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Comunicação e confiança

Comunicação e confiança

Imagem: divulgação/Instagram Cirque du Soleil

Por Luiz Antônio Gaulia, Colunista de Plurale

A confiança é um estado de espírito. Um jeito de encarar a vida de forma positiva. Aberto ao outro enquanto uma possibilidade de soma. Empreendedores e fundadores de grandes negócios (pequenos também) são pessoas que confiam. Acreditam no seu talento individual, acreditam no seu produto, serviço e acreditam nos seus sonhos. Esses realizadores são como um farol a iluminar o caminho, a orientar pessoas e clientes pelos mares do mercado. A abrir fronteiras e fazer coisas extraordinárias, impensáveis para muitos.

Uma das melhores imagens para ilustrar a confiança é a de dois trapezistas soltos no ar. Ficamos abismados com sua sincronicidade e sua absoluta confiança mútua. Os riscos dessas manobras são altíssimos. Desde um ferimento grave, até a morte. O fim. As empresas e as marcas também vivem essa questão, todos os dias. Posso confiar nos meus colaboradores? Eles estão engajados de fato ou só da boca pra fora? Posso confiar no meu fornecedor? Posso confiar no meu diretor? Ele vai cumprir os prazos acordados? Posso confiar no governo? Nos bancos? Posso confiar em meus sócios?

Enquanto comunicador empresarial e professor eu só posso abraçar a ideia da confiança através da capacidade de diálogo. Capacidade e comprometimento com a verdade transmitida pelas palavras. As empresas e as marcas sabem dialogar? Querem dialogar de fato e construir vínculos de confiança? Vínculos de longo prazo? Eu acredito que esta é a maior contribuição de uma área de comunicação: fortalecer vínculos através de diálogos com múltiplos stakeholders. De forma estratégica, inteligente e transparente. Não existe confiança se um dos lados se baseia na mentira como estratégia de negócio. Se promete alguma coisa, mesmo sabendo que não vai cumprir sua promessa. O pior dos mundos é encontrar empresas dentro das quais o sarcasmo e a hipocrisia tomou conta do ambiente e as pessoas não falam a verdade.

A confiança é a base de negócios sustentáveis, de marcas que se perpetuam por gerações no mercado. E todas elas sabem não apenas informar seus públicos de interesse, mas sabem se comunicar. Sabem realmente conversar, como dois grandes amigos que se encontram. A conversa reduz riscos, pois aproxima pessoas para se conhecerem, antes de firmar comrpomissos.

Imaginem, se esses dois trapezistas da foto não conversarem? Na sua empresa pode ser diferente?

(*) Luiz Antônio Gaulia é Colunista Colaborador de Plurale. É Diretor da Race Comunicação e Professor da FGV Rio e da ESPM SP. Especialista em comunicação corporativa, pós-graduado em marketing e mestre em comunicação social.Jornalista, foi gestor de comunicação, marca e sustentabilidade e trabalhou com grandes companhias como CSN - Cia. Siderúrgica Nacional, Alunorte - Alumina do Brasil, O Boticário, Votorantim, Estácio Participações, Ajinomoto do Brasil, NTS e Norsul, entre outras.







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Luiz Gaulia |
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