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Bradesco, BNDES e Ecogreen criam certificadora de carbono

O Bradesco, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Fundo Ecogreen se juntaram para criar a Ecora, certificadora brasileira de carbono

Texto de Sônia Araripe e Felipe Araripe

Fotos de Felipe Araripe

Especial de Belém

Representantes do Bradesco e envolvidos no lançamento oficial da Ecora. Foto de Felipe Araripe/Plurale

Durante o segundo dia oficial da COP30, em evento paralelo à conferência, o banco Bradesco, o BNDES e o Fundo Ecogreen anunciaram, em primeira mão para jornalistas e convidados especiais, a Ecora, certificadora brasileira de créditos de carbono. A Ecora terá a Aecom para realizar a assessoria técnica do projeto.

A Ecora surge da ideia de parar de depender de certificadoras internacionais para a geração de créditos de carbono. A operação deve começar por volta do meio de 2026, começando com reflorestamento, manejo de áreas agrícolas e na conservação da biodiversidade. A certificadora terá atuação em todos os biomas e estará nos conformes das políticas de descarbonização. Ainda não foi divulgado o valor que cada um aplicou nessa parceria, nem a participação de ações que cada uma das instituições terá, mas Marcelo Noronha, presidente do Bradesco, revelou que o grupo já se reuniu com outros três potenciais parceiros para entrarem na Ecora. Ele confirmou que as reuniões foram realizadas em Belém desde o início da COP.

Noronha destacou o potencial brasileiro para o mercado de créditos de carbono: “A gente tem um mercado potencial e uma perspectiva enorme que temos que fomentar. Isso vai ser um potencial gerador de riqueza natural para o Brasil. Vamos ter, certamente, demanda de investir, por exemplo, em áreas degradáveis.” Ele lembrou o momento especial em que o projeto está sendo lançado, durante a COP30: “Isso reforça a atuação do Bradesco em prol do desenvolvimento sustentável, uma contribuição que, para mim, considero significativa para o Brasil. O momento não poderia ser mais oportuno do que a COP30.”

Marcelo Noronha, presidente do Bradesco. Foto de Felipe Araripe/Plurale

O projeto traz destaque para o protagonismo nacional em meio à COP30, como destaca Aloizio Mercadante, presidente do BNDES: “Nós temos que perder esse complexo de vira-lata e liderar esse processo. Estamos construindo essa parceria para isso.” Mercadante lembrou do primeiro grande sucesso do BNDES, o eucalipto com a celulose, reforçando a parceria do banco com a Suzano e outras empresas do setor: “O BNDES tem uma história de 73 anos. Lá na origem, ninguém acreditava em plantar eucalipto, ninguém sabia onde aquilo ia chegar. Hoje já temos 30% das reservas de eucalipto no mundo e temos a maior empresa do mundo em celulose, tudo isso com participação ativa do BNDES. O sentimento técnico é que está acontecendo agora um novo ciclo de expansão desse mercado de carbono, em fase de grandes investidores privados.”

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Foto de Felipe Araripe/Plurale

O mercado de créditos de carbono está atravancado por dúvidas sobre a legitimidade dos créditos e métricas. Perguntado sobre qual o diferencial deste novo instrumento em relação aos que já existem, Noronha afirma que a união de várias empresas e instituições financeiras especializadas na área trará transparência e credibilidade ao produto: “O lançamento da Ecora é um compromisso dessas organizações aqui com a transparência, a ciência e o desenvolvimento sustentável. Acreditamos que o Brasil pode ser o principal hub.”

O presidente do Bradesco lembra que essa é somente mais uma das iniciativas de ESG do banco. Ele cita a Fundação Bradesco, maior projeto de investimento social privado do Brasil, com mais de 42 mil alunos nas escolas espalhadas pelo país.

Em uma COP que parece estar marcada para ter como um dos destaques as empresas liderando pelo exemplo, este anúncio promete ser uma das entregas dos encontros paralelos às reuniões oficiais.







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