TEXTO DE SÔNIA ARARIPE E FELIPE ARARIPE
FOTOS DE FELIPE ARARIPE/PLURALE
ESPECIAL DE BELÉM, PARÁ

Painelistas do debate promovido pela Aegea. Foto de Felipe Araripe/Plurale
O Brasil teve, em 2024, 344 mil internações no sistema de saúde relacionadas ao saneamento ambiental inadequado, informa o Instituto Trata Brasil. Segundo o Instituto, 69% desses casos podem parar de existir após 36 meses da chegada do saneamento básico.
Durante a COP30, em evento paralelo, a Aegea, empresa líder de saneamento no Brasil, realizou um debate sobre os avanços do saneamento básico no país e lançou a campanha do “Saneamento Salva”, movimento que tem como objetivo mobilizar a sociedade civil em pautas relacionadas à melhoria social, econômica e de bem-estar, que pode acontecer com a chegada do saneamento básico, oferecendo acesso à água potável e ao esgoto tratado. A iniciativa possui plataforma de conteúdos que junta diversas informações sobre o saneamento básico, com estudos, entrevistas, histórias, dados e entrevistas com grandes especialistas da medicina, como a pneumologista Dra. Margareth Dalcolmo, o médico e oncologista Dr. Drauzio Varella, entre outros. Além de mostrar, com depoimentos de moradores, como as vidas mudaram verdadeiramente com a chegada das redes de esgoto e água tratada.
“Saneamento Salva é um movimento que não temos competência para exercitar; ele é um olhar crítico, de quem trabalha com saúde, que olha para esse movimento de longevidade, de como envelhecer e cuidar da nossa saúde”, disse Radamés Casseb, CEO da Aegea.

Radamés Casseb, CEO da Aegea Saneamento. Foto de Felipe Araripe/ Plurale
No evento, foi lançada a nova campanha do projeto, com um comercial e um jingle explicando como o saneamento salva vidas, oferecendo dignidade e respeito para a população, fomentando a inclusão e impactando quando todos o possuírem. A doutora Margareth contou que, a convite da Aegea, visitou comunidades como a Maré, no Rio de Janeiro. Ela relatou que, ao falar com uma moradora líder de uma dessas comunidades, em uma de suas visitas, e perguntar sobre os níveis de doenças após a chegada do saneamento básico, houve grande diminuição de enfermidades que eram ocasionadas pela falta de acesso: “Isso é mensurável, é a própria comunidade dizendo que as doenças diminuíram”, relata.

Doutora Margareth Dalcolmo. Foto de Felipe Araripe/Plurale
Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea, explicou que o movimento quer reunir diferentes setores da sociedade, como a comunidade médica, líderes comunitários e especialistas em saneamento. O movimento ampliará esse debate com a capacitação de agentes comunitários de saúde e de endemias, levando informações sobre o saneamento para as famílias e reforçando a importância da redução de doenças relacionadas à veiculação hídrica com o saneamento adequado.

Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea. Foto de Felipe Araripe/Plurale
O CEO da Aegea, Radamés Casseb, citou o tamanho da companhia ao explicar os problemas que ela tem que enfrentar todos os dias. Atualmente, mais de 860 cidades, equivalente a 40 milhões de pessoas, são atendidas pela empresa em todo o Brasil. Os dados da melhoria desses municípios já são mensuráveis, como ele falou com exclusividade para Plurale, destacando o trabalho no Rio de Janeiro, no qual a empresa Águas do Rio, do grupo Aegea, tornou as praias até então poluídas do Flamengo, Glória e Botafogo próprias para banho. De acordo com o executivo, o próximo passo será avançar no projeto de melhoria da qualidade da água nas praias da Baía de Guanabara, como a Ilha do Governador, onde fica o Aeroporto do Galeão: “Depois da despoluição daquela área de Flamengo e Botafogo, queremos ir até a Ilha do Governador, replicar o sucesso que tivemos. Isso é muito importante para nós.”












