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Segunda semana da COP30 já começa decisiva

Coletiva com Alckmin e Marina trouxe bastidores dos próximos passos das negociações, com dois pacotes para serem aprovados dos temas da conferência

TEXTO POR FELIPE ARARIPE E SONIA ARARIPE

FOTOS DE FELIPE ARARIPE

ESPECIAL DE BELÉM

Fotos de Felipe Araripe/Plurale

A COP30 entrou em ritmo final. A segunda e última semana da conferência começou já com expectativa para o desfecho das negociações. A equipe brasileira faz um grande esforço para que os acordos avancem e possam ser concluídos. Como afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, a equipe terá que “virar a noite".

O embaixador explicou que agora o processo está dividido em duas etapas: a primeira, que deve ser concluída por volta de quarta-feira, envolve os tópicos mais decisivos; a segunda deve ser finalizada apenas na sexta, com os demais pontos. A CEO Ana Toni detalhou que o primeiro “pacote” inclui financiamento climático público, ampliação das metas das NDCs, medidas comerciais e transparência de informações.

Nesta semana, a conferência contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, que comemorou o protagonismo brasileiro ao avançar nas negociações. Ele destacou o grande feito da COP — o TFFF, iniciativa brasileira — afirmando: “o fundo de investimento vai valorizar ainda mais as florestas tropicais".

O embaixador Maurício Lyrio, integrante da equipe do Itamaraty na COP30, apresentou a visão brasileira para esta segunda fase das discussões: “Não dá para antecipar o resultado da negociação. Mas a COP30 está sendo marcada pela direção que o Brasil quer seguir".

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tratou da urgência em torno do aquecimento global e afirmou que ainda não surgiu nenhuma proposta suficientemente potente sobre o tema. Ela mencionou a ideia do “mapa do caminho”, tradução do termo em inglês roadmap, na qual haveria uma espécie de possibilidade de chegar em um consenso, destacando que os países precisam se entender e buscar, de forma multilateral, uma trajetória para uma transição justa para o fim do combustível fóssil. Ao abordar essa saída, Marina lembrou que isso pode permitir que todos construam juntos “uma arca de Noé”, na qual “cada um de nós construiu esse processo, mas agora não é uma Arca, é um caminho que ele possa se direcionar".







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