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Edelman Trust Barometer 2021 - Estudo revela governos ausentes e medos dos brasileiros

Do Rio

Com trabalho de campo realizado de 30 de abril a 11 de maio de 2021, o Edelman Trust Barometer 2021 – Relatório Especial Mundo em Trauma é uma atualização do Edelman Trust Barometer 2021, lançado globalmente em janeiro e no Brasil em março. Nessa nova edição, foram ouvidas mais de 16.800 pessoas em 14 países: Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Japão, México, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, EAU, Reino Unido e EUA (1.200 respondentes/cada).



Governo ausente
• O Governo como instituição não é confiável em 10 dos 14 países. No Brasil, o índice de confiança no Governo caiu 2 pontos em relação ao estudo lançado em janeiro (campo: 19 de outubro - 18 de novembro de 2020). Atualmente, apenas 37% dos brasileiros confiam no governo, o que coloca a instituição no patamar de não confiável.
• Os líderes governamentais são vistos como menos honestos e menos críveis do que há um ano pelos brasileiros. Apenas 20% dos entrevistados consideram que os níveis de honestidade e de credibilidade dos líderes do governo federal eram altos e continuam altos, enquanto 13% acreditam que eram baixos e que aumentaram e 38% que eram altos e que baixaram.
• O brasileiro considera as empresas mais competentes do que o governo para: responder pela saúde e pela segurança da população na pandemia (34% contra 20%); gerar crescimento econômico e a criação de empregos (33% contra 23%), melhorar o sistema de saúde (27% contra 18%); endereçar inequidades sistêmicas (27% contra 19%); garantir que o sistema educacional forme profissionais para os trabalhos do futuro (24% contra 16%) e combater às mudanças climáticas (24% contra 20%).

Confiança nas autoridades de saúde

Os brasileiros confiam mais na ONU (60%) e na OMS (64%) do que nas autoridades nacionais de saúde do Brasil (54%). A ONU e a OMS são consideraras confiáveis pelos brasileiros, enquanto as autoridades nacionais de saúde são consideradas neutras – ou seja, nem confiável, nem não confiável.

Mentalidade de pandemia
• Enquanto alguns países já começam a deixar a pandemia no passado, 90% dos brasileiros (65% globalmente) afirmam que ainda “estão pensando como na pandemia”.
• Mesmo os brasileiros que já se vacinaram não sentem segurança para retomar atividades normais. Entre os que já receberam as duas doses da imunização, apenas 31% se sentem seguros em ir ao trabalho (31%); 17% em comer em ambientes fechados de restaurantes; 21% hospedar-se em hotéis; 24% em viajar de avião; 10% em mandar as crianças para escolas e 11% em usar transporte público.
• 78% dos brasileiros (67% globalmente) estão preocupados com outra pandemia pior do que a de covid-19.


Consequências da pandemia

• 69% dos brasileiros (55% globalmente) classificam o “agravamento de problemas de saúde mental” como o pior efeito da pandemia. Em seguida, no Brasil, estão “famílias que têm de lidar com a perda de sua moradia e com a ruína financeira” (68%), “jovens com defasagem educacional” (64%), “piora das disparidades econômicas neste país” (62%) e “perda de trabalhos que nunca serão retomados” (57%).
• 79% dos brasileiros afirmam que as mudanças climáticas precisam ser levadas mais a sério como uma ameaça à vida humana, 68% acreditam que estamos no meio de uma perigosa crise de informação e 65% dizem que o Brasil depende demais de outros países para produtos essenciais.

Infodemia sem fim
• O “meu empregador” (66%) ainda é a fonte de informação mais confiável para os brasileiros. Em seguida, aparecem empatadas “reportagens da imprensa com fontes reveladas” e “grandes corporações”, ambas com 57%; “governo federal” (56%); “publicidade” (55%); “reportagens da imprensa sem fontes reveladas” (46%) e “redes sociais” (40%).
• Seguindo forte tendência global, a confiança dos brasileiros nos canais de informação seguem em níveis historicamente baixos. Os mais confiáveis são “mecanismos de busca” (65%) e “mídia tradicional” (52%) e as menos confiáveis são as “mídias sociais” (42%).
• Credibilidade do Jornalista cresce 5 pontos do início do ano para cá no Brasil, hoje com 50%, a frente de líderes governamentais (32%) e líderes religiosos (46%) – apesar deste último ter crescido 10 pontos.
• 44% dos brasileiros consideram que a mídia tradicional está conseguindo reduzir informações enganosas e falsas, à frente dos mecanismos de busca (42%) e das redes sociais (38%).

Expectativas nas empresas
• O “meu empregador” é a instituição mais confiável no mundo e, no Brasil, isso não é diferente. 79% confiam no seu empregador, enquanto 37% confiam no Governo, 63% nas Empresas, 57% nas ONGs e 46% na Mídia.
• Para 68% dos brasileiros, o país não terá condições de vencer seus desafios sem o envolvimento das empresas e, destes, 35% dizem que a pandemia os levou a olhar para as empresas como um agente de mudança.
• 89% dos empregados no Brasil esperam que seus empregadores atuem para resolver problemas da sociedade em geral. Para 92%, eles devem atuar contra as mudanças climáticas e, para 90%, contra a infodemia e contra o racismo.
Para 69% dos brasileiros, apesar de ser horrível, esta pandemia vai ocasionar valiosas inovações e mudanças para melhor na maneira como vivemos, trabalhamos e tratamos uns aos outros.







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