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Nespresso Brasil avança na economia circular

Programa de reciclagem comemora 10 anos. Ciclo sustentável é completado pela reciclagem de cápsulas de alumínio, assim como pelo reaproveitamento do pó de café na compostagem, para cooperativas de pequenos produtores orgânicos de frutas e hortaliças, e pela entrega de cestas de alimentos produzidos para a população em situação vulnerável.

De Plurale

Com 15 anos de Brasil, a Nespresso reforça seu compromisso com a gestão de resíduos e com a meta de ser carbono neutro até 2022

O sonho de todas as empresas é ter o menor impacto possível sobre o meio ambiente e tentar fechar o ciclo de produção. Pensando em como praticar cada vez mais a economia circular, a Nespresso no Brasil está comemorando 10 anos de seu Programa de Reciclagem e 15 anos de operações no país, avançando em novas frentes. Desde o fim de 2020, o Centro de Reciclagem da Nespresso, localizado em Osasco, SP, que faz a separação – sem o uso de água – do alumínio e da borra de café, passou a destinar este último material para compostagem. A borra, que antes seguia para uma indústria de fertilizantes, agora é utilizada como adubo por cooperativas de pequenos produtores orgânicos de hortaliças e frutas. O ciclo se fecha com a doação de cestas de produtos orgânicos, distribuídas à população em situação de vulnerabilidade por organizações cadastradas pelo Banco de Alimentos da Prefeitura de São Paulo.

“A sustentabilidade é uma responsabilidade encadeada e compartilhada. Estamos em uma jornada constante de melhoria, com ações de engajamento com o consumidor, com o objetivo de aumentar a taxa efetiva de reciclagem”, diz Cecilia Seravalli, Gerente de Sustentabilidade da Nespresso no Brasil.

“Estamos em uma jornada constante de melhoria, com ações de engajamento com o consumidor, com o objetivo de aumentar a taxa efetiva de reciclagem” - Cecilia Seravalli, Gerente de Sustentabilidade da Nespresso no Brasil

Logística reversa – A Nespresso investe mais de R$ 5 milhões de reais por ano em ações ligadas à reciclagem. E vem aumentando os pontos de coleta de cápsulas usadas por todo o Brasil (hoje são mais de 200 pontos de coleta), além de oferecer orientação sobre reciclagem aos clientes que não estão saindo de casa. “Ao longo desses 10 anos de atuação já reciclamos milhares de toneladas de cápsulas vindas de todos os cantos do Brasil” - comemora Cecilia Seravalli.

Centro de Reciclagem da Nespresso, localizado em Osasco, SP faz a separação – sem o uso de água – das sobras da borra de café contida nas cápsulas retornadas. (Foto de Deividi Corrêa/ Nespresso Brasil)

A gerente de Sustentabilidade explica à Plurale que, atualmente, 100% dos consumidores das cápsulas da Nespresso Brasil têm acesso a pelo menos uma alternativa para coleta cápsulas usadas, sem custo e em qualquer lugar do Brasil. “Nossa meta é chegar a 20% de reciclagem efetiva até o fim de 2021 e 50% até 2025”, frisa Cecilia.

Além dos mais de 200 pontos de coleta de cápsulas espalhados pelo Brasil, há ainda a Entrega Verde, solução de logística reversa em que a entrega – com a devolução das cápsulas usadas - é feita por portadores de bicicletas, em 19 bairros da capital de São Paulo, 30 bairros da cidade do Rio de Janeiro, assim como em regiões de Porto Alegre e Recife. E mais: quem não está próximo dos pontos de coleta pode enviar as cápsulas gratuitamente pelos Correios. Basta solicitar uma “Autorização de Postagem” no site https://www.nespresso.com/reciclagem.

Até antes da pandemia, muitos consumidores tinham como uma das principais alternativas entregar as cápsulas usadas nas lojas da Nespresso ou em pontos de coleta, como lojas da rede de supermercados Pão de Açúcar e alguns hotéis. Entretanto, com o isolamento social, este processo mudou um pouco. “Menos pessoas passaram a sair de casa para ir às lojas e resolvemos ampliar a estratégia que já estava em curso, de retorno das cápsulas pelos Correios e de orientação pelo site de destinação correta”, explica a Gerente de Sustentabilidade da Nespresso no Brasil.

O caminho foi incentivar, através de material bem didático no site da Nespresso, as melhores formas de fazer o descarte: com a separação e a destinação corretas e reaproveitando ao máximo a borra do café, mesmo em casa.

A parceria com os Correios foi intensificada em 4 cidades onde antes não havia ponto de coletas em projeto-piloto – como Fortaleza (CE), Santos (SP) e Piracicaba (SP). Nas cidades de parceria, a coleta é feita em contêineres de papelão sob medida, que, uma vez cheios, bastam ser lacrados e enviados para o Centro de Reciclagem paulista.

Pó de café vira adubo orgânico – Cecilia lembra que a preocupação com a economia circular começou lá atrás, anterior mesmo à produção. “Antes de lançar o produto, precisamos pensar sobre o material de que ele é feito, se é reciclável, se dura menos ... Tem muitas questões antes da reciclagem”, destaca.

A cápsula da Nespresso é feita de alumínio, um dos produtos mais reciclados no mundo - o Brasil, aliás, é um dos países recordistas, com 97% de índice de reciclagem – e para fechar o ciclo do material, as cápsulas agora estão sendo fabricadas com alumínio reciclado. A meta é que, até ano que vem, todas as cápsulas produzidas pela Nespresso terão no mínimo 80% de alumínio reciclado em sua composição. Restava, entretanto, fechar o ciclo da borra de café, digamos assim. Foi então que, a borra passou a ser destinada para adubo, em um projeto no Brasil, chamado Nespresso Hortas.

A separação do resto de borra de café das cápsulas da Nespresso é realizada no Centro de Reciclagem em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, que opera desde 2011 e marca os 15 anos de operação da companhia no País. O processo gera um rico material orgânico, que é encaminhado para 15 produtores da região de Parelheiros (SP), através da Cooperapas – Cooperativa Agroecológica de Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo.

Foi realizado um aporte no valor de R$ 100 mil na Cooperapas e foram adquiridas 3,5 mil cestas de alimentos orgânicos, doadas a entidades que apoiam pessoas em situação de vulnerabilidade. Essas instituições estão registradas no Banco de Alimentos da Prefeitura de São Paulo. Até o final do ano, 3.500 famílias receberão cestas de alimentos orgânicos.

O agricultor Juarez Andrade Sales, da Cooperativa Agroecológica de Produtores Rurais e de Água Limpa (SP) mostra o adubo orgânico com borra de café da Nespresso. “Estamos muito satisfeitos. A borra do café serve também como bom repelente natural contra os insetos.” (Foto de Divulgação/ Nespresso Brasil)

Agricultores orgânicos - O agricultor Juarez Andrade Sales, 68 anos, foi um dos escolhidos pela Cooperapas para receber o material orgânico da borra de café. “Um amigo me falou do projeto e fiquei interessado. Recebemos duas remessas aqui para o sítio e já utilizamos em uma colheita e outra para o plantio do que iremos colher em setembro”, explicou. Produtor de hortaliças orgânicas (alface, couve e ervas medicinais), Juarez também planta mandioca e algumas frutas. “Estamos muito satisfeitos. A borra de café serve também como bom repelente natural contra os insetos”, relata.

A agricultora Rose Duarte, também associada à Cooperapas, comemora a produção ainda mais sustentável com o adubo orgânico. “Estou muito satisfeita. O morango está enorme. A nossa couve e outras hortaliças ficaram mais cheias e mais verdes”, conta. (Foto de Divulgação/ Nespresso Brasil)

Outra produtora associada à Cooperapas, Rose Duarte, também está satisfeita com o novo complemento para o adubo orgânico. “Sempre vi a minha avó colocar a borra de café na terra dos vasinhos de plantas. Estou muito satisfeita. O morango está enorme. A nossa couve e outras hortaliças ficaram mais cheias e mais verdes”, comemora. Rose recebeu a primeira remessa em março deste ano e está vendo resultados não só nas hortaliças, mas também nas ervas medicinas e nas PANCs (Plantas Alimentícias não-convencionais), como capuchinhas e ora pro nobis. “O adubo orgânico produzido com a ajuda da borra do café nos assegura uma produção mais sustentável”, reforça a produtora.

Assistência técnica - Cecilia Seravalli também está feliz com os primeiros resultados deste programa. “Foi uma maneira que trouxe mais significado para a segunda vida do café. Além de doar esse café, oferecemos assistência técnica através da Morada da Floresta. Foi um benefício entregue para esses agricultores sem custo. A intenção é doar tudo o que a gente tem e atingir o maior número de agricultores possível, e dar um significado para essa borra de café”, explica a Gerente de Sustentabilidade da Nespresso no Brasil.

A Morada da Floresta – especializada em compostagem e produtos com menor impacto ambiental, como fraldas reutilizáveis – tem sido parceira importante do programa Nespresso Hortas, ensinando os produtores a transformar o pó de café em adubo orgânico. "O projeto é extremamente importante, reforça a viabilidade da economia circular em diversas escalas. Além de devolver matéria orgânica para o solo e ofertar um insumo para adubação orgânica, estamos ajudando na redução de custos dos produtores. O projeto exemplifica a importância de parcerias para efetivação da economia circular, juntando seus diversos elos", diz Victor Argentino, consultor técnico da Morada da Floresta.

A Gerente de Sustentabilidade da Nespresso no Brasil destaca que o ciclo é fechado com o fortalecimento de recicladores, produtores e famílias em situação de vulnerabilidade. “Gostamos de trabalhar a questão do relacionamento. Para as cooperativas de reciclagem, por exemplo, fizemos doações de cestas básicas e de equipamentos de proteção individual. Falando ainda de economia circular, os uniformes usados em nossas boutiques, trocados de tempos em tempos, são doados para uma organização chamada Retalhar, que os converte em cobertores. Recentemente, doamos 350 cobertores para pessoas em situação de rua que vivem próximas às nossas cooperativas”, diz Cecilia.

Economia circular - Já o alumínio, é destinado à indústria siderúrgica, e volta para o seu ciclo de vida em formas variadas, como bicicletas, canetas e até peças de esquadria. O alumínio reciclado requer 95% menos energia para produzir do que o alumínio virgem, além de colaborar com uma redução significativa na pegada de carbono. A Nespresso assumiu o compromisso de que, até 2022, suas cápsulas da linha Original serão produzidas com 80% de alumínio reciclado e as da linha Vertuo, com 85%.

“A economia circular ajuda na redução da pegada de carbono. Segundo um relatório da The Ellen MacArthur Foundation, empresas que adotam essas iniciativas podem ter uma redução de 48% nas emissões de CO2, e por isso buscamos aumentar cada vez mais a reciclagem; utilizar alumínio reciclado e dar uma segunda vida aos resíduos”, aponta Cecilia Seravalli.

Mas não é só. Está em curso, também, uma ação para eliminar o plástico de uso único – como mexedores de café e outros materiais descartáveis – nas boutiques da Nespresso, em diferentes pontos no Brasil. Tudo isso como parte de ação global na direção da redução das emissões e da meta de carbono neutro. “A economia circular será importante ferramenta para reduzir nossas emissões. Quanto mais reciclarmos, melhor será nossa performance nos inventários e menor nossa emissão de carbono. Já tínhamos o objetivo de neutralizar todas as nossas emissões. E quando falamos das emissões das operações da Nespresso, desde 2017 já somos neutros em carbono nas nossas operações, como escritórios, boutiques e fábricas, por meio do plantio de árvores em áreas produtoras de café e circundantes”, explica Cecilia.

Foram plantadas 5,2 milhões de árvores ao redor do mundo e, antes de fechar o ano em 2020, foi firmado o compromisso da Nespresso de ser carbono neutro até 2022, com a neutralização desde o cultivo do café até a reciclagem. “Um super desafio”, conclui Cecilia.

Parceria com cooperativas - A Nespresso tem parceria com 80 cooperativas de reciclagem em 14 cidades, que trabalham com coleta seletiva para a triagem de cápsulas em diversas regiões, um trabalho importante pelo impacto ambiental e social gerado. A marca adquire essas cápsulas e as leva até o Centro de Reciclagem, gerando renda para esses trabalhadores.

Telines Basílio, mais conhecido como Carioca, é um dos parceiros da Nespresso nessa frente. Presidente da Coopercaps há 13 anos, atua no gerenciamento de resíduos dentro do cenário de cooperativas de reciclagem – e proporciona a mais de 350 famílias a oportunidade de ingressar ao mercado de trabalho, por meio do cooperativismo, promovendo capacitação profissional e desenvolvimento socioambiental.

Hoje, 100% das fazendas fornecedoras para Nespresso no Brasil fazem parte do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável, desenvolvido em 2003 em parceria com a Rainforest Alliance, para fornecer aos produtores conhecimentos e técnicas que os apoiem na produção de um café de alta qualidade, utilizando práticas sustentáveis e também contribuindo para sua qualidade de vida. Foto de Selva Bizarria/ Divulgação Nespresso

Carbono neutro - Todas as xícaras de café Nespresso serão neutras em carbono até 2022. A marca vai atingir neutralidade em emissões de carbono por meio de iniciativas como redução da emissão de carbono com uso sustentável de energia na cadeia de valor e aumento da circularidade dos produtos e embalagens, insetting, com plantio de árvores nas fazendas das quais a Nespresso adquire café e arredores e offsetting, com suporte e investimento em projetos de compensação de carbono de alta qualidade.

Hoje, 100% das fazendas fornecedoras para Nespresso no Brasil fazem parte do Programa Nespresso AAA de Qualidade SustentávelTM, desenvolvido em 2003 em parceria com a Rainforest Alliance, para fornecer aos produtores conhecimentos e técnicas que os apoiem na produção de um café de alta qualidade, utilizando práticas sustentáveis e também contribuindo para sua qualidade de vida. Atualmente, mais de 110 mil fazendas parceiras em 17 países participam e são auxiliados por mais de 450 agrônomos, que os ajudam a cultivar o café de forma ambiental, social e economicamente sustentável.

Com o objetivo de restaurar 277 hectares da floresta de Mata Atlântica, a Nespresso se uniu com a Fundação SOS Mata Atlântica em uma parceria que pretende revitalizar a região da bacia do Rio Pardo, em São Paulo. A Nespresso já investiu US$ 170 mil na iniciativa, que resultou no plantio de 70 mil árvores de mais de 60 espécies nativas, em 30 hectares. A ação criará corredores ecológicos, recuperando a mata na margem de rios e nascentes. Fazendas de café com espécies nativas também farão parte da restauração. A previsão é chegar a quase 700 mil árvores plantadas, além do cuidado, restauração e proteção de 154 nascentes.

Estratégia global – Todas estas ações fazem parte da estratégia global da empresa – um grande guarda-chuva chamado The Positive Cup, que tem como principal objetivo possibilitar que cada xícara de café da empresa seja sustentável. Iniciada em 2014 em todo o mundo, a estratégia tem foco em três pilares essenciais: trabalho com produtores e produtoras de café, gestão responsável do alumínio (material infinitamente reciclável, a partir do qual as cápsulas Nespresso são feitas) e clima. Hoje, a marca fecha esse ciclo no Brasil com 100% dos cafés adquiridos produzidos de maneira sustentável e 100% de capacidade de reciclagem, o que significa levar a cada consumidor Nespresso uma alternativa para coleta das cápsulas usadas.

“Nos últimos sete anos, The Positive Cup tem nos guiado em nossa jornada de sustentabilidade, garantindo que mantenhamos o foco e o ímpeto absolutos para atingir nossos objetivos. Aprendemos muito e estamos orgulhosos das conquistas, mas sabemos que precisamos fazer mais e acelerar nossa jornada para 2030, nesta que é uma década decisiva, aumentando a escala do nosso programa de aquisição de café, expandindo a reciclagem das nossas cápsulas por meio de abordagens que abrangem toda a indústria, impulsionando a inovação e conduzindo a mudança sistêmica, especialmente por meio de sistemas agroflorestais. Nespresso The Positive Cup é a plataforma de lançamento e o modelo de sucesso sobre o qual continuaremos trabalhando para impulsionar mais avanços para a preservação do futuro do nosso planeta”, conclui Jérôme Perez, Líder Global de Sustentabilidade da Nespresso. Como parte da estratégia 2014-2020, a Nespresso investiu aproximadamente 3.3 bilhões de reais (585 milhões de francos suíços) no avanço da sustentabilidade de suas operações, desde a obtenção de café certificado e sustentável até a redução de carbono e a reciclagem de cápsulas.

COMO RECICLAR

Hoje, a Nespresso oferece a 100% dos consumidores pelo menos uma solução para reciclagem de cápsulas usadas:

  • Afim de levar mais comodidade ao cliente, a Nespresso oferece a solução de logística reversa Entrega Verde para alguns bairros de São Paulo e Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, que promove a coleta de cápsulas usadas no ato da entrega de novas cápsulas, sem que o cliente precise ir até um ponto de coleta;
  • A Nespresso ainda conta com mais de 200 pontos de coleta espalhados pelo Brasil;
  • O consumidor que não tem acesso a um ponto de coleta pode enviar suas cápsulas pelos Correios, sem custo, solicitando uma Autorização de Postagem por meio do site https://www.nespresso.com/reciclagem.







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1 comentário | Comente

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Luiz |
Excelente essa matéria! Além de trabalhar com foco na sustentabilidade e mostrar, através dessa ação, como a circularidade é possível, a Nespresso dá exemplo na questão dos relacionamentos - vitais para conectar pessoas e negócios. Admirável! Parabéns.

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