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Cinema verde

Marumbi: a montanha por dentro

Documentário relata a emoção dos montanhistas

Por Nícia Ribas, de Plurale

Lançado em 10 de dezembro no Cine Passeio, de Curitiba, o documentário Marumbi: a montanha por dentro tem recebido aplausos dos espectadores que se emocionam com a beleza de cada cena e com os depoimentos de montanhistas famosos na região. Dirigido por Matias Dala Stella e realizado pela produtora Cinema de Bolso, o filme pode ser visto, gratuitamente, até dia 6 de janeiro em www.cinepasseio.org.

Marco histórico da Serra do Mar, as montanhas Marumbi integram o Parque Estadual Pico do Marumbi, entre os municípios paranaenses de Morretes, Piraquara e Quatro Barras. Além de ser importante registro audiovisual da reserva da Mata atlântica, o filme destaca personagens do montanhismo, como os pioneiros Antoninho Palmiteiro, que ficou conhecido por subir mais de 500 vezes o Marumbi; Henrique Schmidlin, o conhecido “Vitamina”; e Nelson Penteado, o “Farofa”, escritor do livro “As Montanhas do Marumbi”.

Foi através desse livro que o jovem diretor Matias Dala Stella conheceu e se apaixonou pelo tema, partindo para a elaboração do seu terceiro filme, com foco nas relações desses montanhistas com as montanhas, de maneira delicada e sensível.

Matias conta para Plurale como foi seu trabalho: “Desde o começo do projeto o Farofa foi nosso "guia" e nos apresentou os outros personagens. O Vitamina também é uma figura muito conhecida entre montanhistas. Na frente da sua casa, em Curitiba, está pichado "Vita" e as pessoas passam e conversam com ele. Antoninho Palmiteiro é uma pessoa muito querida e lembrada pelos montanhistas, e o único que de fato morou no pé da montanha durante muitos anos. Muita gente ficou surpresa em vê-lo no filme, ele é como uma lenda. Todos gostaram muito de ter participado. E só o Palmiteiro foi mais difícil de achar, em uma casa no Sítio Cercado em Curitiba, ao lado da casa de sua filha.”

A logística foi difícil. Em algumas ocasiões a equipe levou, além de câmera, tripé, equipamento de som, também comida e água. “A trilha é pesada e vertical e fomos nós mesmos, os técnicos, que carregávamos tudo. Já chegávamos cansados e aí então começava o trabalho”, diz Matias.

Para chegar ao alojamento ao pé da montanha também era difícil, por uma longa estrada e depois uma trilha a pé de 2km. Eles tiveram o apoio da Serra Verde Express, a companhia de trem que passa bem em frente ao morro, no meio da Mata Atlântica.

O planejamento começou em março de 2019 e as filmagens na montanha foram no inverno do mesmo ano, que é a época tradicional de montanhismo, por causa da estiagem e pouca chuva. “Filmar em outras épocas é difícil por causa da neblina e da chuva constantes, mas chegamos a fazer filmagens espaçadas em setembro e novembro. Durante a pandemia foi feita a pós produção, de edição e tratamento, finalizando em dezembro de 2020”, conclui Matias.







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1 comentário | Comente

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Rosana Amin Tavares |
Sucesso ao jovem diretor!! Que muitos filmes ele venha dirigir!! Parabéns pelo belo trabalho !!