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Congresso da Abrapp - Uma parceria histórica entre entidades de previdência privada

Por Luiz Fernando Bello, Especial para Plurale

O Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, coordenou o evento híbrito - parte presencial e também on-line.

A parceria histórica entre ABRAPP e FENAPREVI (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) foi destacada pelo presidente da federação, Jorge Nasser, em sua fala destacou a união das partes de um mesmo sistema de proteção social. O anfitrião, presidente da ABRAPP, foi mais um a declarar que o brasileiro, precisa poupar mais e, acima de tudo, poupar melhor. Com o susto da pandemia, a população aplicou R$ 160 bilhões em cadernetas de poupança, ativo muitas vezes com retorno negativo, uma "poupança do medo", em vez de assegurar seu futuro com o planejamento financeiro possibilitado pelos gestores de previdência complementar. Ricardo encerrou elogiando os esforços conjuntos da ABRAPP, da PREVIC e do CNPC no desenvolvimento da agenda da sociedade civil na busca por segurança na maturidade.

Fica o desejo de que se realize o sonho de uma previdência complementar una que, através de sadia concorrência entre gestores, ofereça produtos de qualidade a preços convidativos para que o brasileiro passe a velhice com conforto e segurança.

A jornalista Mara Luquet moderou o Congresso da Abrapp com maestria. Nesta rodada conversou com os economistas e especialistas Mansueto Almeida, José Roberto Afonso, Marcelo Ramos e Marlon Nogueira.

Muitos problemas e nenhuma solução poderia ser o título do painel sobre "POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A PREVIDÊNCIA". Mais uma vez com a moderação da incansável Mara Luquet o painel contou com a presença
de José Roberto Rodrigues Afonso, Economista e autor do estudo base LPPP, Mansueto Almeida, Sócio e Economista-chefe do BTG Pactual, Marcelo Ramos, Vice-Presidente da Câmara dos Deputados, e de Narlon Gutierre Nogueira, Secretário de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência. O primeiro a falar foi o deputado Marcelo Ramos que, depois de falar sobre seu projeto de lei que visa flexibilizar as regras de investimento de previdência complementar de forma a permitir maiores investimentos em infraestrutura, especialmente nos municípios aos quais forem ligadas as entidades, e também a participação de instituições de menor porte. O deputado alertou para o falso dilema entre responsabilidade fiscal e responsabilidade social.

Mansueto complementou ao dizer que o Brasil tem salvação desde que consiga vencer o desafio de mudar a composição dos gastos públicos de maneira de maneira bem planejada e racional. Comentou que a retração dos bancos públicos de fomento abriu espaço para o desenvolvimento do mercado de capitais e as reformas trabalhista e previdenciária realizadas em conjuntura extremamente desfavorável. Quanto à previdência pública, afirmou que com a crescente desvinculação entre trabalho e emprego ("pejotização") fica ainda mais complicada a situação.

Afonso criticou a ênfase fiscal das meias reformas que acabaram por não resolver os problemas inerentes a proteção social, especialmente pelo Brasil ser um dos países onde o descolamento do trabalho do emprego. Tornando o problema mais complexo, o descolamento por aqui é cada vez maior entre os trabalhadores de maior renda que não costumam contribuir para a previdência. Bomba-relógio. O modelo tem que mudar. Mas, por enquanto, só se sabe que não será o mesmo.

Secretário de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência, Narlon Nogueira começou sua apresentação falando sobre o forte impacto que a evolução da demografia no Brasil terá sobre o sistema previdenciário, pois, no final do século, a população brasileira será composta por 40% de idosos. Falou também dos desafios de hoje que são normalizar o atendimento no INSS e as perícias médicas que vem gerando sérios transtornos para os segurados. Isto em cenário de restrição orçamentária e de escassez de pessoal no INSS. Disse ser necessária a atualização das leis complementares 108 e 109 que gerem a previdência complementar, pois se passaram 20 anos desde sua promulgação, e que a regularização dos 2100 municípios que tem regime previdenciário próprio deve contribuir em muito com o crescimento da previdência Complementar. Complementar.

A MASTERCLASS FINAL ficou por conta de Raj Sisodia. Cofundador do Movimento Capitalismo Consciente. Sisodia iniciou sua palestra magna explicando que a ideia central do movimento está na maneira de se operar no modelo capitalista, sem que o lucro seja apenas o grande e único objetivo ao contrário da afirmação de Peter Drucker. Assim sendo, foi impulsionado o surgimento de uma nova economia, baseada na geração de valor e no bem estar dos colaboradores e de toda a sociedade.

Com surgimento do modelo nos Estados Unidos, são poucas as empresas que praticam e colocam realmente em prática este conceito no Brasil. O fato é que muitos líderes já estão vivendo com base nos princípios de capitalismo consciente, mas ainda não se atentaram a isso. É, por isso, que a seguir, vamos elencar algumas características desse tipo de liderança. Confira:

A prática do capitalismo consciente já bastante desenvolvida nos USA e por investidores institucionais como a BlackRock. No livro, “Capitalismo Consciente: Como libertar o espírito heroico dos negócios”, de John Mackey e Raj Sisodia, são descritas as novas formas de fazer negócios que para serem praticadas adequadamente exigem que
bons líderes devem primeiro se tornar bons servidores, não sendo apenas aqueles que mandam ou se acham chefes, eles caminham e fazem acontecer junto com todo o time, servindo de boas inspirações (além de crescer interiormente, o líder desenvolve-se ao ajudar o próximo); e que grandes empresas tenham grandes propósitos, pois quando se começa servir a sociedade, o lucro é apenas parte deste negócio. Atentos, os consumidores percebem as empresas dispostas a ajudar e servir com bons produtos e exemplos; criar estratégias ganha-ganha, onde as decisões sejam tomadas de forma consciente, não se tratando apenas de ganhar dinheiro, mas no bem de todos deve ser o foco principal do capitalismo consciente. Os autores ressaltam que nesse tipo de negócio, a cultura é o ativo mais valioso de qualquer empresa, onde o grande desafio está em criar um negócio baseado no amor poderá construir espaços abertos e de melhor relacionamento.

Encerrado pelo seu presidente, Luís Ricardo Martins, o 42° Congresso da ABRAPP foi, como afirmou Mara Luquet, um verdadeiro MBA de Previdência Complementar em face de quantidade de informações oferecidas e da transmissão do conhecimento básico para entendê-la. Fez historia ao unificar o segmento e deixou a impressão firme de que a solução definitiva para assegurar uma velhice tranquila para os brasileiros é o modelo proposto pela ABRAPP e apresentado por seu superintendente Devanir Silva. Que seja implementado, que faça sucesso e que o 43° Congresso seja presencial e realizado no Rio de Janeiro.







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