Lisboa se prepara para sediar a nova edição da maior conferência global de tecnologia e inovação, de 10 a 13 de novembro
Por Rodrigo Stafford/ De Lisboa
Especial para Plurale
Crédito da Foto - Marcelo Albuquerque/ De Lisboa
.jpg)
Preservação ambiental, como a da Praia de Pajuçara, em Maceió (AL),onde a pesca artesanal é muito importante, será um dos temas do WebSummit 2025. Foto de Marcelo Albuquerque.
A maior conferência global de tecnologia e inovação, chega à edição de 2025 com um objetivo claro: o WebSummit quer transcender o debate sobre inteligência artificial e colocar a sustentabilidade no centro da transformação digital. Embora a inteligência artificial continue a dominar os palcos como principal força das novas tecnologias, o evento busca ampliar o foco para o impacto que a inovação exerce sobre a sociedade e o planeta. A programação prevê um espaço inédito para os temas ligados à descarbonização, eficiência energética e economia circular, destacando as chamadas tecnologias verdes. Também entram nas discussões o papel da tecnologia na transição energética e no desenvolvimento de fontes renováveis, além da bioeconomia e das formas de alavancar o uso sustentável dos recursos naturais.
Entre os novos palcos desta edição do WebSummit está o New Energy Summit que surge como um dos eixos centrais da conferência, com o objetivo de debater o equilíbrio entre segurança energética, acessibilidade e descarbonização. O palco vai reunir líderes empresariais, cientistas e investidores para discutir tecnologias verdes, transição para energias limpas e o papel da inteligência artificial na mitigação da crise climática. Entre os palestrantes estão o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, a diretora de sustentabilidade da Amazon, Kara Hurst, e o CEO da Patagônia, Ryan Gellert, os dois últimos trazem a visão de duas gigantes globais sobre responsabilidade corporativa e consumo consciente.
Também estão previstos talks que abordam o cruzamento entre inovação e impacto, como a de Christina Shim, sobre integração entre sustentabilidade e inteligência artificial, e a de Greg Fallon, que discute o custo ambiental da IA. O tema ganha ainda uma dimensão ética com a presença de Agnès Callamard e Anaïs Tobalagba, em debate sobre o custo humano da transição energética. A diversidade de vozes, de executivos a ativistas e investigadores, evidencia a intenção do evento de ampliar a sustentabilidade para além do discurso e situá-la no centro das discussões sobre o futuro da tecnologia.
Empresas como Galp, EDP e Microsoft também estão entre as participantes da programação, que pretende explorar como a inovação pode acelerar soluções sustentáveis e redefinir o papel da energia na economia global.
A expectativa é que mais uma vez o WebSummit receba um grande público e são esperadas mais de 70 mil participantes de 150 países, entre líderes globais, investidores e empreendedores. O propósito vai além de descobrir a próxima startup bilionária: o encontro busca alinhar o capital de risco e o poder tecnológico aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Brasil reforça presença com foco em sustentabilidade e inclusão
O Brasil volta a se destacar no cenário internacional ao montar uma das maiores delegações estrangeiras do WebSummit. A missão é liderada pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em uma parceria voltada à internacionalização de startups. A edição de 2025 terá a sustentabilidade como eixo central da participação brasileira, repetindo o sucesso de anos anteriores.
O foco da delegação é apresentar soluções de impacto real. Em 2024, o Sebrae levou ao palco principal o tema do desenvolvimento sustentável, o que rendeu ao Brasil convites para fóruns internacionais, como a COP da Floresta, e consolidou a credibilidade do país na pauta ambiental. Para 2025, a meta é ainda mais ambiciosa: reunir mais de 250 startups e ambientes de inovação, mantendo o Brasil entre as maiores delegações internacionais.
A ideia defendida pelo Sebrae é que a inovação deve caminhar junto com a inclusão social. Essa diretriz abre espaço para startups voltadas à bioeconomia, às energias renováveis e a modelos de negócio que promovem desenvolvimento regional. O programa prevê apoio logístico completo às 100 startups selecionadas pelo Sebrae Startups.














