De Sônia Araripe e Felipe Araripe
Fotos de Felipe Araripe
Do Rio de Janeiro
.jpg)
Alberto Griselli, CEO da TIM
Para uma seleta plateia, o CEO da TIM, Alberto Griselli, confirmou o destaque das operações brasileiras para a matriz italiana, anunciou investimentos maciços em infraestrutura 5G para São Paulo e destacou a jornada sustentável da companhia nos últimos anos. O evento ocorreu no Polo Cultural do Consulado da Itália no Rio de Janeiro, dentro do programa “Buondì CEO”, de palestras com CEOs de empresas italianas no Brasil.
“Este ano fizemos um plano específico para São Paulo, estamos trocando tudo para 5G. Um investimento de R$1 bilhão na modernização e expansão só lá”, disse em entrevista exclusiva à Plurale, antes do evento. Griselli explicou que o Brasil tem se destacado no cenário mundial por esta qualidade de tecnologia, mas também na prestação de serviços, o que tem impactado positivamente nos resultados globais da empresa italiana. “O Brasil é importante para a matriz e o nosso investimento no país é para colocar uma liderança de infraestrutura tecnológica digital”, completou o executivo.
Ao ser perguntado sobre novos investimentos e sobre a relevância do Brasil no contexto econômico da matriz, Griselli confirmou: “Aqui no Brasil, nós representamos 44% do resultado de EBITDA e mais que 50% do resultado de fluxo de caixa do grupo. O grupo acredita muito no Brasil”.
.jpg)
A temática de ESG não é nova para a companhia, segundo o executivo, e foi um dos destaques de sua palestra. A TIM integra a carteira ISE da B3, que destaca ações de sustentabilidade de companhias listadas na bolsa, há 17 anos, neste ano conquistou a liderança da carteira, tornando-se a empresa mais sustentável do índice brasileiro. “É uma jornada sustentável muito longa, começamos há um bom tempo atrás e fomos enriquecendo essa jornada com uma atuação nos três pilares do ESG”.
No pilar ambiental, ele citou como destaque a matriz energética 100% renovável, com fortes investimentos na energia solar, utilizando a energia de 134 usinas solares. Já na questão social, o executivo frisou que a empresa conquistou primeiro lugar do setor de telecomunicações no ranking de diversidade, FTSE Russell D&I Index 2024, com contratações de mulheres em cargos de liderança, de negros e de LGBTQIA+, além dos investimentos do Instituto TIM. “Desde a privatização da telefonia no Brasil em 1998, quando o nosso slogan era “viver sem fronteiras”, já tratávamos dessa inclusão, em diversidade, liberdade, faz parte do nosso DNA”. A principal embaixadora da marca, IZA, também é outro trunfo nesta história, cantora, mulher e negra. Quanto ao pilar de governança, o executivo frisou que a TIM é a única empresa de comunicação do Novo Mercado, sujeita ao maior padrão de governança corporativa.
Por falar em música, que faz parte da própria identidade da TIM - com TIM Music, apoiando festivais, cantores, etc - o CEO revelou que é neto de pianista clássica e ele desenvolveu habilidade de tocar também os clássicos no piano, como Schubert e Mozart. Curiosamente, ele se aventurou até no rock: “Toquei no Rock in Rio, no ano passado, 2024, o clássico Highway to Hell (AC/DC), bem diferente dos clássicos que toco, foi um desafio”. Simpático e acessível, o CEO cumprimentou e tirou fotos com os participantes do evento promovido pela Câmara de Comércio Itália-Brasil.













