De Belém do Pará
Por Sonia Araripe, Maurette Brandt e Felipe Araripe

Foto da transmissão
Na abertura da Cúpula do Clima, evento que reúne as delegações e autoridades que estarão na COP30, o presidente Lula discursou para mais de 50 chefes de estado na plenária. Ele destacou que pela primeira vez a Conferência está ocorrendo na floresta amazônica, frisando que é o momento de levar a sério os alertas da ciência e encarar a realidade: "A COP da verdade. É o momento de levar a sério os alertas da ciência".
Ele citou a crença do povo Yanomami, que "é preciso sustentar o céu para que ele não caia sobre a terra", para falar sobre a descrença na realização do evento: “Muita gente não acreditava que fosse possível trazer, para um estado da Amazônia, uma COP. As pessoas estão acostumadas a desfilar por grandes cidades. A Amazônia para o mundo é como se fosse uma Bíblia, todo mundo sabe que existe e interpreta da sua forma”.
Lula repetiu que nesta COP, já passou da hora da transição energética e que precisamos nos afastar de combustíveis fósseis e entrar para uma economia justa, resiliente e de baixo carbono: “Temos que abraçar um novo modelo de desenvolvimento".
Além disso, o presidente citou que essa será a “COP do mutirão”, que irá animar a cidade de Belém, e que juntamente com engajamento da sociedade civil para a superação das desigualdades, se inspirando nas comunidades indígenas, nas quais,a sustentabilidade sempre foi essencial: “Para avançar, será preciso superar a desconexão entre os salões diplomáticos e o mundo real. As pessoas podem não compreender o que são reguladores climáticos, mas reconhecem o valor das florestas e dos oceanos. Elas sabem que nada se faz sem recursos. O combate à mudança do clima deve estar no centro de cada governo, empresa e pessoa".
O multilateralismo foi outro ponto de seu discurso, lembrando que neste ano, estamos completando 80 anos da criação da Organização das Nações Unidas e 10 anos do Acordo de Paris, falando que graças ao Acordo, o mundo se afastou dos prognósticos que anteviam aumento de até cinco graus na temperatura média global até o final do século. "A força do Acordo de Paris reside no respeito ao protagonismo de cada país na definição de suas próprias metas, à luz de suas capacidades nacionais".












