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Nova espécie de macaco é descoberta pela Neoenergia na região de Teles Pires

O sagui-de-Schneider foi encontrado em Mato Grosso, na região entre os rios Juruena e Teles Pires

Nova espécie foi localizada em estudos do Programa de Monitoramento de Primatas,

realizado pela UHE Teles Pires | Foto: R.Costa-Araújo

Da Neoenergia

O Programa de Monitoramento de Primatas, executado em conformidade com licença ambiental da Usina Hidrelétrica Teles Pires, controlada pela Neoenergia, contribuiu diretamente para a descoberta de uma nova espécie de primata, o sagui-de-Schneider (Mico schneideri). Pertencente ao grupo dos saguis da Amazônia, o macaco foi identificado em seu habitat, no Mato Grosso, uma das áreas de influência da usina, que fica na fronteira dos estados do Pará e Mato Grosso, nos municípios de Jacareacanga (PA) e Paranaíta (MT). A iniciativa da UHE Teles Pires integra uma série de 44 programas e ações socioambientais? realizados pela Neoenergia na região e que já foi responsável por identificar outras novas espécies, a exemplo do primata zogue-zogue, três tipos diferentes de peixes e uma orquídea.

A identificação do sagui-de-Schneider é resultado de um trabalho de pesquisa de seis anos feito por uma série de especialistas que contribuíram no monitoramento, coleta e análise de itens como DNA, morfologia, estrutura e pelagem do macaco, para então definirem o sagui como uma nova espécie, nomeada Mico schneideri em homenagem a Horacio Schneider, o pioneiro da filogenética de primatas neotropicais. O gerente de meio ambiente da UHE Teles Pires, Ivan Sobreira Neto, destaca a relevância do estudo. "Através dos nossos programas de monitoramento de fauna e flora, conseguimos mapear muitas espécies existentes e ainda descobrimos novas. A região Amazônica é rica em biodiversidade e iniciativas como essa contribuem para a ciência, além de serem marcos importantes voltados a preservação do meio ambiente".

O professor Dr. Fabiano Rodrigues Melo da Universidade Federal de Viçosa (MG) integrou o time de pesquisadores responsáveis pelo acompanhamento do programa e reforça os resultados alcançados. "Os saguis amazônicos do gênero Mico são endêmicos, pouco conhecidos da região e, portanto, prioritários para pesquisas e esforços de conservação. Assim, os estudos ambientais são fundamentais para a sustentabilidade econômica do país e vimos na prática as conquistas obtidas quando se tem profissionais e empresas com boa capacidade técnica e um direcionamento sensível e adequado para a condução e validação das pesquisas".

O estudo foi liderado pelo pesquisador Rodrigo Costa Araújo, que teve o sagui-de-Schneider como um dos objetos de estudo do seu doutorado. "Além da satisfação pessoal por ter trazido novas espécies de primatas ao conhecimento da ciência e da sociedade, este tipo de pesquisa é fundamental para conhecer a biodiversidade da maior floresta tropical do planeta. Pesquisas básicas sobre a biodiversidade formam a base para qualquer iniciativa de conservação da natureza e mitigação de impactos ambientais porque, simplesmente, não se pode proteger ou manejar espécies que não conhecemos. Espero que essa parceria de sucesso seja fortalecida e ampliada, de forma que possamos gerar novas descobertas na região dos rios Juruena e Teles Pires e, assim, contribuir para conhecer e conservar as espécies".

Biodiversidade

Essa não é a primeira descoberta de nova espécie realizada pelas iniciativas de monitoramentos e preservação da fauna, flora e meio físico nas regiões de influência da UHE Teles Pires. Em 2019, foi identificado um primata batizado de Plecturocebus grovesi (zogue-zogue-de-Groves). O nome é uma homenagem ao professor britânico Colin Groves, uma das maiores autoridades mundiais em taxonomia de primatas.

No mesmo ano, foram descritas três novas espécies de peixes dentro do Programa de Monitoramento e Estudos da Ictiofauna da usina. As novas espécies são Myleus pachyodus (família Serrasalmidae), Ageneiosus apiaka (família Auchenipteridae), e Hyphessobrycon pinnistriatus (sem família definida). Por fim, na lista de descobertas encontra-se a orquídea batizada de Catasetum telespirense Benelli & Soares-Lopes.

"Por meios dos nossos programas e ações socioambientais previstos no Licenciamento Ambiental, buscamos o equilíbrio econômico, social e ambiental da região onde estamos presentes. Com um trabalho bem executado, temos colhido ótimos resultados em Teles Pires, que representam excelentes conquistas para a biodiversidade e o meio ambiente", afirma o analista ambiental da Neoenergia, João Cabeza.

Realizados desde 2012, os estudos científicos feitos em parcerias com universidades e outras instituições nas áreas de floresta no entorno da usina, encontraram uma alta diversidade de fauna e flora, com a presença de muitas espécies raras. O programa inventariou 6.322 árvores de 322 espécies diferentes e outras 2.690 plantas de 254 espécies que compõem a floresta na área de implantação do empreendimento e no entorno do reservatório. Toda foram catalogadas e são periodicamente monitoradas, para a sua proteção.

SOBRE A NEOENERGIA: Companhia de capital aberto com ações (NEOE3) negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Parte do grupo espanhol Iberdrola, a empresa atua no Brasil desde 1997, sendo atualmente uma das líderes do setor elétrico do país. Presente em 18 estados e no Distrito Federal, seus negócios estão divididos nas áreas de geração, transmissão, distribuição e comercialização. As suas distribuidoras, Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Pernambuco (PE), Neoenergia Cosern (RN), Neoenergia Elektro (SP/MS) e Neoenergia Brasília (DF) atendem a mais de 15 milhões de clientes, o equivalente a uma população superior a 37 milhões de pessoas.

A Neoenergia possui 4 GW de capacidade instalada em geração, sendo 88% de energia renovável, e está implementando mais 1 GW com a construção de novos parques eólicos. Em transmissão, são 1,4 mil km de linhas em operação e 5,3 mil km em construção. Por meio do Instituto Neoenergia, fomenta o desenvolvimento sustentável a partir de ações socioambientais e, assim, contribui para a melhoria da qualidade de vida das comunidades onde a empresa atua, sobretudo, pessoas mais vulneráveis, visando sempre pelo desenvolvimento sustentável. A companhia é primeira empresa no País a patrocinar exclusivamente a Seleção Brasileira de Futebol Feminino, dando nome à competição nacional, que passa a se chamar Brasileirão Feminino Neoenergia. Desde janeiro 2021, integra a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão – que reúne companhias que possuem as melhores práticas de governança e sustentabilidade corporativa.







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