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Morre a jornalista Anna Ramalho, aos 73 anos, no Rio

O velório será nesta quinta-feira (28) no Memorial do Carmo. Anna marcou o colunismo ao lado de colegas jornalistas como Zózimo Barroso do Amaral , Fred Sutter e Ricardo Boechat

Por Sônia Araripe, Editora de Plurale

Morreu nesta quarta-feira (27), a jornalista e colunista Anna Maria Ramalho, aos 73 anos, no Rio. Em abril, ela começou a tratar um câncer em estágio avançado no pulmão. Anna, que estava internada na Casa de Saúde São José, no Humaitá, na Zona Sul do Rio, teve complicações respiratórias associada a uma infecção, além de embolia pulmonar. O velório será nesta quinta, dia 28, no Memorial do Carmo, Caju, Rio de Janeiro. Anna deixa filho - o chef Christiano Ramalho - a nora, a veterinária Carol e duas lindas netas - Antônia e Olívia. Tinha uma irmã, Bel Monteiro, mãe de Gilherme Amado, jornalista do Portal Metrópoles e de Clara Amado, corretora de imóveis, moradores de Brasília. Também uma legião de amigos, aos quais me incluo e solidarizo no luto.

Tendo começado na Revista Manchete, Anna Maria, era uma das mais relevantes colunistas do país. Trabalhou também na Revista Pais & Filhos, O Estado de São Paulo, O Globo e Jornal do Brasil. Entre seus parceiros nas colunas estavam Ibrahim Sued, Zózimo Barroso do Amaral, Fred Sutter e Ricardo Boechat, todos falecidos.

Desde 2010 editava seu próprio portal, em parceria com o jornalista Luiz Cláudio Almeida. Cobria eventos, fazia entrevistas com artistas e empresários e estava sempre conectada com os momentos mais importantes do Rio de Janeiro e Brasil. Era uma repórter 24 horas. Tive o privilégio de trabalhar com Anna por muitos anos no Jornal do Brasil e também em O Dia. Era generosa com amigos e fontes, sempre irônica e ácida quando preciso. Principalmente com políticos.

Em 3 de maio deste ano, Anna Maria teve a notícia de que estava com dois tumores no pulmão esquerdo, malignos e inoperáveis. Ela contou em um texto sincero em seu site sobre o diagnóstico. “Pensei muito se deveria escrever sobre um problema tão delicado e pessoal. Não pretendo ser a influencer do câncer, a lacradora da moléstia, me exibir nas redes, colecionar likes – hoje, tudo se resume a isso, né, não?”, escreveu.

Embora abalada com a notícia, a jornalista - muito católica, devota de Santo Antônio - estava confiante no combate ao câncer. “Sofri também, não vou mentir. Fiquei abalada. Mas já sacudi a poeira rapidinho. O importante é ficar boa, seguir na luta para expulsar esses milicianos bandidos que não vão tomar meu território de jeito nenhum”, comentou.

Alguns depoimentos de familiares e amigos postados nas redes sociais :

Guilherme Amado, sobrinho, jornalista - Minha tia descansou. Sua alegria jamais combinaria com cama de hospital. Agradecemos de coração ao Dr. Roberto Zani, seu médico e amigo há 43 anos, a quem seremos eternamente gratos. A família pede que todos rezem por ela, para que siga na luz. E que sempre lembrem do humor, da risada e da inteligência da nossa amada.

Eduardo Paes, Prefeito do Rio de Janeiro - "Que perda irreparável. Vai fazer muita falta. Força para a família."

Ana Botafogo, bailarina - "Meus sentimentos à família. Que Deus a receba com bençãos e braços abertos. Ela é um ser de muita luz. Iluminava por onde passava."

Fafá de Belém, cantora - "Que Nossa Senhora a receba em Seu manto de luz".

Sônia Araripe, Editora de Plurale - "Anna Maria Ramalho foi muito mais do que companheira de redação… foi amiga de toda a vida. Uma queridíssima parceira de todas as horas. Fosse para rir - escuto ainda aqui sua gargalhada imaginaria - , para espinafrar ou para chorar. Era divertidíssima, sempre com opiniões firmes e arrebatadoras. Bateu um bolão no colunismo social - era repórter 24 horas. Sempre se reinventando. Nunca deixamos de nos falar - o Jornal do Brasil nos uniu e jamais nos desligamos.
Na pandemia, Anna se descobriu blogueira das boas. Fez Lives incríveis. Bateu gelinho com @gilda.mattoso e @eualoisiodeabreu . Em julho, me convidou para uma Live sobre meio ambiente e jornalismo. A live está salva no Instagram da Anna. Mandei flores e bolinho para ela, agradecendo.
Enviei mensagem quando soube da doença. Ela Fez texto lindo. Anna respondeu agradecendo. Disse que tínhamos muito para comemorar. Foi tão rápido… nós tínhamos tanta fé … siga na luz, querida. Gratidão. Foi lindo. Nosso abraço carinhoso no Cristiano , Carol, netas Antônia e Olívia. Para a mana Bel Monteiro , sobrinhos Clara Amado, Guilherme Amado e toda a família. Abraço especial também no @luizclaudio.33 , parceiro de fé da Anna por tantos anos na Coluna. Nossa solidariedade com a legião de amigos, também órfãos."
Christóvam de Chevalier, Jornalista de New Mag, trabalhou na Coluna de Anna - "Não fui só repórter, subeditor e interino dessa grande profissional. Fui também seu amigo e discípulo. E, como tal, levo adiante o que aprendi com ela. E prometo manter vivo o seu nome enquanto me for possível perseverar nessa profissão. Obrigado por tudo, Ramalhete.????"
Luiz Cláudio Almeida, Jornalista, parceiro de Anna desde 2020 no Portal Anna Ramalho - "Tenho um enorme orgulho de ser o Luiz Cláudio da Anna Ramalho. É assim que todos me chamam e isso me enche de orgulho. Tive a honra de viver grande parte da minha vida profissional ao seu lado. Já pedi a Santo Antônio para te receber e te levar direto para um lugar de luz, amor e paz. Te amo!"
Yacy Nunes, Jornalista, trabalhou com Anna e Boechat - "Muito obrigada por tudo, Ramalho, querida, com quem compartilhei a mesa da coluna Swann, como subeditora ( assuntos de política e cultura), nos tempos dos inesquecíveis Ricardo Boechat e Fred Suter.
Com você, aprendi a rir dos dramas pessoais, a fingir que a vida era o máximo ( mesmo quando os horizontes eram difíceis), ganhei uma família, junto com seu filho, Christiano Ramalho, a nora Carol , as netas, Antonia e Olivia, a irmãzinha Bel Monteiro , os sobrinhos Clara Amado e Guilherme Amado , com quem passei, por sua causa, naquele no apartamento do Jardim Botânico, lindas noites de Natal e reveillon, depois que me separei. Mil beijos e força para toda a família linda."
Gilda Matoso, assessora de imprensa e amiga de uma vida - "Guilherme Amado, meu carinho vai voando até vocês, já que estou em turnê na Europa com a Família Gil. Ela tinha um orgulho gigante de vocês. Sintam minha presença aí ao lado de vocês."
Aloisio de Abreu, amigo de uma vida - "Ana, eu queria escrever algo bacana, inteligente, encontrar a palavra certa, enfim, ser minimamente criativo. Mas não vem nada. A autoridade da morte cala. E faz pensar. Pensar me faz lembrar das nossas conversas, gargalhadas, do gelinho batido nos incontáveis "Papo na rede", na qualidade excepcional do nosso encontro nessa vida. Vai! Voa e brilha ainda mais, minha querida amiga."







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