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CEBDS e CEO´s de cerca de 30 empresas assinam documento com metas climáticas que podem gerar até US$ 17 bi ao Brasil até 2030

Rio de Janeiro, 13 de abril de 2021 - O Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável
(CEBDS) divulga hoje, com a assinatura de CEO´s de cerca de 30 empresas (veja lista completa
abaixo), o posicionamento "Neutralidade Climática: Uma grande oportunidade", que reitera que
uma meta mais ambiciosa de neutralidade climática para 2050 trará ganhos ao Brasil em diversos
segmentos: economia, com a geração de empregos verdes e investimentos crescentes em soluções
de baixo carbono; comerciais, com poder de negociação mais sólido frente a seus principais
competidores; ambientais, com incentivo à redução dos gases de efeito estufa (GEE); e reputacionais.
Seguir em direção à retomada verde é a única maneira adequada de sermos competitivos,
segundo a presidente do CEBDS, Marina Grossi. "Economicamente falando, o CEBDS crê que um
total de até US$ 17 bilhões possam ser gerados no País a partir de negócios com base na natureza
até 2030. O setor já está engajado, buscando as escolhas certas agora e direcionando os investimentos
para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular,
de baixo carbono e inclusiva, em que os benefícios entre produzir e preservar são claros e representam
ganhos para o Brasil", afirma a presidente do Conselho.
O CEBDS tem liderado o setor empresarial brasileiro devido à urgência para mitigar riscos
decorrentes das mudanças climáticas. "São muitos desafios, mas estamos convictos
que metas mais ambiciosas trarão mais oportunidades para o desenvolvimento de negócios,
resultando em mais investimentos, de recolhimento de tributos e de geração de renda ao
setor privado, à sociedade brasileira e, consequentemente, ao País. O setor empresarial
brasileiro entende ter papel fundamental na superação de tais desafios e que o caminho
passa pelo diálogo transparente e direto entre governo, empresas e sociedade civil, que
são cruciais para os avanços necessários", reitera a presidente do CEBDS, Marina Grossi.
Entenda o cenário: o Acordo de Paris e a NDC brasileira
Com o único objetivo de reduzir o aquecimento global, o Acordo de Paris é um tratado
mundial que foi negociado durante a COP21, em Paris, e foi aprovado em 12 de dezembro
de 2015. Entrou em vigor oficialmente no dia 4 de novembro de 2016, tempo recorde para um
acordo climático dessa envergadura. Suas medidas e metas passaram a valer para todos
os 195 países signatários do Acordo a partir de 2020.
Faltando pouco tempo para a COP-26, prevista para acontecer em novembro, em Glasgow,
o Brasil, que possui 20% da biodiversidade mundial, precisa assumir o papel de protagonista
na agenda climática. Os oceanos e a atmosfera esquentam mais ano a ano por causa das
massivas emissões de gases. Os maiores vilões nessa história são a queima dos combustíveis
fósseis e o desmatamento das florestas (responsáveis por renovar o oxigênio).
Em 2015, o Brasil ratificou o Acordo de Paris para reduzir suas emissões de gases de efeito
estufa. Esse compromisso é fundamental para obtenção de resultados concretos rumo à economia
de baixo carbono. No Brasil, as principais metas da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada,
na sigla em inglês), é conseguir reduzir as emissões de gás carbônico em 37% em relação às
emissões de 2005. A data limite para isso é 2025, com indicativo de reduzir 43% das emissões até 2030
"Estamos em um ano decisivo para a questão climática, comparável ao que foi em 2015 em relação
ao Acordo de Paris. O Brasil - tanto no Leaders Summit on Climate, com o presidente Biden,
nos dias 22 e 23 de abril, quanto em Glasgow, em novembro - tem grande oportunidade para
consolidar seu protagonismo nessa agenda e atrair capital internacional, protegendo sua
floresta e gerando valor com a biodiversidade que temos." "As signatárias sabem que as
empresas brasileiras têm uma oportunidade inigualável nessa agenda, onde há um novo
padrão de mercado com a demanda para produtos e serviços de baixo carbono e inclusivo,
atendendo aos critérios ESG", completa a presidente do CEBDS.
EMPRESAS PARTICIPANTES
CEO´s das seguintes empresas assinaram o documento: Bayer, Braskem, Bradesco,
BRF, CBA, DSM, Ecolab, Eneva, EQUINOR, Icare, Ipiranga, Itaú, JBS, Lojas Renner,
Lwart Soluções Ambientais, Marfrig, Michelin, Microsoft Brasil, Natura, Schneider Electric,
Shell, Siemens Energy, Suzano, Ticket Log, Tozzini, Vedacit, Votorantim Cimentos, Way Carbon.
A iniciativa conta com apoio institucional: Amcham Brasil, ABAG - Associação Brasileira
do Agronegócio, CEBRI - Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Coalizão Brasil Clima
- Florestas e Agricultura e ICC - Câmara de Comércio Internacional.
Sobre o CEBDS
O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) é uma
associação civil sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável por meio
da articulação junto aos governos e a sociedade civil, além de divulgar os conceitos e
práticas mais atuais do tema. Fundado em 1997, reúne cerca de 60 dos maiores grupos
empresariais do país, responsáveis por mais de 1 milhão de empregos diretos. Representa
no Brasil a rede do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que
conta com quase 60 conselhos nacionais e regionais em 36 países e de 22 setores
industriais, além de 200 grupos empresariais que atuam em todos
os continentes. Mais informações: http://cebds.org/






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