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ESPECIAL CORONAVÍRUS

ESPECIAL CORONAVÍRUS - "Só há um caminho: o das parcerias"

Clique aqui e leia o paper completo - #whatsnext do #groupcaliber, trabalho relevante coordenado por Dario Menezes.
Por Sônia Araripe, Editora de Plurale
Muitas dúvidas rondam o cenário atual e futuro. Não só em relação à pandemia em si, mas também os vários desdobramentos. Como o planeta irá se comportar dentro do que estamos chamando de “novo normal”? Neste quadro, como os consumidores irão consumir daqui para a frente? E as marcas, como deverão agir?
A consultoria HSR Specialist Researchers acaba de divulgar que desenvolveu um indicador sobre o comportamento das marcas durante este período, segundo a percepção do consumidor. O indicador é calculado com base em três informações: lembrança espontânea da marca em ações voltadas para a crise da Covid-19, associação da marca aos seis atributos essenciais para construção de imagem de marca transformadora e power of voice, ou seja, o potencial de comunicação da marca considerando o número de seguidores dela nas redes sociais. Algumas marcas, que se engajaram e se expuseram mesmo durante a pandemia foram mais lembradas pelo universo de 1 mil entrevistados, como Boticário, Magalu e Ifood.
Outras marcas e segmentos mostraram fôlego para embarcar não só diretamente em ações diretas, mas também indiretas, de ajuda para o setor público e comunidades carentes ao longo da pandemia. Como imaginar, por exemplo, que três dos maiores bancos nacionais privados - Bradesco, Itaú e Santander - pudessem anunciar uma ação única de R$ 50 milhões em torno da compra de material de proteção individual e equipamentos hospitalares? Ou que concorrentes diretos pudessem se unir em torno de causa comum?
Pedimos ao nosso time de Colunistas Plurale análises deste movimento e do que acontecerá no pós-pandemia. Apoio à pesquisas essenciais através do modelo de parceria público-privada. Também a hospitais públicos. O que parecia improvável, simplesmente garantiu que o caos não se aprofundasse.
Empresas foram capazes de pensar “fora da caixa”, com ações sólidas mostrando que sustentabilidade pode sim ser praticada muito além do Relatório de ações de fotos bonitas e leitura quase nula. Juntos, em parceria, combatendo a peste. Foco em pessoas e soluções, como tão bem lembrou o publicitário Washington Olivetto, alertando que a hora não é de oferecer produtos, mas sim de prestar serviços.
A pergunta agora é como será o “novo normal”: o que acontecerá com a sociedade de consumo no pós-bolha? Como os consumidores verão as marcas, considerando as ações feitas durante a pandemia? Empresas se manterão preocupadas com a falta de acesso às condições mínimas de dignidade da vizinhança? Como serão as parcerias entre concorrentes em torno de ações solidárias? Governos pensarão ainda na fome tão próxima?
Não é possível saber agora. Só o tempo dirá. Um ponto acredito ser pacífico: apenas através de parcerias, da união será possível combater inimigo comum. Que venham mais exemplos. Que venha a cura com pesquisas de cientistas brasileiros, em parceria com outros pesquisadores. Só assim poderemos garantir que a Ciência seja o único e verdadeiro caminho para a cura.






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1 comentário | Comente

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Sonia Ribeiro |
É isso mesmo! Nada sabemos. Tantos questionamentos, poucas respostas. Mas uma coisa é certa, nunca a máxima "A União faz a força" foi tão necessária e importante. O momento é de darmos as mãos, mesmo à distância. Abraços.