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Artigo - "Além de deixar Rússia, corporações destinam ajuda humanitária a ucranianos"

Por Nilson Brandão, Especial para Plurale (*)

Grandes corporações estão se mobilizando em torno da Guerra da Ucrânia. Além do movimento de retirada da Rússia – que já totaliza cerca de 400 casos até esta segunda-feira (14.03)–, iniciativas de apoio e suporte à Ucrânia e sua população progridem velozmente.

As ações envolvem desde ajuda financeira que chega a US$ 25 milhões e equiparação de valores doados por funcionários, até envio de medicamentos e brinquedos, liberação de taxas para ligações com a Ucrânia e acomodação para os refugiados.

Abbot, Arbnb, Snapchat, Google, Hilton, AT&T e Verizon, além de fundações corporativas entraram no radar de entidades e movimentos que acompanham a reação de empresas americanas à invasão russa e à crise humanitária na Ucrânia.

A Fundação da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o movimento Good Lobby, a Yale Chief Executive Leadership Institute e o portal Just Capital são algumas das instituições monitorando as respostas corporativas no Leste Europeu.

Desde o início da invação da Rússia, a pressão em cima das empresas atuam no país avançou ferozmente. Algumas empresas adotaram medidas no iníco da guerra. Fundos com títulos russos, como o BlackRock, também reagiram à invasão.

Outras foram duramente criticadas nas redes sociais por se calarem ou simplesmente não souberem como reagir, arranhando suas reputações e políticas de ESG (governança social e ambiental).

A fundação da US Chamber of Commerce compila os formatos de apoio corporativo que estão sendo anunciados para os ucranianos: . “Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a comunidade empresaria está mobilizando seus conhecimentos, capacidades e recursos comunitários para ajudar nos esforços de ajuda humanitária”.

A operadora de telecomunicação Verizon decidiu prorrogar a insenção de taxas em chamadas internacionais, mensagens de texto e roaming de dados para clientes sem fio de consumidores e pequenas empresas de e para Hungria, Moldávia, Polônia, Romênia, Eslováquia e Ucrânia.

Os clientes de telefones fixos residenciais também terão isenção de cobranças internacionais para esses países. Os clientes não precisam tomar nenhuma ação para aproveitar essas ofertas, informa a companhia.

A operadora concorrente AT&T também se engajou de forma semelhante. “A AT&T está apoiando os esforços para manter nossos clientes conectados a seus entes queridos durante os recentes eventos na Ucrânia”, disse em comunicado.

Há mais casos listados. A Fundação Abbott e a consultoria Accenture doaram US$ 2 milhões e US$ 5 milhões, respectivamente, para organizações humanitárias.

A plataforma Airbnb enviou cartas Polônia, Romênia, Alemanha e Hungria oferecendo ajuda para abrigar os refugiados e oferecerá moradia gratuita e temporária para até 100.000 refugiados que deixam a Ucrânia.

Já a rede Hilton está doando até 1 milhão de diárias para apoiar refugiados ucranianos e esforços humanitários em toda a Europa, em parceria com a American Express, ainda segundo a commpliação da US Chamber.

Além de doações de US$ 25 milhões do Google e de seus funcionários, a big tech também decidiu contribuir com US$ 5 milhões em créditos de publicidade para organizações humanitárias e intergovernamentais.

De forma geral, as contribuições são recebidas por instituições internacionais, como a Unicef, Cruz Vermelha Internacional, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR Canadá / HCR Canadá), Save The Children, bem como outras entidades de apoio humanitário dos países sede das corporações.

A rede social Snapchat programa US$ 15 milhões em ajuda humanitária para apoiar organizações que prestam ajuda às pessoas na Ucrânia. A Liberty Mutual Foundation, se comprometeu a dobrar as doações feitas por funcionários. A indústria Mattel contribuirá com US$ 1 milhão em brinquedos e doações em dinheiro para apoiar organizações na linha de frente.

Na perspectiva pública, famílias britânicas receberão £ 350 por mês para fornecer acomodação a refugiados ucranianos. A União Europeia indicou que cidadãos que deixam a Ucrânina poderão ficar três anos nos esados membros sem exigência de visto. Cerca de dois milhões de ucranianos já cruzaram as fronteiras do país, fugindo da guerra.

(*) Nilson Brandão é advogado e jornalista, atua como consultor em comunicação corporativa e reputação.







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