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Fórum Econômico Mundial aponta em relatório: Saúde e desemprego são os maiores riscos a curto prazo em 2021

Doenças infecciosas e problemas de subsistência são as ameaças mais imediatas que inquietam líderes económicos e políticos, um resultado da pandemia Covid-19, de acordo com relatório anual sobre riscos globais do Fórum Económico Mundial divulgado esta terça-feira.

Na edição do ano passado do Global Risks Report, as guerras comerciais e a polarização política eram as principais preocupações destacadas, mas a crise mundial provocada pelo coronavírus aumentou a ansiedade com problemas como o desemprego e a saúde.

Pela primeira vez, o relatório, realizado pelo Fórum Económico Mundial em parceria com a Marsh & McLennan Companies e o Zurich Insurance Group, classifica os riscos de acordo com o momento em que os participantes do inquérito, cerca de 800 empresários, políticos, ativistas sociais e especialistas em várias áreas, consideram ser as principais ameaças para o mundo.

A curto prazo, nos próximos dois anos, identificaram doenças contagiosas e crises de emprego, mas também acontecimentos climatéricos extremos, desigualdade digital e a insegurança na Internet.

No médio prazo, no espaço de três a cinco anos, acreditam que o mundo será ameaçado por riscos económicos e tecnológicos indiretos, que podem levar vários anos para se materializar, como estouro de “bolhas” de ativos, falhas com infraestruturas tecnológicas, instabilidade de preços e crises de dívida.

A longo prazo, dentro de cinco a dez anos, receiam ameaças existenciais como armas de destruição em massa, colapso dos serviços públicos, perda de biodiversidade e avanços tecnológicos adversos.

O relatório critica a falta de preparação da maior parte dos países para a pandemia, cenário para o qual tinha vindo a alertar desde 2006, e reflete sobre os aspetos positivos e negativos das respostas dos diferentes países.

“Nós sabemos como é difícil para governos, empresas e outras partes interessadas abordar estes riscos de longo prazo, mas a lição que devemos aprender é que ignorá-los não os torna menos prováveis de acontecerem”, vincou Saadia Zahidi, diretora-geral do Fórum Económico Mundial.

A responsável incentiva governos, empresas e sociedade civil a, à medida que se começar a ultrapassar a pandemia, “desenhar urgentemente novos sistemas económicos e sociais que melhorem a resiliência coletiva e capacidade de responder a choques ao mesmo tempo que reduzem a desigualdade, melhoram a saúde e protegem o planeta”.

Zahidi disse que estes princípios vão estar no centro das discussões em Davos, que acolhe os líderes políticos e responsáveis das empresas mais influentes do mundo no âmbito da reunião anual do Fórum Económico Mundial, que decorre entre os dias 25 e 29 de janeiro.

“À medida que governos, empresas e sociedades começam a emergir da pandemia, eles devem moldar urgentemente novos sistemas econômicos e sociais que melhorem nossa resiliência coletiva e capacidade de responder a choques, reduzindo a desigualdade, melhorando a saúde e protegendo o planeta”, afirma Saadia Zahidi, diretor geral do Fórum Econômico Mundial.

Além disso, o documento apontou os dez maiores problemas, que de acordo com as respostas dos entrevistados, representarão um risco crítico para o mundo. Confira:

Os 10 maiores riscos por probabilidade de acontecerem
1. Clima Extremo
2. Fracasso na ação climática
3. Danos ambientais causados pela humanidade
4. Doenças infecciosas
5. Perda da biodiversidade
6. Concentração do poder digital
7. Desigualdade digital
8. Quebra das relações entre Estados
9. Fracasso da cibersegurança

10. Crises de subsistência

Os 10 maiores riscos por impacto mundial

1. Doenças infecciosas
2. Fracasso na ação climática
3. Armas de destruição em massa
4. Perda da biodiversidade
5. Crises de recursos naturais
6. Danos ambientais causados pela humanidade
7. Crises de subsistência
8. Clima extremo
9. Crises financeiras

10. Colapso da Infraestrutura de TI

O Global Risks Report 2021 foi realizado por meio de 841 respostas de parceiros do Fórum Econômico Mundial.







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