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Pelo Brasil

O adeus ao cartunista e ilustrador Bruno Liberati

Do Facebook do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro
O cartunista e ilustrador Bruno Liberati, 71 anos, morreu nesta sexta-feira, dia 26 de junho, em sua casa, no Rio de Janeiro. A notícia foi divulgada pelo colunista de O Globo Ancelmo e pelos principais veículos de comunicação do país. Formado em ciências sociais, o ilustrador trabalhou em diversas redações, entre elas, do Jornal do Brasil (JB), Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, revistas Visão e Veja Rio, Companhia das Letras e ajudou muito o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. “Sempre que precisávamos de charges de qualidade, o procurávamos e ele estava pronto para colaborar com a categoria”, lembra Beth Costa, do Conselho Fiscal e ex-presidente do nosso Sindicato.
Devastados, os amigos publicaram várias homenagens no facebook e no grupo de WhatsApp dos jornalistas que trabalharam no JB, o qual Liberati também participava: “Ser humano da melhor qualidade, generoso, amigo, engraçado, inteligente, culto, talentoso, suave, delicado. A correria da vida não vale nada sem os afetos por perto”, escreveu a jornalista Regina Zappa, complementando com lembranças que sua filha Manu tinha do cartunista em sua casa.
Para o jornalista Carlos Franco, “o artista tem mesmo esse poder de, sem régua ou compasso, sem esquadro e sem esquemas, sem tecnologia ou apenas com alguma, na maioria das vezes nenhuma, erguer pessoas e paisagens, nos despertar o que há de mais precioso: a emoção. E Liberati sabia tirar dos traços essa emoção, retratar em caricaturas o que muitas vezes se pretende esconder e que é a nossa marca identitária. Sensível, genuinamente humano, demasiadamente humano, Liberati era, ainda o é, aquilo que cariocamente aprendemos a chamar de “um tremendo boa praça”. Uma figura doce, que sabia ouvir, mais do que falar. Que amava a literatura e o desenho, que tinha uma visão aguda, crítica, sem perder a ternura, do mundo que o rodeava”.
O jornalista Romildo Guerrante também fez uma linda homenagem: “Estou no chão. Conheci poucas almas delicadas como a dele. Amoroso, um bom amigo pra ter junto, pra conversar, discutir. Muito culto, refinado intelectualmente, notei isso desde nossa convivência no JB, nos anos 70, quando ele ainda era um garoto recém-chegado mas já inquieto, espírito buscador de explicações para tudo”.






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