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Fórum Virada Sustentável Rio uniu lideranças em chamado de urgência

Do Rio
Um dos grandes destaques da terceira edição da Virada Sustentável Rio foi o Fórum realizado na Casa Firjan, em Botafogo. Todos os 16 paineis tiveram temas ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda global da ONU composta por 169 metas a serem alcançadas até 2030. Os encontros tiveram a presença de cerca de 80 painelistas convidados, entre lideranças indígenas, artistas, jovens ativistas, acadêmicos, formadores de opinião, profissionais do terceiro setor, da iniciativa privada e do poder público.


O painel de abertura, no dia 18 de outubro, foi mediado por Sônia Araripe, editora da Revista Plurale, e reuniu o jornalista André Trigueiro, o educador indígena Kaká Werá, Marcia Massotti representando a Rede Brasil do Pacto Global, e Tainá de Paula Kapaz, do Projeto Brasil Cidades. Com atuações em diferentes frentes, todos concordaram na urgência em se ampliar o debate sobre desenvolvimento sustentável para além de quem já está comprometido com a causa.

"Experimentamos uma crise ambiental sem precedentes na história da humanidade. Não é uma opção mudar. É a condição para sobrevivermos, subsistirmos. Nós precisamos mudar, e rápido: hábitos, comportamentos, estilos de vida e padrões de consumo", disse André Trigueiro. E, parafraseando Ariano Suassuna, concluiu: "O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso."

Kaká Werá conectou a plateia e os convidados quando entoou um cântico e ensinou a todos os presentes um ritual indígena, no qual se bate compassadamente com a mão direita no peito, na altura do coração, coordenando o movimento com pisadas fortes com o pé direito no chão. Segundo o educador, essa é uma forma de se estabelecer uma conexão com a terra.

A necessidade de se construir espaços justos, inclusivos e seguros independente de classe, raça, orientação sexual, gênero e identidade de gênero pontuou a fala potente de Tainá de Paula Kapaz, do Projeto Brasil Cidades. Ela ressaltou a relação direta entre inclusão social e sustentabilidade: o abismo social, assim como a discriminação racial, só agravam os desafios para avançarmos no desenvolvimento sustentável.

Marcia Massotti apresentou as iniciativas da Rede Brasil do Pacto Global na área do clima, que têm como objetivo mobilizar o setor empresarial brasileiro em um esforço conjunto para a redução das emissões de gases de efeito estufa e, com isso, contribuir para que o aumento da temperatura da terra não ultrapasse 1.5°C, na comparação aos níveis pré-industriais.
Sônia Araripe lembrou que muitas vezes localidades próximas de grandes centros, como São Gonçalo, município com cerca de 1 milhão de habitantes, bem próximo em localização de Niterói e também do Rio de Janeiro, mas com tantas carências. "Estive lá participando do primeiro Festival Literário do município, que apenas agora reinaugurou a biblioteca pública. Falta tudo, principalmente um olhar atento de autoridades públicas e a maior união de moradores."

Maior mobilização de cultura e educação para a sustentabilidade do Brasil, a Virada Sustentável aconteceu no Rio entre 17 e 20 de outubro. Além do Fórum, o festival promoveu 430 ações e atividades gratuitas de arte, cultura, saúde, em aproximadamente 30 bairros da cidade. Os idealizadores da Virada Sustentável, André Palhano e Mariana Amaral, e o diretor da Virada Rio, Renato Saraiva, têm como objetivo engajar a sociedade a agir em defesa do meio ambiente, da justiça social, da diversidade e equidade, da erradicação da fome e da pobreza.


Um dos destaques da programação foi a Regata Ecológica (foto), na qual alunos do Projeto Grael, em Niterói, saíram em 20 barcos com redes coletoras para recolher cerca de 100 quilos de lixo flutuante na enseada da Baía de Guanabara. Os dejetos recolhidos das águas foram encaminhados para a Companhia de Limpeza Urbana de Niterói. A Ball participou da regata ecológica levando 15 crianças do "Cantos de Leitura" da Biblioteca Comunitária Campo Belo, em Nova Iguaçu, projeto que cria espaços que visam proporcionar o contato de catores de material reciclável e de toda a comunidade com a literatura. A regata teve como objetivo promover a conscientização e cidadania ambiental, além de destacar o esporte do barco a vela e mostrar a importância da preservação da Baía de Guanabara.






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