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Setor mineral do Pará apresenta a Carta Santarém na COP30

Documento consolida compromisso ESG da mineração

TEXTO DE SONIA ARARIPE E FELIPE ARARIPE

FOTOS DE FELIPE ARARIPE

DIRETAMENTE DA COP30

FOTO DE FELIPE ARARIPE/PLURALE

Durante a COP30, o Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) realizou um painel no Pavilhão do Pará, na Green Zone, para apresentar a Carta Santarém, documento que marca um novo compromisso do setor mineral paraense com práticas ESG.

A carta foi elaborada pelo Simineral em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS). O documento formaliza uma parceria público-privada para a criação de um banco de dados técnicos de ESG sobre o setor de mineração no estado, reunindo informações de forma estruturada e transparente.

No painel, o Simineral apresentou o primeiro recorte de como o setor tem atuado no Pará, com dados sobre clima, biodiversidade, recursos hídricos, governança e investimento social. A proposta da carta é justamente reunir e disponibilizar essas informações para a sociedade e instituições de forma acessível.

O presidente da Norsk Hydro Brasil e do Simineral, Anderson Baranov, abriu o evento parabenizando Belém pela realização da COP30. Ele destacou que muitos duvidaram que a cidade iria funcionar, lembrando que desafios não se resolvem em apenas duas semanas de conferência: “Muito foi feito e entregue. Devemos escolher fazer parte da solução, com união. É muito mais gratificante”.

Anderson Baranov, presidente da Norsk Hydro Brasil e do Simineral. FOTO DE FELIPE ARARIPE/PLURALE

Emerson Rocha, diretor-executivo do Simineral, ressaltou a força do Pará na mineração, apontando a projeção de geração de 128 mil novos empregos até 2042: “O estado do Pará é o segundo maior produtor mineral do país. Em cinco anos deve passar a ser o primeiro. Traz muito orgulho, mas também desafios pelo bioma que estamos inseridos.” A Carta Santarém foi construída durante a preparação para a COP30, inserindo o setor de mineração do Pará no centro da agenda climática global. “Você quer falar de transição energética no Brasil? Não pode deixar de falar no Pará, principalmente pelos minerais estratégicos que estão aqui”, completou Emerson Rocha.

O secretário-adjunto da SEMAS, Rodolpho Zahluth, destacou o papel da mineração na transição energética, exemplificando com o maior consumo de minerais em veículos elétricos: “Um carro elétrico utiliza quatro a cinco vezes mais minerais estratégicos que um carro comum. Se a gente está defendendo o uso de carros elétricos, temos que entender que teremos mais uso de minerais estratégicos.” Ele citou ainda o exemplo da Hydro no uso de fontes renováveis, reforçando que “A Hydro utiliza energia éolica e solar pelo mercado de energia. A transição energética já está acontecendo na Hydro”.

Baranov complementou com as metas de ESG da empresa: “Nós da Hydro queremos ser carbono neutro até 2050. Desde 2022, a Hydro vem investindo R$ 12,6 bilhões na transição energética na sua própria descarbonização. Muito se fala em investimento, mas a Hydro tem a maior entrega da COP, ela já entregou todo esse investimento.”No Brasil, a empresa mantém contratos com quatro plantas de energia renovável — três solares e uma eólica — que abastecem suas operações.

Roberta Versiani, gerente de Relações Governamentais da ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), reforçou a relevância do documento como instrumento de cooperação institucional: “A carta não é só um compromisso, pode nortear políticas públicas e parcerias com o setor privado.”

A Carta Santarém prevê a criação de um banco de dados estratégico sobre a mineração no Pará, reunindo informações consolidadas para subsidiar políticas públicas, estudos técnicos e práticas empresariais alinhadas à sustentabilidade, estabelecendo um compromisso do Simineral com uma mineração responsável, inclusiva e sustentável na Amazônia.

Roberta Versiani, gerente de Relações Governamentais da ABAL. FOTO DE FELIPE ARARIPE/PLURALE







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