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Índice de sustentabilidade da B3 divulgará ranking ESG das empresas para facilitar análise do investidor

São Paulo, 20 de julho de 2021 – Pioneiro na América Latina, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3) acaba de passar por uma revisão em sua metodologia que o tornará mais simples e transparente para os investidores, permitindo a elaboração de rankings com as empresas de capital aberto mais avançadas na agenda ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança). Desenvolvido em 2005, o ISE B3 convida para participar de seu processo de seleção as 200 ações mais líquidas da bolsa do Brasil.

A nova metodologia inclui a divulgação da nota geral de todas as empresas que participarem do processo de seleção (inclusive as não selecionadas para a carteira), além da pontuação obtida em cada um dos 28 temas que integram as dimensões meio ambiente, governança corporativa e alta gestão, capital humano, capital social e modelo de negócios e inovação.

Todas essas informações estarão disponíveis ao público em geral no site www.iseb3.com.br a partir de janeiro de 2022, quando a nova metodologia entra em vigor. A divulgação dos dados permitirá, por exemplo, que investidores direcionem, com maior clareza, seus recursos para empresas com as maiores pontuações no tema ESG segundo o ISE B3. Atualmente, a metodologia do índice não prevê a divulgação das notas individuais nem por temas, não possibilitando a comparação entre diferentes setores e empresas no país.

"O ISE B3 é um indicador importante para os investidores que estão ávidos por ativos sustentáveis, mas também tem o papel de estimular as empresas a avançarem em suas práticas ESG", afirma Ana Buchaim, diretora-executiva de Pessoas, Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da B3.

De acordo com a executiva da bolsa do Brasil, a reformulação do índice, a mais importante em 16 anos de existência do ISE B3, reforça a transparência do processo e permite que, de fato, as empresas mais evoluídas na agenda ESG tenham destaque na carteira. "Faz parte do nosso compromisso com a evolução da pauta de sustentabilidade entregar um indicador que esteja à altura da sofisticação que o mercado vem ganhando nessa área", completa Ana.

A B3 também trouxe parceiros com metodologias internacionalmente reconhecidas para avaliar o risco de imagem e os temas de mudança do clima, permitindo ainda maior robustez nessas avaliações. A nota sobre mudança do clima, por exemplo, passa a ser feita com base no CDP (Carbon Disclosure Project), organização internacional criada por investidores que solicita informações de mudanças do clima para as maiores empresas do mundo. A nota obtida pela companhia no CDP precisa estar igual ou acima da pontuação C para que ela possa fazer parte do índice da B3. O mesmo ocorre com o risco reputacional das empresas, que passa a ser avaliado pela RepRisk, com índice (RRI) sempre menor ou igual a 50 nos dos anos anteriores à divulgação do índice.

De acordo com Rebeca Lima, Diretora-Executiva do CDP Latin America, "há 20 anos o CDP ajuda a colocar a mudança climática no centro da tomada de decisões. Hoje, são mais de 10 mil organizações que reportam os dados relacionados às suas ambições climáticas na nossa plataforma. Nesse sentido, o CDP se une ao ISE B3 para integrar o reporte, buscando facilitar para as empresas que divulgam seus dados à essas duas iniciativas. Essa parceria entre CDP e ISE B3 vai além da integração de dados e informação, mas amplifica o impacto dos esforços das duas organizações na promoção da transparência corporativa e do reporte climático."

"Estamos muito entusiasmados com esta nova parceria com a B3", disse Alexandra Mihailescu Cichon, vice-presidente executiva de vendas e marketing da RepRisk. "Os dados RepRisk permitem que os tomadores de decisões financeiras reajam rapidamente aos riscos ESG materiais que podem se traduzir em riscos financeiros, de reputação ou de conformidade. Temos o orgulho de oferecer essa capacidade aos investidores no mercado sul-americano com a integração de nossos dados ESG com foco em risco e atualizados diariamente neste índice da B3 com foco em sustentabilidade. Além disso, estamos orgulhosos de trabalhar com a B3 para criar mais avanços para o ESG em estratégias de investimento, especialmente porque o ESG viu um crescimento sem precedentes nos últimos anos".

Atualizações mais frequentes – A nova metodologia do ISE B3 também aumentará a regularidade de revisão da carteira do índice, permitindo captar eventuais mudanças na gestão das empresas num prazo mais curto. Em vez de uma única avaliação anual, as empresas que integram o índice serão revisadas duas vezes ao ano, em maio e setembro.

Para garantir que a pontuação obtida pelas melhores empresas também influencie a composição do ISE B3, as mudanças feitas a partir do ano que vem garantirão que as companhias com as notas mais altas também terão maior peso na composição do índice. Com isso, o indicador deixa de refletir apenas o valor de mercado das companhias e passa a ter como critério principal as notas obtidas no score ISE B3.

A nova metodologia foi construída em conjunto com diversos stakeholders. A B3 ouviu e acatou as demandas e sugestões de investidores, empresários e analistas, além de incorporar 55% das 1.278 contribuições recebidas na consulta pública.

"O processo ficou mais objetivo e os questionamentos estão mais próximos ao que o mercado está habituado a reportar, considerando a sinergia com os padrões internacionais. Apesar da redução do questionário, não há nenhum prejuízo de temas abordados. Pelo contrário, o grau de exigência ESG aumentou, mas ficou mais intuitivo participar do processo", afirma Luís Kondic, diretor de Produtos Listados e de Dados da B3.

As companhias podem se inscrever a partir de 20 de julho no site www.iseb3.com.br.

O que muda para no ISE B3?

  • Divulgação das notas individuais obtidas por cada uma das empresas que participarem do índice, com detalhamento, inclusive, por temas que vão do capital humano a práticas de negócios e mudança climática, permitindo a comparação entre companhias e entre setores. Informações estarão disponíveis no www.iseb3.com.br;
  • Questionários elaborados com perguntas específicas para o setor de atuação de cada empresa permitirá o aprofundamento da análise das companhias;
  • Risco reputacional passa a ser um critério para eliminação de empresas da carteira do ISE B3;
  • Revisão da carteira duas vezes ao ano, permitindo ajustes em prazo mais curto.

O que muda para as empresas?

  • Simplificação e redução de cerca de 40% do questionário a partir da reorganização das perguntas, combinação de tópicos similares e eliminação de questões inconclusivas, além da eliminação do item Mudança de Clima, que passa a adotar o resultado do questionário aplicado pelo CDP;
  • Inscrições gratuitas. Antes o valor era de até R$ 35 mil;
  • Alinhamento a padrões internacionais;
  • Eliminação da quantidade máxima de empresas permitidas no índice;
  • Maior transparência e comparabilidade nas jornadas ESG de cada companhia;

Sobre o ISE B3

O Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 (ISE B3) foi criado em 2005, sendo o quarto do tipo no mundo. São convidadas a participar as empresas que detém as 200 ações mais líquidas na B3. O índice conta com um Exchange Traded Fund (ETF), o ETF ISUS11 (fundo de índice), listado em 31/10/2011, uma opção ao investidor atento a esta agenda. Além do ETF, outros 14 fundos de investimento são atualmente indexados ao ISE B3, somando pouco mais de R$ 652 milhões em patrimônio líquido (em 30/06).

Sobre a B3

A B3 S.A. (B3SA3) é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo e uma das maiores em valor de mercado, entre as líderes globais do setor de bolsas. Conecta, desenvolve e viabiliza o mercado financeiro e de capitais e, junto com os clientes e a sociedade, potencializa o crescimento do Brasil.

Atua nos ambientes de bolsa e de balcão, além de oferecer produtos e serviços para a cadeia de financiamento. Com sede em São Paulo e escritórios em Londres e Xangai, desempenha funções importantes no mercado pela promoção de melhores práticas em governança corporativa, gestão de riscos e sustentabilidade.







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