Por FELIPE ARARIPE e SÔNIA ARARIPE, DE PLURALE
Fotos de FELIPE ARARIPE

Representantes da CNI, Global Citizen e Instituto Natureza e Clima Brasil assinando memorando de cooperação. Foto de Felipe Araripe/Plurale
A Liderança Empresarial pelo Futuro do Clima | COP31 promoveu, nesta segunda-feira (1º), um encontro na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), reunindo empresários e representantes da presidência da COP30. Durante o evento, os participantes destacaram os principais avanços alcançados na COP30, ressaltando o caráter de implementação da conferência e os caminhos que devem ser percorridos rumo à COP31.
Representando a Sustainable Business COP (SB COP), movimento empresarial voltado à disseminação de ações concretas para a transição para uma economia de baixo carbono, Ricardo Mussa, chair da SB COP, anunciou a expansão global da plataforma. Segundo ele, a iniciativa pretende alcançar 100 países até o fim deste ano e já conta com a adesão de todas as coalizões empresariais internacionais convidadas a integrar o projeto.
“O Brasil fez um trabalho muito bom com a Ana Toni, Embaixador André Corrêa do Lago e Dan Ioschpe para esta COP ser a COP da implementação. O setor privado tem papel fundamental, o que temos que fazer agora é se organizar cada vez mais para poder ajudar na implementação, temos uma boa plataforma para isso. Temos uma das melhores plataformas para poder coordenar o setor privado mundial e fazer a diferença”.

Ricardo Mussa, chair da SB COP. Foto de Felipe Araripe/Plurale
Roberto Muniz, Diretor de Relações Institucionais da CNI, falou sobre o futuro da SB COP como uma plataforma de diálogo entre diferentes setores da sociedade: “Nosso maior desafio é levar nossa biodiversidade para implementar futuro. Não podemos perder essa oportunidade. SB COP será esse local onde indústria, energia e pessoas possam se entender”.

Roberto Muniz, Diretor de Relações Institucionais da CNI. Foto de Felipe Araripe/Plurale
Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI, presidente da FIERO (Federação das Indústrias de Rondônia), presidente do Instituto Amazônia+21 e co-chair da SB COP, destacou a importância de a COP ter sido realizada em um estado amazônico, trazendo o centro do debate internacional para a Amazônia. Segundo ele, o empresariado também tem se mobilizado institucionalmente para ampliar sua participação nas ações climáticas. “O objetivo da SB COP é transformar o engajamento empresarial para dar visibilidade para ações concretas de sustentabilidade. O setor privado tem papel central para uma economia competitiva de baixo carbono”, relata Thomé.

Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI e presidente da FIERO. Foto de Felipe Araripe/Plurale
Atualmente presente em 60 países, a SB COP é liderada pela CNI, que permanecerá à frente da iniciativa pelos próximos três anos, oferecendo a estrutura necessária para garantir a continuidade e a expansão do processo. Durante o encontro, também foi anunciado o Fundo SB COP, desenvolvido em parceria com a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), com a proposta de reunir capital para viabilizar projetos voltados à economia de baixo carbono.
COP31
O superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, afirmou que a entidade já iniciou sua preparação para a COP31, na Turquia, tendo realizado reuniões com interlocutores estratégicos. Ele também reafirmou a presença da CNI nos principais fóruns climáticos internacionais, incluindo as reuniões sobre o clima em Bonn, na Alemanha, a London Climate Week, em Londres, a Semana do Clima de São Paulo e a New York Climate Week.
Davi anunciou ainda que, durante a New York Climate Week, o setor privado entregará uma carta à liderança da COP31 e que, antes da conferência, a CNI apresentará ao governo federal um posicionamento consolidado do setor empresarial para a COP31.
Ao comentar a trajetória da entidade nas negociações climáticas, destacou: “A CNI participa das COPs desde a COP10, em Buenos Aires (2004), com atuação maior a partir da COP28, em Dubai, reassumindo um protagonismo e lançando iniciativas. Pela primeira vez, fizemos um movimento do setor privado em Dubai, costurando os parceiros e desde então, começamos a fortalecer este trabalho de influência com o setor privado”.

Davi Bomtempo, Superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI. Foto de Felipe Araripe/Plurale
Avanços da COP
O Embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, destacou o protagonismo brasileiro nos resultados da COP30. Segundo ele, o Tropical Forests Forever Facility (TFFF) já está próximo de reunir os recursos necessários para ser lançado, em uma iniciativa conduzida pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. “Temos reconhecimento muito grande, já que havia cobrança e eles nunca encontraram as formas que pegavam e nós no Brasil possuímos experiência em obter recursos para o combate aos grandes problemas financeiros relacionados às florestas, como o Fundo Amazônia, fórmula que veio do Brasil”, destaca André.

Embaixador André Corrêa do Lago. Foto de Felipe Araripe/Plurale
Durante o evento, também foi assinado um Memorando de Entendimento entre a SB COP, a Global Citizen e o Instituto Natureza e Clima Brasil, marcando o início oficial da Rio Nature and Climate Week. A iniciativa reúne, durante a Semana do Meio Ambiente, uma série de debates e eventos voltados à sustentabilidade, ao clima e ao meio ambiente na cidade do Rio de Janeiro.
O memorando prevê a cooperação entre as instituições para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas relacionadas ao clima, à sustentabilidade e ao engajamento da sociedade e do setor privado na agenda climática.
Ana Toni, CEO da COP30, destacou a relevância da iniciativa durante a cerimônia de assinatura. “É muito inovador, não tem mais nenhuma, essa é a primeira e tenho certeza que vai pegar. É um pouco de estarmos voltando para a RIO 92, o Brasil entendendo que o tema da sustentabilidade é um tema de crescimento econômico e não é um nicho, não é uma parte, é um tema transversal e tem tudo com a competitividade das empresas”, aponta Ana.

Ana Toni, CEO da COP30. Foto de Felipe Araripe/Plurale










