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Pelo Brasil

Destaque de protagonismo social e econômico no Rio Innovation Week

Impacto social e econômico de empresas foram ressaltados no evento

Texto e fotos de Felipe Araripe, Repórter Especial de Plurale

Do Rio de Janeiro

Palestrantes no painel "Aprendizagem Extra Muros", no Rio Innovation Week

Durante o Rio Innovation Week, realizado recentemente na capital fluminense, empresas de diferentes setores apresentaram iniciativas que reforçam o compromisso com a sociedade, especialmente na educação e na transição energética.

No painel “Aprendizagem Extra Muros”, promovido durante o evento, a Fundação Bradesco, maior projeto social privado do Brasil, compartilhou sua trajetória e os próximos passos na educação. Prestes a completar 70 anos de existência, a instituição mantém uma rede de 40 escolas próprias, beneficiando mais de 42 mil alunos ao longo de toda a jornada escolar.

Murilo Nogueira, Diretor Administrativo e Financeiro da Fundação Bradesco, relatou que muitas pessoas ainda desconhecem o vínculo entre a educação e o banco, que está entrelaçada na própria história Bradesco: “Eu já ouvi que as pessoas não sabiam que o Bradesco era esse banco que carregava esse tema da educação. A escola faz parte do coração do banco, amacia a cultura do banco. Temos uma escola na sede do banco, na Cidade de Deus, em São Paulo, trazendo esse olhar para os alunos dentro do cotidiano do nosso espaço”, afirmou. Ele também relembrou que a Fundação foi criada por Amador Aguiar, fundador do Bradesco, vista como um verdadeiro divisor de águas na época.

Murilo Nogueira, Diretor Administrativo e Financeiro da Fundação Bradesco

Em entrevista à Plurale, Murilo revelou alguns dos planos da Fundação para o futuro próximo, como expandir sua plataforma de ensino virtual e transformá-la em um hub de cursos gratuitos voltados para áreas como empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e tecnologia. “A gente sabe que hoje muitos cursos de empreendedorismo, desenvolvimento, tecnologia podem também vir em uma plataforma gratuita, que traga essa mesma qualidade de um curso pago para essas pessoas que não conseguiriam pagar esses cursos”, afirmou.

Outra novidade é o retorno do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em 2026. Com um novo currículo sendo desenhado há dois anos pela equipe da Fundação, o programa será relançado no ano que vem, com base em escuta ativa das comunidades e análise do perfil dos pais de alunos, para a ampliação do ensino também para estes pais. A expectativa é impactar 35 mil estudantes a partir do ano que vem, iniciando em oito unidades da Fundação, com posterior expansão para as demais escolas.

Murilo adiantou para Plurale que as comemorações dos 70 anos da Fundação Bradesco serão marcadas por uma campanha que se estenderá ao longo de um ano completo, sendo marcadas pela temática geracional. “A gente entende que a Fundação Bradesco durante esses 70 anos de atuação impactou diversas gerações, gerações de pais, de alunos, de sociedade, de empresas, de tecnologia, gerações diversas, que realmente tiveram impacto por conta da educação fornecida pela Fundação Bradesco. A nossa educação foi transformada ao decorrer desses 70 anos para respeitar a transformação da sociedade”, disse.

PRIO: inovação, energia e compromisso com o Rio

Na programação do espaço No Clima do Rio, da Prefeitura do Rio de Janeiro, a palestra “Inovação e Investimento: O Rio como Polo Global e Oportunidade para o Mercado” evidenciou o potencial da cidade como centro de atração de investimentos em diferentes setores, especialmente o de energia e financeiro.

Quem trouxe essa visão do protagonismo carioca foi Chicão Bulhões, Head de Relações Institucionais da PRIO e ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico. Em sua fala, ele resgatou a trajetória da empresa, que nos últimos anos deixou de ser vista como um pequeno player do setor para se tornar a maior empresa independente de óleo e gás do Brasil. “A PRIO é a empresa privada líder na produção de óleo e gás em campos maduros no Brasil, nós carregamos o Rio até no nome, simbolizando pessoas, resultado, inconformismo e ousadia”, destacou.

Chicão Bulhões, Head de Relações Institucionais da PRIO

Com uma abordagem moderna, a PRIO investe na revitalização de campos maduros, o que permite prolongar sua vida útil e, com isso, gerar mais empregos, renda e royalties para o Rio, tudo isso sem abrir novas fronteiras de exploração. “Nossa estratégia de uma infraestrutura mais leve, inovação e vontade de fazer coisas diferentes, aumentaram a produção de vários desses campos maduros em muitos anos, significando mais empregos para o Rio por mais tempo, mais royalties, tudo sem ter que abrir novas fronteiras e novos campos, trazendo uma renovação daquele espaço, conseguindo ampliar o processo da exploração”, explicou.

Chicão também destacou o papel do setor de óleo e gás na transição energética. Segundo ele, a indústria não apenas reconhece a necessidade de transformação, como está entre as mais interessadas no desenvolvimento do mercado de créditos de carbono. “Uma das coisas que é fato, é que o petróleo é inercial, o petróleo de hoje já está contratado para os próximos anos. O petróleo é confundido com combustível, mas o petróleo está aqui, tudo tem petróleo, tudo tem algum componente derivado desse petróleo, isso é fato. Até o carro elétrico tem componentes relacionados ao petróleo. Hoje a indústria de petróleo é a mais interessada no mercado de créditos de carbono, esse mercado que compensa a sua pegada”, afirmou.







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