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Nespresso aposta em agricultura regenerativa para ter um café ainda mais sustentável

Companhia, fazendeiros e pesquisadores comemoram resultados do Programa Nespresso AAA Qualidade Sustentável, que prevê plantio de árvores frutíferas em consórcio para garantir sombra e controle biológico de pragas. Produtores estão sendo premiados com o equivalente a 10 milhões de dólares pela safra 2021, em ano afetado pela pandemia, secas e geadas

Por Sônia Araripe, Editora de Plurale

Do Rio de Janeiro

Fotos de Divulgação – Nespresso e Fazendas Guima Café (MG)

Quem não tem a lembrança do café quentinho na cozinha da casa da família? Estas memórias afetivas se conectam com o plantio do café como nos tempos de nossos avós e bisavós. Uma agricultura regenerativa, zelosa no cuidar do solo, que garante sombra para os pés de café, evita a monocultura e faz o controle de pragas da forma mais sustentável. Ao completar 15 anos no Brasil e 16 anos do seu Programa Nespresso AAA Qualidade Sustentável, a empresa quer marcar presença com o plantio regenerativo. E, como faz todos os anos, está premiando os seus produtores com valores que chegam ao equivalente a 10 milhões de dólares.

Os prêmios são fixos em dólar e sofrem somente diferenças na variação cambial – que é indexada no momento da venda do café. A Nespresso realiza auditorias para garantir que 100% dos prêmios pagos cheguem aos produtores, conforme descrito no sistema de rastreabilidade dos cafés, que é parte crucial da operação da empresa. Desde 2005, a Nespresso investiu mais de US$ 36 milhões no Brasil para incentivar e aumentar a sustentabilidade, por meio de assistência técnica aos cafeicultores e premiações por cafés sustentáveis e de qualidade excepcional. Nesta jornada, já são 16 anos de troca com os produtores brasileiros. O programa conta com o know-how em sustentabilidade da Rainforest Alliance e do Imaflora, para a implantação de ferramentas para proteger o futuro do café e das fazendas que o cultivam.

O programa AAA foi desenhado de acordo com as características locais da cafeicultura brasileira, e também adaptado às necessidades individuais de cada fazenda. O programa envolve o estímulo à adoção de boas práticas, fundamentadas em três pilares: Qualidade, Sustentabilidade e Produtividade. Hoje, 100% do café no Brasil é adquirido por meio do programa, ou seja, de maneira sustentável.

“Esta pandemia nos trouxe vários desafios, mas também nos reconectou com o planeta, com a natureza e com os solos. Buscamos pesquisas com foco no controle biológico de insetos. A agricultura regenerativa é isso. Faz parte do compromisso da Nespresso investir em práticas sustentáveis em toda a sua cadeia de valor, do grão à xícara. As fazendas que produzem café para a empresa são avaliadas frequentemente, desde a gestão da propriedade, as condições de trabalho e o bem-estar das pessoas, até a utilização de práticas ecologicamente corretas”, explica Guilherme Amado (foto), Líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™ no Brasil e no Havaí.

O executivo conta que 2020 e 2021 não foram fáceis: além dos impactos da pandemia em toda a cadeia de valor, foi preciso lidar com as variações climáticas, o que envolveu seca e geadas. “Os produtores de café têm sido resilientes, convivendo com fenômenos climáticos extremos nos últimos anos. São parceiros fortes”, comenta Amado. Mesmo assim, conseguiram produzir um café incrível, avançando nessa melhoria de processos e de renovação das lavouras.

Foi assim, por exemplo, nas três Fazendas da Guima Café, na região do Cerrado Mineiro, nos municípios de Varjão de Minas e Patos de Minas. Entre os cafezais, que produzem um arábica de qualidade incrível, foram plantados abacateiros – que, agora crescidos, começam a dar sombra e depois vão gerar renda extra. “Temos sido premiados todos os anos pelo Programa Nespresso AAA Qualidade Sustentável, com um prêmio equivalente a algo em torno de 10 dólares por saca, podendo chegar a até 20 dólares por saca. Isso é um incentivo para o produtor. Vale acreditar no plantio regenerativo”, garante Lucimar Silva, gestora responsável pelo café das três fazendas (controladas pelo banco BMG), em entrevista à Plurale por teleconferência.

Foto de Divulgação – Fazendas Guima (MG)

Como todos sabem, mineiros costumam ser desconfiados, mas os bons resultados da agricultura regenerativa das Fazendas Guima Café estão atraindo a atenção dos vizinhos produtores. “Queremos inspirar outros agricultores a seguir o nosso exemplo. Temos feito palestras e mostrado resultados. A métrica ajuda a comprovar como a sustentabilidade tem trazido resultados práticos reais”, diz Lucimar.

Foto de Divulgação – Lucimar Silva, gestora responsável pela Guima Café (MG).

Pesquisadoras da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) estão ajudando a pensar a parte do controle biológico. A Professora Madelaine Venzon – em entrevista para Plurale – esclarece que a pesquisa para os plantios regenerativos do café “tem como foco utilizar espécies de plantas - quer sejam árvores, arbustos e/ou coberturas verdes - para serem associadas ao café, e que possuem características que favorecem os agentes de controle biológico de pragas que ocorrem naturalmente. É o chamado controle biológico conservativo”.

Foto de Divulgação – Nespresso

O que é o Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™

A busca pelo equilíbrio ambiental entre a biodiversidade e o melhor aproveitamento do cultivo de café levou, em 2003, ao nascimento do pioneiro Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™ - que, dois anos depois, foi adaptado para a realidade brasileira e começou a transformar os meios de vida das fazendas no país.

Desde 2005, a Nespresso investiu mais de US$ 36 milhões no Brasil para incentivar e aumentar a sustentabilidade, por meio de assistência técnica aos cafeicultores e de premiações por cafés sustentáveis e de qualidade excepcional. Nesta jornada, já são 16 anos de troca com os produtores brasileiros. O programa conta com o know-how em sustentabilidade da Rainforest Alliance e do Imaflora, para a implantação de ferramentas para proteger o futuro do café e das fazendas que o cultivam.

O programa AAA foi desenhado de acordo com as características locais da cafeicultura brasileira, e também adaptado às necessidades individuais de cada fazenda. Envolve o estímulo à adoção de boas práticas, fundamentadas em três pilares: Qualidade, Sustentabilidade e Produtividade. Hoje, 100% do café no Brasil é adquirido por meio do programa, ou seja, de maneira sustentável.

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Entrevista com a Pesquisadora Madelaine Venzon – Epamig

Plurale- A senhora poderia explicar, em linhas gerais, como a pesquisa de vocês está ajudando neste processo do plantio regenerativo do café? E do combate de pragas com biosoluções?

Professora Madelaine Venzon - Nossa pesquisa para os plantios regenerativos do café tem como foco utilizar espécies de plantas - quer sejam árvores, arbustos e/ou coberturas verdes - para serem associadas ao café, e que possuem características que favorecem os agentes de controle biológico de pragas que ocorrem naturalmente. É o chamado controle biológico conservativo. Essas características podem ser a provisão de alimento alternativo para insetos predadores e parasitoides, que controlam as pragas, ou de microclima adequado, ou mesmo de ocais para nidificação. Sim, é um biossolução, pois é a partir da utilização estratégica de espécies de plantas que se promove o controle biológico das pragas. Essa seleção é resultado de anos de pesquisa nas escalas de laboratório, casa de vegetação e em campo, lideradas pela Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais).

Plurale - O Brasil é uma referência em agro. Mas ainda replica o modelo global, com pesticidas e monoculturas. Muitas pesquisas vêm sendo desenvolvidas por uma agricultura menos agressiva aos solos e aos trabalhadores do campo. A senhora acredita que um novo modelo regenerativo é possível, trazendo o que nossos avós e bisavós sabiam fazer de melhor?

Professora Madelaine Venzon - Acredito que é um processo lento, mas possível. Já estamos presenciando mudanças com relação ao uso de bioinsumos no pais, em substituição aos agrotóxicos, mudança que está sendo crescente, com um número maior de produtos disponíveis no mercado. Atualmente, para o controle de pragas, já existem pelo menos uns 200 bioinsumos comerciais registrados no MAPA. Segundo pesquisas recentes, na última safra agrícola houve um crescimento de 37% no mercado desses produtos, em comparação com a safra anterior. Mas além dos bioinsumos, são necessárias mudanças estruturais no modelo convencional utilizado, para diminuir o uso de insumos externos, mesmo os bioinsumos, e utilizá-los somente em momentos críticos, quando as pragas precisam ser controladas. Nesse sentido, as monoculturas devem ser repensadas, pois são ambientes que favorecem os herbívoros, insetos e ácaros que se alimentam dessas plantas, visto que não são limitados por alimento nas monoculturas. O uso de estratégias como agroflorestas, manejo de mato, coberturas verdes, policultivos, visa a minimizar esse efeito e a oferecer ambiente e alimento alternativo para os inimigos naturais das pragas, já que esses se alimentam não somente das pragas, mas também de pólen e de néctar, que não estão disponíveis nas monoculturas. O modelo regenerativo é adotado com base nas pesquisas científicas; com o uso de espécies de plantas que favoreçam os agentes de controle biológico, os polinizadores e que forneçam outros serviços ecossistêmicos. É um caminho para tornar viável esse não tão novo modelo, já usado pelos nossos bisavós.

Sobre a Nespresso

A Nespresso é pioneira em café em porções individuais da mais alta qualidade sustentável. No Brasil desde 2006, conta com 33 Boutiques e aproximadamente 700 colaboradores nas principais cidades do país. A linha doméstica da marca oferece 29 variedades de cafés, além de máquinas e acessórios para uma experiência completa. Já a linha Nespresso Profissional apresenta 15 cafés e máquinas adequadas para estabelecimentos de alta rotatividade, como hotéis, restaurantes e empresas. Por meio do compromisso The Positive Cup™, a Nespresso atua na gestão sustentável do café, do alumínio e em práticas relacionadas ao clima. No Brasil, a marca tem investido no sistema de reciclagem de cápsulas e possui mais de 200 pontos de coleta. Todas as informações sobre a Nespresso e seu compromisso com a sustentabilidade podem ser encontradas no site www.nespresso.com.







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