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COP 26: o compromisso dos bancos em incentivar a transição para economia verde

Por Marcelo Pasquini, Head de Sustentabilidade do Bradesco

Especial para Plurale

Não há dúvidas de que o investimento financeiro global foi destaque na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas deste ano, a COP 26. Os bancos são responsáveis pela análise de risco dos créditos concedidos e investimento em negócios cujo foco é um modelo mais limpo de produção. É imperativo que o sistema financeiro seja um dos principais protagonistas na transição do Brasil para uma economia verde e sustentável. O Bradesco, atento à causa das mudanças climáticas, foi o primeiro signatário no Brasil da Net-Zero Banking Alliance (NZBA), iniciativa criada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), assumindo o compromisso de equilibrar nossos portfólios de crédito e investimentos rumo ao Carbono Neutro.

Nesse sentido, é importante destacar que há mais de 15 anos mensuramos as emissões de carbono, decorrentes de nossas operações e desde 2007 neutralizamos 100% das emissões dos gases causadores do efeito estufa de escopos 1 e 2, que correspondem a classificação estabelecida pelo GHG Protocol. O escopo 1 corresponde às emissões diretas de nossa operação – viagens a negócios em frota própria, troca de gases dos equipamentos de ar-condicionado e geradores elétricos de emergência. Já o escopo 2, são as emissões indiretas pela aquisição de energia elétrica do sistema interligado nacional. Em 2019, passamos a compensar também as emissões de escopo 3, que ocorrem na nossa cadeia de valor, como descarte de resíduos, deslocamentos de colaboradores, viagens a negócios e transportes. No ano passado, passamos a utilizar apenas energia de fontes renováveis em todas nossas estruturas físicas, escritórios e agências bancárias.

Sabemos, no entanto, que o maior impacto climático causado pelos bancos se dá em consequência dos empréstimos e investimentos. Por isso, aderimos à Partnership for Carbon Accounting Financials (PCAF) para viabilizar a medição desse tipo de impacto para diferentes tipos de clientes e soluções oferecidas pelo banco. Fomos a primeira instituição no Brasil a reportar emissões financiadas de 100% da nossa carteira de crédito pessoa jurídica, e somos um dos principais incentivadores de energia renovável nacional.

E no cenário de transição para uma economia mais limpa, vislumbramos novas oportunidades de negócios, para a adaptação dos nossos clientes e incentivo ao alcance das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris – as NDCs (em português, Contribuição Nacionalmente Determinada), como maior repasse de recursos para agricultura de baixo carbono, estruturação de financiamentos e títulos “verdes”, assessoria entre outras frentes.

O legado da COP 26 para o setor bancário está no mapeamento e alavancagem das oportunidades e alternativas disponíveis para implementação de uma economia de baixo carbono, e que tem como base o Acordo de Paris. O Bradesco está comprometido no financiamento da agenda climática e tem meta de direcionar R$ 250 bilhões para negócios sustentáveis até 2025, como energias renováveis, microcrédito, compra de placas solares, acessibilidade, construções e transportes sustentáveis, estruturação de greenbonds, entre outros. Estamos engajados em apoiar nossos clientes nessa transição.

Entendemos que essas mudanças precisam de planejamento e investimento, mas, principalmente, do engajamento com todos os nossos stakeholders. É isso que temos buscado e é assim que criamos oportunidades para a realização das pessoas e o desenvolvimento sustentável de empresas e sociedade.

(Crédito da Foto - Egberto Nogueira / Divulgação/ Bradesco)







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