET Live Brasília, entre outros. Conheça outras realizações no Relatório Social de 2017 do Instituto: https://www.institutonetclaroembratel.org.br/wp-content/uploads/relatorio-social/2017/mobile/index.html#p=52







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