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Pelo Brasil

Animais de estimação: a preocupação do mercado pet com o meio ambiente

Do Rio

O mundo moderno e os novos estilos de vidas dos habitantes têm causado preocupação em todo o planeta, pois há a necessidade que haja equilíbrio entre a utilização dos recursos naturais e a sociedade, para que esta não sofra as consequências. Nesta questão é preciso que estejam inseridos, também, os animais, em especial os de estimação.

No Brasil, o mercado pet cresce a cada ano – e com uma força que desafia os especialistas em economia. Os dados mais recentes apresentados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET) mostram que há 132 milhões de pets no País, sendo 53 milhões de cães, 38 milhões de aves, 22 milhões de gatos, 18 milhões de peixes ornamentais e 2,7 milhões de pequenos répteis e mamíferos.

Nosso país possui a quarta maior população de animais de estimação no mundo e ocupa a terceira maior posição em faturamento – em 2017, foram cerca de R$ 18 bilhões, e a previsão para 2020 é que chegue a R$ 20 bilhões. Os dados apontam que a alimentação ainda representa mais da metade das receitas, mas os pesquisadores verificaram que o setor de serviços vem ganhando importância, com a profissionalização e o oferecimento de atividades diferenciadas.

O crescimento do mercado está diretamente ligado ao comportamento dos proprietários dos animais de estimação, para quem os bichinhos não são apenas os “melhores amigos”, mas, sim “membros da família”, e alguns são tratados como verdadeiros “filhos”. Por conta do aumento da demanda por produtos e serviços diferenciados, em especial os que não agridem o meio ambiente, os banhos, tosas e rações ganharam a companhia de shampoos especiais, brinquedos, camas e acessórios feitos com materiais reciclados. Ou ainda serviços especializados, como terapias alternativas, hospedagem premium, alimentação gourmet e fotografia pet.

Fahimi Ganimi é uma das primeiras fotógrafas especializadas em pets. Acaba de expor no Saguão do Palácio Pedro Ernesto, na Câmara de Vereadores do Rio.

Neste último item, que vem ganhando força com os chamados “ensaios”, que possibilitam eternizar momentos únicos dos animais de estimação, o Rio de Janeiro tem, como referência, Fahimi Ganimi, uma das primeiras fotógrafas especializadas neste nicho de mercado. Ela aproveita as palestras que realiza no SENAI e no SENAC, assim como os Workshops em seu estúdio, localizado no Pet No Ar, no bairro da Tijuca, zona norte da cidade, para dar dicas de como os donos dos animais podem ajudar a proteger o meio ambiente.

Ex-dentista que abandonou a profissão para se dedicar à fotografia pet depois da morte de Luke, seu cãozinho de estimação, Fahimi conta com o apoio de médicos veterinários para transmitir dicas com embasamento. Uma delas, bastante simples, é em relação ao descarte das fezes do cachorro. Ela enfatiza que o ideal é que “o dono do animal possa adotar o uso de sacolas biodegradáveis, que não agridem o meio ambiente”.

A especialista em registrar, fotograficamente, o dia a dia de cães, gatos, peixes, pássaros e cavalos, entre outras espécies, lembra que a areia da caixa preparada para o gato fazer suas necessidades merece atenção especial. “Hoje em dia, essa areia pode ser de milho ou mandioca, 100% vegetal biodegradável, que não tem produtos químicos, sem poeira e é descartável no vaso sanitário. É uma ótima opção”, frisa.

A cadelinha Freya foi uma das "modelos" em destaque na exposição "Espécies de Anjos".

Autora da exposição fotográfica “Espécies de Anjos”, que recentemente ocupou o Saguão do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, com imagens de 70 de seus ‘modelos’, Fahimi Ganimi diz que o cuidado e a atenção com os animais de estimação devem estar diretamente ligados à proteção ambiental. Por isso, todo cuidado é pouco quando da aquisição dos produtos a serem utilizados com os bichanos. “O tapete higiênico, por exemplo, deve ser lavável. As caminhas e os brinquedos devem ser feitos, de preferência, com fibras naturais, algodão orgânico, cânhamo e madeira de reflorestamento, ou ainda materiais reciclados”, alerta ela, lembrando que os preços são bem acessíveis.

Relâmpago também foi clicado pela fotógrafa.

Um assunto que preocupa a especialista em fotografia pet são os produtos de beleza, bastante utilizados, não só nos pet shops, mas também nas residências. Fahimi salienta que o ideal é que sejam utilizados produtos de beleza considerados ecologicamente corretos, com agentes naturais, livres de lauril sulfato de sódio, por exemplo. “Para o embelezamento dos bichanos, existem produtos de extratos botânicos, que não agridem o animal e o meio ambiente, como shampoos com extratos naturais, como maracujá, pitanga e cupuaçu, condicionadores e perfumes”, enumera.

A relação entre o homem (ser humano) e os animais cresceu muito nos últimos tempos e, segundo especialistas, o mercado pet tem uma grande importância não apenas para a economia do país, mas também para despertar nos consumidores a consciência de ações que possam cuidar melhor do planeta em que vivemos.







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