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Lançamento de Papel higiênico sustentável em todo o ciclo de vida

ABNT certifica o novo Carinho Eco Green, da Copapa. O plástico é feito de milho e o tubete , com cola à base de fécula de mandioca, pode ser compostado

Por Sônia Araripe, Editora de Plurale

Um papel higiênico 100% sustentável, desenvolvido com base na economia circular. Esta é a proposta do recém-lançado Carinho Eco Green, fabricado pela Copapa (Companhia Paduana de Papeis), com sede na cidade fluminense de Santo Antônio de Pádua. A verificação de cada etapa do processo de produção - como a embalagem, o uso de 50% de energia renovável, melhor uso para os resíduos, etc - garantiu o rótulo ecológico ABNT AMBIENTAL, que certifica a sustentabilidade dos produtos nas fases de extração de recursos, fabricação, distribuição e descarte. Esta foi a primeira empresa deste segmento tissue - de papeis higiênicos, papel tolha e de lenço de papel - a receber esta certificação no Brasil. O lançamento hoje (29 de janeiro de 2020) - no Museu do Amanhã - foi uma festa comemorando também os 60 anos da empresa.

"Há 11 anos, em viagem à Europa, tinha visto um produto parecido na Itália, mas não era sustentável em todo o seu ciclo. Então, em 2009, começamos as pesquisas para que fosse possível produzir um papel realmente sustentável do começo ao fim do ciclo de vida", contou Fernando Pinheiro, Diretor-Presidente da Copapa, em entrevista para Plurale.

Pesquisas internas e também em parceria com Universidades próximas da sede da fábrica - Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e a Universidade de Viçosa - ajudaram a garantir que todo o ciclo de vida fosse eco. A UENF ajudou a garantir que 100% dos resíduos fossem destinados à indústrias fabricantes de tijolos, mais leves e sustentáveis. A Universidade mineira de Viçosa também colaborou na parte de pesquisas sobre resíduos. Foram investidos em pesquisa de R$10.2 milhões e cerca de R$ 47 milhões em maquinário.

Pesquisas de campo e pesquisas de mercado também. Será que o consumidor pagará e se interessará por um produto sustentável? Esta foi uma dúvida do fabricante até que o Eco Green chegasse hoje às prateleiras dos supermercados. "As pesquisas nos indicaram que, em geral, produtos sustentáveis têm alguns fatores influenciando, como a percepção que costumam ser mais caros; não há muita informação na embalagem e nos pontos de venda sobre porque é sustentável e também que costuma ter uma apresentação mais feia, digamos assim. Trabalhamos cada um destes aspectos até chegarmos ao papel que está sendo lançado", explicou Fernando Pinheiro (foto abaixo). As embalagens coloridas e com informações detalhadas sobre porque o papel é sustentável são diferenciais. Mas não é só: o plástico é feito de milho e o tubete com cola à base de fécula de mandioca, pode ser compostado junto a resíduos orgânicos. "E teremos preço competitivo para o segmento premium", assegurou o Diretor-Presidente da Copapa.

O novo papel será vendido nos mercados que a Copapa já atua - Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. "Ainda não temos uma distribuição nacional, mas estamos avançando", destacou Fernando. A depender da disposição dele - executivo contratado no mercado para tocar a gestão da empresa familiar de 60 anos - e de equipe especializada, o plano de negócios soa consistente. O negócio familiar pequeno prosperou e tornou-se um grande projeto. "Implantamos a Governança Corporativa, Conselhos de Administração e Fiscal, auditoria externa independente, e o faturamento/ano saltou de R$ 80 milhões em 2008 para R$ 315 milhões em 2019. A margem Ebitda deu um salto expressivo, mesmo com este cenário da economia." Está previsto um IPO, de lançamento de ações em bolsa, para 2023, revelou à Plurale o executivo.

Economia circular na prática

A qualidade é assegurada, diz o Diretor-Presidente: o papel possui folha dupla, é suave ao toque e possui alto grau de absorção. O propósito da Copapa é atender aos anseios dos consumidores conscientes, que buscam alternativas de produtos mais sustentáveis. Segundo pesquisa de 2019 da Nielsen - empresa global de gestão de informação que proporciona uma visão completa sobre mercados e consumidores - esse público já representa 42% do mercado brasileiro.

Na extração da matéria prima, a celulose selecionada para produzir o Carinho Eco Green é 100% virgem e certificada pela FSC® (Forest Stewardship Council), uma organização internacional independente, não governamental, sem fins lucrativos, criada para promover o manejo florestal responsável ao redor do mundo. O selo FSC® garante que a celulose é proveniente de florestas plantadas, extraída em conformidade com as leis ambientais internacionais, sem desmatamento de matas virgens, com respeito ao ecossistema e garantia da preservação da floresta para as futuras gerações.

A produção do Carinho Eco Green é feita com produtos químicos de baixo impacto ambiental. Não leva alvejantes adicionais em sua composição, ao contrário do que a maioria das marcas do segmento fazem para deixar o papel ainda mais branco. A Copapa pratica reuso de água no processo produtivo, e emite cerca de 25% menos de toneladas de carbono equivalente em seu processo de fabricação, em comparação à fabricação de um produto de qualidade similar. Além disso, todo carbono emitido na fabricação é neutralizado com plantio de árvores, realizado em parceria com a ONG SOS Mata Atlântica. A marca é certificada pelo selo PRIMA neutro em carbono.

Na distribuição, a Copapa também neutraliza toda emissão de carbono da logística com plantio de árvores, em parceria com a ONG SOS Mata Atlântica. Além disso, tem a meta de substituir combustível fóssil por energia renovável na distribuição. No prazo de três anos, além de adotar empilhadeiras elétricas em seus processos, a companhia substituirá a frota atual para transporte rodoviário por veículos híbridos ou 100% elétricos.

No descarte, o Carinho Eco Green inova ao embalar o produto com plástico feito com polímero compostável, feito à base de milho. Se descartado com resíduos orgânicos em plantas de compostagem, em até 180 dias o material vira adubo. O tubete do rolo é feito com cola à base de fécula de mandioca e sem utilização de químicos que poluem, por isso também pode ser compostado. Já o plástico que embala os fardos que chegam aos pontos de venda são feitos com matéria prima renovável (cana-de-açúcar) e são destinados à reciclagem por meio de logística reversa. Para garantir a reciclagem do mesmo volume de plástico que utilizou, se necessário, a empresa destina o equivalente à Cooperativa de Catadores de Santo Antônio de Pádua. A Copapa também participa do programa de logística reversa em parceria com o programa de geração de renda “Dê a mão para o futuro”, da ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.







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