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Queijos artesanais de Araxá também sob ameaça do Conselho de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam)

Queijos artesanais da região de Araxá sob ameaça (foto ilustrativa) - Crédito: Agência Minas/Divulgação

Por Nairo Alméri, do Além da Notícia - Portal UAI/ Estado de Minas - Belo Horizonte

A semana, que começou com a polêmica aprovação da mineração na Serra do Curral pelo , vai emendar sinal de fumaça nos queijos mineiros. Os riscos ambientais da atividade mineral local são conhecidos, entretanto, há décadas. Mas ignorados. A gritaria generalizada, portanto, deverá ser turbinada com outra ameaça grave à cultura de Minas Gerais: da produção de queijos. Na linha de fogo das centenas dos descasos das autoridades públicas municipais e estaduais, portanto, estão os riscos de empreendimentos do agribusiness ao queijo artesanal da região de Araxá.

O governador Romeu Zema (Novo) é nascido em Araxá. É lá, portanto, onde a família dele começou os negócios do Grupo Zema.

O Copam é o mais importante e poderoso entre os órgãos do Sistema da Secretaria Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). E é, portanto, maior responsável em licenciamento que desperta atenção para os riscos às queijarias artesanais. A questão dos queijos próxima a Araxá, certamente, não é a única. Trata-se do licenciamento à empresa Sekita Agronegócios, nos municípios de Rio Paranaíba e Ibiá.

O licenciamento (ver adiante) foi chancelado pela Supram Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba para figura jurídica Makoto Edson Sekita e Outros. A empresa tem nome fantasia Sekita Agronegócios. A “natureza jurídica” da empresa é definida como de “consórcio de empreendedores”.

Supram é abreviatura para Superintendência Regional de Meio Ambiente, da SEMAD. O Governo de Minas Gerais tem essas superintendências espalhadas pelas diversas macrorregiões do Estado. Elas, entretanto, funcionam com autonomia.

Queijos de Minas brilham no 5º Mundial du Fromage (2021)

Iepha entra na poeira para olhar os queijos de Araxá

Tanto há o risco é sabido que o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) entrou no caso ontem (02/05). Portanto, chegou na nuvem da poeira de sinter feed (fino de minério) levantada nos protestos (já tardios e sonolentos) generalizados à licença dada pelo Copam para extração de minério de ferro a rodo para Taquaril Mineradora S/A (Tamisa). Todavia, a mineradora sustenta que a decisão foi “democrática”.

Taquaril, apesar de todos protestos, defende votação no Copam (foto ilustrativa – alto da Serra do Curral) – Crédito: CMBH/Divulgação






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